Neópolis

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Neópolis
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Neópolis
Bandeira
Brasão de armas de Neópolis
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Capital sergipana do frevo"
Gentílico neopolitano
Localização
País Brasil
Unidade federativa Sergipe
Municípios limítrofes Propriá, Japoatã, Pacatuba, Ilha das Flores e Santana do São Francisco
Distância até a capital 121 km
História
Fundação 18 de outubro de 1679 (340 anos)
Aniversário 18 de outubro
Administração
Prefeito(a) Celio Lemos Bezerra (PR)
Características geográficas
Área total [1] 259,334 km²
População total (IBGE/2013[2]) 18 964 hab.
Densidade 73,1 hab./km²
Clima tropical
Altitude 30 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 49980-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,589 baixo
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 120 003,791 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 6 164,79
Outras informações
Padroeiro(a) Santo Antônio
Website http://www.neopolis.se.gov.br/ (Prefeitura)

Neópolis é um município brasileiro do leste do estado de Sergipe, banhado pelas águas do Rio São Francisco é conhecido popularmente como a Capital Sergipana do Frevo pelo tradicional carnaval de rua que preserva. Uma aldeia surgida no século XVII e elevada a categoria de cidade no século XX.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Neópolis é uma palavra formada pela junção de dois termos originários do grego néos (νέα) = novo e pólis (πόλις) = cidade que em tradução livre para a língua portuguesa significa Nova Cidade.


História[editar | editar código-fonte]

Localizada a margem direita do Rio Opará, o rio-mar dos nativos, foi habitada predominantemente por Tupinambás antes da chegada das expedições europeias. O território foi invadido por exploradores holandeses disfarçados de religiosos catequizadores a mando do governador da Nova Holanda príncipe João Maurício de Nassau no século XVII, travando conflitos com o povo tupinambá e iniciando o que anos mais tarde resultaria na escravização e consequentemente na dizimação desses nativos. A invasão holandesa na região do Rio São Francisco gerou históricos conflitos com a coroa portuguesa, o domínio do território onde hoje é Neópolis objetivava alicerçar a tomada da Vila do Penedo do São Francisco, localizada à outra margem do Rio e importante estrategicamente para a ampliação de poder do Brasil Holandês sobre os portugueses. Por volta de 1637 os holandeses invadem a Vila do Penedo onde instauram o Forte Maurício do Penedo, sendo expulsos os holandeses e o forte sendo destruído pelo exército português 8 anos depois. Ainda no século XVII após uma série de batalhas e com pleno poder sobre a extensão da margem do Rio São Francisco os portugueses estabelecem até 1678 a aldeia de Santo Antônio de Villa-Nova do Rio São Francisco em uma colina da margem direita do Rio São Francisco, a 8 léguas do mar e defronte a Vila do Penedo.

Em 18 de outubro de 1679 com a fundação da paróquia de Santo Antônio deu notoriedade a aldeia que foi elevada oficialmente a categoria de freguesia na mesma data por decreto imperial, esta elevação a freguesia que é a menor divisão administrativa de Portugal se transforma em um marco de fundação como um território oficial pertencente a Província, este foi o primeiro passo para o desenvolvimento rumo a obtenção da categoria de cidade, nessa época seu território média 50 léguas de extensão, contadas da barra do Rio São Francisco à margem do Rio do Sal. Foi a única vila sergipana pertencente a donatário, no caso a Antônio de Brito Castro que recebeu a doação das terras pelo Rei Dom João IV sob o compromisso de construir casa de câmara, cadeia, pelourinho, e trinta casas para moradores com os quais formaria a freguesia povoada e estruturada, ficando esclarecido a Brito Castro sob a cláusula de devolução das terras a coroa portuguesa se não houvesse o cumprimento das obras em um prazo de 6 anos. Com o falecimento em 1683 de Antônio Brito Castro, seu filho Sebastião Brito Castro requereu sua nomeação e a posse das terras, em 1689 Sebastião informou haver satisfeito todas as exigências contratuais da coroa portuguesa, adiantando que a vila se encontrava com 200 moradores. Então foi feita vistoria pela ouvidoria de Sergipe que constatou que o donatário não cumpriu exatamente as disposições exigidas nas cláusulas de doação, vez que os prédios eram frágeis e cobertos de palha, não eram de alvenaria ou madeira e não resistiriam a ação do tempo. Tendo em vista a informação do ouvidor, o território da freguesia voltou ao patrimônio da coroa com a denominação de Vila Real do São Francisco.

