Bento de Melo Pereira

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Bento de Mello Pereira
Barão de Cotinguiba
Presidente da Província de Sergipe
Período 09/03/1836 até 19/01/1837
Dados pessoais
Nascimento 1780, Sergipe, Brasil Colônia Vice-Reino do Brasil
Neópolis-SE
Morte 23 de setembro de 1866 (86 anos),[1] 1862 (82 anos)[2]
Neópolis-SE, Província do Ceará, Flag of Brazil (1870–1889).svg Império do Brasil
Nacionalidade Flag of Brazil (1870–1889).svg brasileiro
Progenitores Mãe: Rosa Maria do Espírito Santo
Pai: Felipe de Melo Pereira
Cônjuge Tereza Rabelo Leite Sampaio, Francisca de Aguiar Caldeira Boto
Profissão Militar, político
Títulos nobiliárquicos
barão decreto de 25 de Março de 1849
Comendador da Imperial Ordem de Cristo; Oficial da Imperial Ordem da Rosa séc. XIX
Serviço militar
Graduação Coronel
Comandos Capitão-mor das ordenanças de Vila Nova (atual Neópolis). Comandante das armas de Sergipe de 1827 a 1829. Comandante superior da Guarda Nacional da Comarca de Vila Nova.
Conflitos Revolução Pernambucana 1817

Bento de Melo Pereira, o barão de Cotinguiba, (Neópolis, 1780 — Neópolis, 23 de setembro de 1866?) foi um militar e político brasileiro.

Foi presidente da província de Sergipe, nomeado por carta imperial em 27 de agosto de 1835, empossado de 9 de março a 12 de junho de 1836, reassumindo o cargo de 8 de setembro de 1836 a 19 de janeiro de 1837. Também foi vice-presidente da província de Sergipe, nos anos de 1834, 1837, 1839 e 1842.

Ocupou os cargos de capitão-mor de Vila Nova (atual Neópolis); comandante das armas do Sergipe de 1827 a 1829 e comandante superior da Guarda Nacional da Comarca de Vila Nova, até 1843. Combateu movimentos de apoio à Revolução Pernambucana de 1817 nas cidades sergipanas à margem do rio São Francisco.

Concorreu na lista tríplice à vaga de Senador do Império em 1838 (4ª Legislatura) e em 1858 (10ª Legislatura), não tendo sido nomeado em nenhuma das ocasiões.

Foi comendador da Imperial Ordem de Cristo e oficial da Imperial Ordem da Rosa.

Em 1836, sob sua presidência ocorre a chamada Revolta de Santo Amaro. Os chefes políticos do partido liberal (Antonio José da Silva Travassos) e do partido conservador (Sebastião Gaspar de Almeida Boto) entraram em conflito armado, pela acusação de fraude nas eleições da assembléia provincial, que beneficiaram aos conservadores. O próprio presidente Bento de Mello foi acusado de apoiar a fraude. Em novembro de 1836 os liberais iniciam os protestos, atacando Laranjeiras e o destacamento da barra do Cotinguiba apoderando-se de armamentos e ameaçando a Vila de Rosário sede do líder político Sebastião Gaspar de Almeida Boto. Os conservadores por sua vez cercam a vila de Santo Amaro reduto dos liberais, arrombando casas, assassinando e perseguindo simpatizantes que fugiram para outras vilas e mesmo para fora da província. Bento de Mello tentou mobilizar a guarda nacional, mas várias vilas se recusaram a colaborar; finalmente pede ajuda ao presidente da capitania da Bahia, sendo correspondido consegue desarticular a revolta. Após outros incidentes o governo regencial imperial interfere, exonerando Bento de Mello Pereira e nomeando José Mariano de Albuquerque Cavalcanti cearense sem relações políticas com a província; além de acatar a denúncia de fraude e anular as eleições provinciais.[3]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Colégio Brasileiro de Genealogia, Sergipe - Governadores e Presidentes da Província (1821 – 1889).
  2. Archivo Nobiliarchico Brasileiro, de Rodolfo Smith de Vasconcelos and Jaime Smith de Vasconcelos (1918).
  3. Nunes, Maria Thetis, Sergipe Provincial I – (1820/1840), Rio de Janeiro, Editora Tempo Brasileiro, 1989.


Precedido por
Manuel Joaquim Fernandes de Barros
Presidente da província de Sergipe
1836
Sucedido por
Inácio Dias de Oliveira
Precedido por
Sebastião Gaspar de Almeida Boto
Presidente da província de Sergipe
18361837
Sucedido por
José Mariano de Albuquerque Cavalcanti


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