Benjamin Gonçalves Figueiredo

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Benjamin Gonçalves Figueiredo (26 de dezembro de 1902 - 3 de dezembro de 1986) foi um médium umbandista brasileiro.

Em um momento histórico-cultural difícil para a Umbanda, Benjamin Figueiredo foi um dos principais expoentes no movimento pela evolução do culto e pelo reconhecimento das casas umbandistas junto às autoridades de seu tempo, estando lado a lado de alguns dos incansáveis guerreiros dos primeiros anos da organização da religião de Umbanda, tais quais Zélio Fernandino de Moraes, Domingos dos Santos, João Carneiro de Almeida, José Álvares Pessoa, Manoel Nogueira Aranha, João de Freitas, Cavalcanti Bandeira, Cícero Bernardino de Melo, Narciso Cavalcanti, Félix Nascente Pinto, Jerônimo de Souza, Henrique Landi Júnior, Matta e Silva, Tancredo da Silva Pinto, Átila Nunes (pai), Omolubá, Flavio da Guiné, dentre outros.[carece de fontes?]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aos 17 anos, Benjamin Gonçalves Figueiredo participava com sua família de sessões kardecistas, até que, em março de 1920, em uma dessas reuniões, o teria sido incorporado pelo Caboclo Mirim, que, segundo a crença umbandista, teria anunciado que aquela seria a última sessão de Kardec realizada por aquela família, e que a partir dali, eles passariam à Umbanda.[1]

Tal fato realmente ocorreu, e a família de Benjamin converteu-se à religião umbandista. Quatro anos após, no dia 13 de março de 1924, foi fundada a Tenda Espírita Mirim.[1] Começou a se preparar como médium umbandista pelas mãos de Zélio Fernandino de Moraes,[2] médium do Caboclo das Sete Encruzilhadas, o fundador da Umbanda.[1], Foi considerado pronto para "trabalhar", comandando sua casa, por Orixá Malet, entidade oriental, que também se manifestava através de Zélio. Passando por um curioso ritual, finalizado com o lançamento de seu corpo ao mar, por aquele "Orixá"[3]. No entanto, a Tenda Espírita Mirim trouxe uma ritualística e liturgia própria para a Umbanda, a chamada Escola da Vida, fonte de inspiração seguida por diversas tendas por todo o país.[1]

Durante a década de 1930, assim como ocorrido com outros líderes umbandistas, acabou sendo preso algumas vezes, devido à repressão religiosa daquela época. Trabalhou então pela legalização e reconhecimento da religião umbandista. Em 1939, foi um dos fundadores da Federação Espírita de Umbanda, também criada a partir das ordens do Caboclo da Sete Encruzilhadas, numa estratégia de legitimação da Umbanda, e pela qual ajudou a organizar, em 1941, o Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, onde foram apresentadas várias teses sobre o movimento religioso[1], incluindo aquela que deu origem ao tão difundido conceito da "Aumbandhã".[4]

Posteriormente, foi também o fundador, em 03 de outubro de 1952, do Primado de Umbanda.[1] Ainda foi incentivador da criação de outras entidades, tais como o Colegiado Espiritualista do Cruzeiro do Sul, o Círculo de Escritores e Jornalistas de Umbanda. Foi também o principal fundador da Escola Superior Iniciática de Umbanda do Brasil, escola esta onde foi Conselheiro Nato.[1]

Referências

  1. a b c d e f g www.fuep.org.br. «O Legado de Benjamin Figueired». Consultado em 9 de novembro de 2018 
  2. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Entrevista de Benjamin Figueiredo ao Diário de Notícias, 30/12/1973
  3. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Blog Registros de Umbanda, citando uma entrevista de Zélio de Moraes à jornalista Lilia Ribeiro do informativo Macaia
  4. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome I Congresso Brasileiro de Umbanda