Biolinguística

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A Biolinguística é um ramo inter e multidisciplinar, envolvendo Linguística, Biologia, Neurociência, Ciências Cognitivas e Psicologia. Algumas questões-chave da Biolinguística são o surgimento da linguagem, sua evolução, a sua aquisição, o seu desenvolvimento, bem como a procura de propriedades e componentes básicos da linguagem em outras espécies. Ao abordar a linguagem, objeto de estudo da Linguística, numa perspectiva biológica, a relação entre língua e cognição/ mente ganha relevo, possibilitando a inserção de novos postulados teóricos, como a existência de uma faculdade da linguagem [1] e do inatismo linguístico [2], no campo das investigações linguísticas.

Um dos trabalhos essenciais do início da Biolinguística é Biological Foundations of Language[3], publicado, em 1967, por Eric Lenneberg, que a par da publicação de Syntactic Structures[4], de Noam Chomsky, em 1957, forma a base de orientação biológica para o estudo da capacidade humana de linguagem.

Em Biological Foundations of Language, Lenneberg (1967)[3] especula a possibilidade de componente genético para a linguagem e defende-se uma relação entre a linguagem e o cérebro, o que foi corroborado nas décadas seguintes, depois dos inúmeros avanços tecnológicos na área de genética e, especialmente, nos estudos do cérebro, que permitiram trabalhos com exames de neuroimagem e com mapeamento de atividades cerebrais, capazes de revelar a resposta do cérebro humano a estímulos linguísticos. Uma década antes, em Syntactic Structures, Chomsky (1957)[4] já tinha apontado para a existência de uma relação entre linguagem e cérebro, ao descrever a linguagem como um sistema ideal, em que a estrutura da língua (as frases) era gerada a partir de símbolos e regras de transformação, representados mentalmente. Surge, então, a Gramática Gerativa Transformacional. Uma teoria formal de língua centrada na sintaxe, preocupada com o lugar da linguagem na mente humana e com o desenvolvimento do conhecimento linguístico.

Referências

  1. CHOMSKY, Noam (1981). Lectures on Government an Binding. Berlin: Mouton. 384 páginas 
  2. CHOMSKY, Noam (2002). Cartesian Linguistics: a chapter in the history of rationalist thought. New Zealand: Cybereditions. 158 páginas 
  3. a b LENNEBERG, Eric (1967). Biological Foundations of Language. New York: John Wiley and Sons. 489 páginas 
  4. a b CHOMSKY, Noam (1957). Syntactic Structures. Berlin: Mouton. 117 páginas 



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