Em 1733 o termo de Villa Nova foi desmembrado do Santo Amaro das Brotas e elevado oficialmente a categoria de Vila e com a nova denominação Vila Nova D`el Rei. Em meados de 1817 perde quatro quintos do seu território para a criação da freguesia de Santo Antônio do Urubu de Baixo (atualmente a cidade de Propriá) ficando seu termo com dez léguas de norte a sul. Em 6 de março de 1835, graças a Lei provincial recebe a categoria de comarca com o nome de Vila Nova do São Francisco, compreendendo o seu termo ao de Propriá e de Porto da Folha.

Aos 23 de novembro de 1910 a Lei estadual n° 583 elevou a Vila a categoria de cidade com a denominação de Villa Nova sendo seu primeiro prefeito Antônio Ataíde, esta data do 23 de novembro marca o reconhecimento do território como cidade e um certo empoderamento político, entretanto a emancipação política já havia ocorrido no século XIX. Somente em 30 de abril de 1940 com o decreto de Lei 272 da Interventoria Federal no Estado de Sergipe, é que a cidade recebe a designação atual, Neópolis, palavra que batiza por definitivo a cidade.

No dia 18 de outubro de 1979 Neópolis comemorou trezentos anos da Paróquia Santo Antônio e consequentemente do título de freguesia,tendo em vista a igualdade da data religiosa com a de formação da autonomia administrativa que séculos mais tarde resultou na cidade, as autoridades municipais decidiram por decreto de lei que a partir daquele ano a celebração do aniversário da cidade seria em um feriado municipal na data 18 de outubro. O feriado se tornou tradicional para os neopolitanos que se habituaram a celebrar o aniversário de Neópolis com festas que vão de cavalgada, quermesse e serestas a programações religiosas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 10º19'12" sul e a uma longitude 36º34'46" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. Sua população estimada em 2004 era de 20 141 habitantes. A densidade demográfica é de 75,5 hab/km²

Possui uma área de 249,9 km².

O tipo de vegetação do município é o cerrado, porém a degradação ambiental é muito grande na região, pois atualmente, as manchas de cerrado estão sendo substituídas por plantações de cana-de-açúcar e pastagem.

No período de 1991 a 2000 o Índice de Desenvolvimento Urbano de Neópolis cresceu e passou de 0,547 em 1991 para 0,621 em 2000. A dimensão que mais contribuiu foi a educação com 45,1%. Em relação aos outros municípios do estado, Neópolis se encontra numa posição intermediária com a 35ª colocação, sendo que, 34 municípios estão em situação melhor e 40 município sergipanos estão em situação igual ou pior.


Povoados[editar | editar código-fonte]

Nas tabelas a seguir estão os nomes das localidades que compõem ou compuzeram a zona rural do município de Neópolis. São denominações de origem popular.

Povoados na atualidade
Água Vermelha
Alto da Roinha
Alto de Santo Antônio
Betume
Brasília
Cacimbas
Espiga da Gata
Fazendinha
Flor do Brejo
Mata das Varas
Mundé da Onça
Mussuípe
Novo Horizonte
Passagem
Pelicão
Pindoba
Porteiras
Sítio São José
Sordeiro
Tapera
Tenórios
Tiririca


Povoados desmembrados Ano do desmembramento Observações
Santo Antônio do Urubu de Baixo 1817 Atual município de Propriá
Carrapixo ou Carrapicho 1993 Atual município de Santana do São Francisco
Saúde 1993 Atual povoado de Santana do São Francisco


Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

ARTISTAS E INTELECTUAIS[editar | editar código-fonte]

Deolando Vieira da Silva,

É um autodidata, pintor e escultor, nasceu no dia 24 de setembro de 1957, em Neópolis. Se descobriu artista, quando aos doze anos, margeando o rio São Francisco, pegou um pouco de barro de toar (usado para cerâmica) e ao chegar à casa de seus pais moldou um busto. A partir dos treze anos, começou a moldar em barro alguns bustos e algumas esculturas, como Floriano Peixoto, Tiradentes e Marechal Deodoro da Fonseca, este moldado e esculpido em cimento.

Iniciou os estudos do ensino fundamental em Neópolis, em 1974, mudou-se para a cidade de Duque de Caxias/RJ, onde fez o curso técnico de enfermagem e a faculdade de ciências contábeis e quando realizou os seus primeiros trabalhos como pintor. Em 1985, retornou a Sergipe, onde começou a desenvolver a sua arte, fazendo esculturas que retratavam personagens históricos. Em 1988, realizou a sua primeira exposição, na Galeria Portinari, em Aracaju/SE.

Em suas escultura há predominância de formas humanas apresentadas de forma estilizada; na pintura, os motivos são variados, mas temas como palhaços e músicos são os mais contemplados. Pesquisador de técnicas para desenvolver a sua arte, utiliza a espátula para executar quase a totalidade de suas pinturas. Comumente usa tinta a óleo e prepara as telas com gesso, cola branca, verniz acrílico e um pouco de areia fina bem peneirada.

As obras Suas esculturas, em grandes tamanhos, estão em vários Estados brasileiros. Constam, ainda, em anuários e em vários catálogos de arte. Entre as esculturas, merece destacar o conjunto composto por sete esculturas, representando cinco Cangaceiros, o Padre Cícero e Luiz Gonzaga, feitas para o Xingó Parque Hotel, em Canindé de São Francisco/SE; a imponente imagem de Nossa Senhora da Conceição, para o Seminário Maior, em Aracaju/SE; as esculturas, em tamanho natural, de Zé Peixe, Rosa Faria, Sargento Zé Bezerra e Lampião, realizadas para o Memorial de Sergipe, em Aracaju/SE; o obelisco “Chapéu de Couro”, para o Platô de Neópolis/ SE; os monumentos “Tributo ao Conhecimento I” e “Tributo ao Conhecimento II”, feitos, respectivamente, para o Campus da Universidade Tiradentes em Aracaju/SE e para a FITS, em Maceió/AL; o Mural em alto relevo (2,00 x 6,00) para a cidade de Maceió/AL e o Painel “A Invasão Holandesa” (2,00 x 6,00) para a cidade de Penedo/AL.


Murillo Melins

Nasceu em Vila Nova, atual Neópolis, em 22 de outubro de 1928, é memorialista, escritor, auditor municipal aposentado e trabalhou nos Correios. Radicou-se em Aracaju, onde seguiu sua carreira profissional de servidor público. O memorialista é autor de obras como “Aracaju Romântica que vi e vivi” e ‘’Aracaju Pitoresco e Lendário’’. É Imortal da Academia Sergipana de Letras – ASL onde ocupa a cadeira de nº 27 na instituição, cujo patrono é Manoel Luiz Azevedo D` Araujo. Se descreve como um “verdadeiro contador de histórias” e descreve com maestria a capital sergipana das décadas de 1940 e 1950.


Maestro Manoel Domingos Alves

Foi músico, professor e maestro. Seu nome é símbolo do pioneirismo na atividade do ensino musical em Neópolis. Este “Baluarte Musical Neopolitano”, esteve durante muitos anos à frente da “Escola e Filarmônica Santo Antônio de Neópolis” que funcionava na antiga Rua do Curral, hoje Rua Dr. Eronides de Carvalho. Seu trabalho incansável não foi em vão, Seu ideal permanece vivo e é exemplo para a nova geração de compositores, músicos e cantores de Neópolis.


Anna Maria Agostinho

É artista Plástica e professora aposentada, nascida em Neópolis, fez parte do corpo docente das escolas: Colégio (ex-Cenecista) Estadual Caldas Junior e também no Estadual Marechal Pereira Lobo e na Escola de 1º Grau do Povoado Betume. Lecionou a Disciplina Geografia por várias décadas. Se dedicou com mais força ao universo das artes plásticas após a sua aposentadoria, sendo reconhecida e valorizada desde 2011, o que lhe fez retornar à sua atividade profissional de ensino agora como Professora de Artes na instituição particular Colégio Espírito Santo. É imortal da Academia Neopolitana de Letras e Artes, fundadora e ocupante da cadeira n. XV que tem como patronesse a também artista plástica e professora Anita Malfatti.


POLÍTICOS[editar | editar código-fonte]

Gen. Oliveira Valadão

Manuel Prisciliano de Oliveira Valadão, nasceu em Vila Nova, atual cidade de Neópolis, em 4 de janeiro de 1849. Foi militar alistado no exército voluntariamente aos 15 anos de idade, participou da Guerra do Paraguai desde início em dezembro de 1864 ao final em março 1870, nas forças armadas chegou a patente de General, foi também político de ideal liberal republicano e se posicionava contra a monarquia e contra a escravidão. Exerceu os cargos de governador de Sergipe em duas ocasiões de 1894 a 1896 e segunda vez de 1914 a 1918, Senador da República de 1907 a 1914 e de 1919 a 1921. Faleceu aos 72 anos em 10 de novembro 1921. Em sua homenagem a antiga Praça da Alfandega no centro de Aracaju recebe seu nome na década de 20, inclusive tendo um busto de bronze com sua personificação fixado no centro da praça. Em Neópolis a praça da Matriz possuiu seu nome até o ano 2000 quando foi decidido em votação na câmara de vereadores nomeá-la com o nome do Monsenhor José Moreno.


Barão de Cotinguiba

Bento de Melo Pereira, nasceu no ano de 1780 em Vila Nova, atual município de Neópolis, filho de Rosa Maria do Espírito Santo e Felipe de Melo Pereira. Foi militar com patente de Coronel do exército e político exercendo os cargos de Presidente da província de Sergipe, nomeado por carta imperial em 27 de agosto de 1835, empossado de 9 de março a 12 de junho de 1836, reassumindo o cargo de 8 de setembro de 1836 a 19 de janeiro de 1837. Também foi vice-presidente da província de Sergipe, nos anos de 1834, 1837, 1839 e 1842. Ocupou ainda os cargos de capitão-mor de Vila Nova (atual Neópolis); comandante das armas do Sergipe de 1827 a 1829 e comandante superior da Guarda Nacional da Comarca de Vila Nova, até 1843. Combateu movimentos de apoio à Revolução Pernambucana de 1817 nas cidades sergipanas à margem do rio São Francisco. Concorreu na lista tríplice à vaga de Senador do Império em 1838 (4ª Legislatura) e em 1858 (10ª Legislatura), não tendo sido nomeado em nenhuma das ocasiões. Dentre seus Títulos nobiliárquicos foi comendador da Imperial Ordem de Cristo, oficial da Imperial Ordem da Rosa, Barão de Cotinguiba em decreto de 25 de Março de 1849. Faleceu aos 86 anos em 23 de setembro de 1866 na Província do Ceará.


Dep. Hildebrando Torres de Souza

Foi um servidor público, fiscal de alfandega e político. Exercendo o cargo de prefeito de Neópolis de 1951 a 1955 e o de Deputado estadual de Sergipe. É pai do ex-prefeito de Neópolis Carlos Torres de Souza e avó do também ex-prefeito de Neópolis Carlos Roberto Guedes de Souza. Em sua homenagem uma Rua do centro da cidade e a Praça de Eventos do município levam o seu nome.


Hebe Carvalho Vasconcelos

Cidadã neopolitana e filha de Heliogabalo de Carvalho, foi servidora pública da área de administração e finanças da Prefeitura Municipal de Neópolis nos anos 1940 e 1950. Com o afastamento do prefeito José da Silva Pequeno e vacância do cargo, foi indicada e nomeada interinamente para o cargo em 1947, sendo assim a primeira mulher na história a ocupar o posto de Prefeita de Neópolis.


RELIGIOSOS[editar | editar código-fonte]

Monsenhor José Moreno de Sant'Ana

o "Peregrino da Fé" nasceu no povoado ‘’Porteiras’’ zona rural de Neópolis no leste sergipano em 6 de outubro de 1909, filho de Antônio Florêncio Gomes e Maria Mercês de Sant’Ana. Foi operário, sapateiro, música, escritor e compositor, mas a maior notoriedade está no fato de ter sido Sacerdote católico exercendo o papel de líder espiritual com intenso trabalho social em Neópolis (SE), Penedo (AL) e por lugares da região do baixo são Francisco, era conhecido pelo seu povo como "Peregrino da Fé". Faleceu em 31 de dezembro de 1990. Em sua homenagem a praça principal da cidade leva o seu nome.


Bispo Antônio Furtado Leite

Escultor e Restaurador. Contabilista formado pela Escola Técnica de Comércio de Sergipe. Bacharel em SERVIÇO SOCIAL pela UFS e em DIREITO pela UNIT em Aracaju – Sergipe.

Conferencista a serviço do Instituto Brasileiro de Museus-IBRAM, vem proferindo Palestras nas Capitais dos Estados do Nordeste, do Centro Oeste, Sudeste e do Sul do Brasil, falando sobre variados temas, tais como Legislação Municipal e Leis Orçamentárias e de Responsabilidade Fiscal. Bispo Católico sagrado pela Igreja Católica Apostólica Brasileira – ICAB, exercendo atualmente a função de Bispo Diocesano de Aracaju, com jurisdição eclesiástica em todo o Território do Estado de Sergipe.

Desempenha a atividade artística de Escultor e Restaurador de Imagens Sacras. Esse trabalho consiste na fabricação e restauração de imagens de escultura notadamente na restauração de imagens antigas na forma do barroco bordadas a ouro brunido, cuja técnica hoje é conhecida por poucos.

ATLETAS[editar | editar código-fonte]

Jogador Dinho

Edi Wilson José dos Santos, mais conhecido como Dinho nasceu em Neópolis no dia 15 de outubro de 1966, é um treinador e ex-futebolista e atualmente político brasileiro. O volante passou pelos clubes de futebol Associação Desportiva Confiança, Sport Club do Recife, São Paulo Futebol Clube, Santos Futebol Clube, Grêmio e uma breve atuação no clube Espanhol La Coruña , foi convocado a seleção brasileira de futebol em 1993. Atualmente reside na zona norte de Porto Alegre, onde em 2008 assumiu o comando das categorias de base do Grêmio e nos anos de 2012 e 2016 disputou pleitos eleitorais para o cargo de vereador em Porto Alegre pelo DEM, mas sem sucesso.

Títulos como jogador: Confiança Campeonato Sergipano:1986; Sport Recife Campeonato Brasileiro:1987, Campeonato Pernambucano:1988 e 1990; São Paulo Campeonato Paulista:1992, Taça Libertadores da América:1992 e 1993, Copa Intercontinental:1992 e 1993, Recopa Sul-Americana:1993, Supercopa Libertadores:1993; Grêmio Copa do Brasil:1994 e 1997, Campeonato Gaúcho:1995 e 1996, Taça Libertadores da América:1995, Copa Sanwa Bank: 1995, Recopa Sul-Americana:1996, Campeonato Brasileiro:1996.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Carnaval de rua[editar | editar código-fonte]

Neópolis possui um dos mais tradicionais carnavais do Estado e do Nordeste. Considerado o 2º. melhor carnaval de rua com o ritmo frevo do mundo, ficando atrás somente do carnaval de Olinda em Pernambuco. É conhecida como a capital sergipana do frevo ou Terra do frevo pela influência da festa popular.

A festa começou pequena quando operários saiam das fabricas e iniciavam os festejos vestindo roupas velhas ou fantasias improvisadas e na brincadeira do mela-mela, onde se banhavam de talco perfumado ou alfazema, dançavam embalados por marchinhas de carnaval e a orquestra de frevo, o bloco chamado de "Zé Pereira" percorria as ruas e ladeiras da cidade e sempre acabava com um banho nas águas do "Velho Chico".

A comemoração foi crescendo entre os habitantes do próprio município e regiões vizinhas, como a cidade alagoana de Penedo e na atualidade a festa ganhou proporções bem maiores e agrega gente de vários Estados brasileiros, em sua maioria turistas de Alagoas e Bahia.

Alguns costumes mudaram, na brincadeira do mela-mela o talco perfumado deu lugar a farinha de trigo, suco em pó diluído e tinta preta com melaço de cana-de-açucar, as orquestras de frevo também tocam músicas do Olodum, mas a diversão continua a mesma e os foliões e as folionas aproveitam os cinco dias de carnaval no famoso bloco "Zé Pereira" com banho em carros-pipa que ficam posicionados durante o percurso do bloco.

A noite a festa continua na Praça de eventos Hildebrando Torres de Souza onde diversas atrações de variados ritmos musicais ocupam o palco para animar o público. Já passaram pela festa noturna do carnaval de Neópolis músicos de ritmos variados e renome nacional como Alceu Valença, Moraes Moreira, Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Edson Gomes, Ninha e Edcity.

Povoado Passagem[editar | editar código-fonte]

A Vila Operária da Passagem fica situada próxima a sede do município, a poucos 119km da capital Aracaju, às margens do rio São Francisco. Trata-se de um complexo residencial para os operários da fábrica de tecidos Peixoto Gonçalves & CIA LTDA, fundada em 1907, e que até hoje mantém tradições e regras próprias. Vale a pena fazer uma visita em busca dessas tradições, conversar com seus moradores e fotografar as casas pintadas tradicionalmente em branco e azul.

O povoado possui cinema, igreja, salão social, clube de festas, campo de futebol, creche, posto de saúde e outros serviços todos ofertados em prédios centenários que foram pensados para ser ali um povoamento com serviços próprios e independente, tudo fruto do empreendedorismo e visão de futuro dos empresários da família Peixoto.

Seus mais de 900 moradores residentes em casinhas enfileiras pitadas de branco e com detalhares em azul, que remontam às cores da fábrica, são funcionários, filhos, netos ou pais de operários da fábrica de tecidos Peixoto Gonçalves & CIA. Desde sua fundação em 1907 a fábrica está em funcionamento e até hoje a vila preserva as características originais e centenárias. A localidade não tem tradição nem infraestrutura a contento, turisticamente falando, mas as histórias e a arquitetura urbanística fazem com que a Vila Operária seja um forte apelo para visitá-la.


Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Consulte Lista de Prefeitos de Neópolis


Prefeito Imagem Início do mandato Fim do mandato Observações
Antônio Ataíde 1910 1911 1º Interventor da Cidade
Antônio Vieira Bastos 1911 1912
João Tojal 1912 1913
Leôncio Guedes Barreto 1913 -
João Ferreira Cruz 1916 1919
Agesislau Baptista Martins Soares 1919 1922
Pe.Arthur Alfredo Passos 1922 1925
Miguel Monteiro Barbosa 1925 1928
Manoel Leite Serra 1928 1930
Manoel Eleutério de Santana 1930 1935
Mario Melins 1935 1938
Cleóbulo Calumby Barreto 1938 1940
Pe. Arthur Alfredo Passos 1940 1941
José Sales de Campos 1941 1942
Dr.Mário Gonçalves 1942 1945
Braulio de Aguiar Cardoso 1945 -
João da Silva Pequeno 1945 1947
Hebe Carvalho de Vasconcelos 1947 - Primeira e até o momento a única mulher a assumir o cargo de prefeita no município
Carity Feitosa 1947 1951 Nomeado
Hildebrando Torres de Souza 1951 1955 Eleito
José Machado Barreto 1955 1959 Eleito
José Barbosa de Lemos 1959 1963 Eleito
Carlos Torres de Souza 1963 1966 Eleito
Amintas Diniz de Aguiar Dantas 1966 1966 Mandato interino
Sebastião Campos de Jesus Lima 1967 1971 Eleito
Amintas Diniz Tojal Dantas 1971 1973 Nomeado
José Barbosa de Lemos 1973 1976 Eleito
Carlos Torres de Souza 1976 1982 Eleito
Sebastião Campos de Jesus Lima 1983 1986 Eleito
Eronildes do Sacramento 1986 1989
José Teixeira Alves Filho 1º de Janeiro de 1989 1º de Janeiro de 1993 Eleito em sufrágio universal.
Luiz Melo de França 1º de Janeiro de 1993 1º de Janeiro de 1997 Eleito em sufrágio universal.
Amintas Diniz Tojal Dantas 1º de Janeiro de 1997 1º de Janeiro de 2001 Eleito em sufrágio universal.
Amintas Diniz Tojal Dantas 1º de Janeiro de 2001 1º de Janeiro de 2005 Reeleito em sufrágio universal.
José Teixeira Alves Filho 1º de Janeiro de 2005 2008 Eleito em sufrágio universal, renunciou ao cargo.
Carlos Roberto Guedes de Souza 2008 1º de Janeiro de 2009 Vice-prefeito eleito, assumiu o cargo de prefeito após renúncia do titular.
Carlos Roberto Guedes de Souza 1º de Janeiro de 2009 20 de maio de 2009 Reeleito em sufrágio universal. Mandato cassado pelo TRE-SE.
Felipe Feitosa Barreto (Interino) 20 de maio de 2009 9 de novembro de 2009 Presidente da câmara de vereadores no cargo de prefeito após afastamento do titular.
Marcelo Guedes Souza 9 de novembro de 2009 1º de Janeiro de 2013 Eleito em sufrágio universal. Eleições suplementares.
Amintas Diniz Tojal Dantas 1º de Janeiro de 2013 1º de Janeiro de 2017 Eleito em sufrágio universal.
Luiz Melo de França 1º de Janeiro de 2017 5 de setembro de 2018 Eleito em sufrágio universal. Mandato cassado pelo TRE-SE.
Célio Lemos Bezerra 5 de setembro de 2018 atualidade Presidente da câmara de vereadores no cargo de prefeito após afastamento do titular.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2013». Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2013. Consultado em 11 de dezembro de 2013 [ligação inativa]
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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