Blücher (cruzador)

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Blücher
Bundesarchiv DVM 10 Bild-23-63-09, Kreuzer "Blücher".jpg
Carreira  Alemanha
Operador Kriegsmarine
Fabricante Deutsche Werke, Kiel
Homônimo Gebhard Leberecht von Blücher
Batimento de quilha 15 de agosto de 1936
Lançamento 8 de junho de 1937
Batismo 8 de junho de 1937
Comissionamento 20 de setembro de 1939
Fatalidade Afundado no Fiorde de Oslo no
dia 9 de abril de 1940
Estado Naufragado
Características gerais
Tipo de navio Cruzador pesado
Classe Admiral Hipper
Deslocamento 18 500 t
Maquinário 3 turbinas a vapor
Comprimento 203,2 m
Boca 21,3 m
Calado 7,74 m
Propulsão 3 hélices triplas
- 132 000 hp (98 400 kW)
Velocidade 32 nós (59 km/h)
Blindagem Cinturão: 70 a 80 mm
Convés: 20 a 50 mm
Torres de artilharia: 105 mm
Armamento 8 canhões de 203 mm
12 canhões antiaéreos de 105 mm
12 canhões antiaéreos de 37 mm
8 canhões antiaéreos de 20 mm
6 tubos de torpedos de 533 mm
Aeronaves 3 hidroaviões
Tripulação 1380

O Blücher foi um navio cruzador pesado operado pela Kriegsmarine na Segunda Guerra Mundial e construído pela Deutsche Werke em Kiel. Foi a segunda embarcação da Classe Admiral Hipper depois do Admiral Hipper e seguido pelo Prinz Eugen, Seydlitz e Lützow. Nomeado em homenagem ao marechal prussiano Gebhard Leberecht von Blücher, sua construção começou em agosto de 1936 e foi lançado ao mar em junho do ano seguinte. Ele foi finalizado em setembro de 1939, pouco após o começo da guerra. O cruzador depois disso completou seus testes marítimos e exercícios de treinamento, sendo considerado pronto para o serviço ativo em 5 de abril de 1940. Era armado com uma bateria principal formada por oito canhões de 203 milímetros montados em quatro torres de artilharia duplas.

O Blücher foi imediatamente designado para apoiar a invasão da Noruega, servindo como a capitânia do contra-almirante Oskar Kummetz, o comandante do Grupo 5. O navio liderou uma flotilha que entrou no Fiorde de Oslo na noite de 8 de abril de 1940 com o objetivo de tomar Oslo. A embarcação enfrentou resistência de canhões costeiros da Fortaleza de Oscarsborg, que o acertaram duas vezes a curta distância, assim como outras armas menores em outras baterias. O Blücher em seguida foi acertado por dois torpedos que infligiram danos sérios. Um incêndio começou e não pode ser controlado. O fogo espalhou-se para um dos depósitos de munição, causando uma grande explosão que fez o Blücher emborcar. Os destroços permanecem no fiorde até hoje e são considerados um memorial aos mortos.

Características[editar | editar código-fonte]

Desenho de reconhecimento dos cruzadores da Classe Admiral Hipper.

A Classe Admiral Hipper de cruzadores pesados foi encomendada no contexto do rearmamento naval da Alemanha após a ascensão em 1933 do Partido Nazista, que repudiou as cláusulas de desarmamento impostas pelo Tratado de Versalhes em 1919 após a Primeira Guerra Mundial. A Alemanha assinou em 1935 o Acordo Naval Anglo-Germânico com o Reino Unido, que proporcionou as bases legais para o rearmamento alemão; o tratado especificou que a Alemanha poderia construir cruzadores de dez mil toneladas.[1] A Classe Admiral Hipper estava nominalmente dentro desse limite, porém os navios excederam esse valor.[2]

O Blücher tinha um comprimento de 202,2 metros, boca de 21,3 metros e calado máximo de 7,74 metros.[3] Seu deslocamento projetado era de 16 170 toneladas, porém totalmente carregado com suprimentos de guerra esse valor chegava em 18 500 toneladas. O cruzador era impulsionado por três conjuntos de turbinas a vapor Blohm & Voss que giravam três hélices triplas. As turbinas eram alimentadas pelo vapor de doze caldeiras a óleo de pressão ultra alta. Sua velocidade máxima era de 32 nós (59 quilômetros por hora) e uma potência de 132 mil cavalos-vapor (98 400 quilowatts).[4] Sua tripulação padrão era composta por 42 oficiais e 1 340 marinheiros.[5]

A bateria principal do Blücher consistia em oito canhões SK L/60 de 203 milímetros montados em quatro torres de artilharia duplas: duas instaladas na proa e as outras duas na popa, em ambos os casos com uma torre posicionada em cima da outra. Sua bateria antiaérea era formada por doze canhões SK C/33 de 105 milímetros, doze canhões SK C/30 de 37 milímetros e oito canhões de vinte milímetros. Também possuía seis tubos de torpedo de 533 milímetros, todos no convés principal próximos dos telêmetros para as armas antiaéreas.[6][7] Seu cinturão de blindagem ficava entre sessenta e oitenta milímetros de espessura, o convés superior era protegido por doze a trinta milímetros de blindagem, enquanto o convés principal tinha de vinte a cinquenta milímetros de espessura. As torres da bateria principal tinham um teto de 150 milímetros e laterais de sessenta milímetros.[4] A embarcação também podia ser equipada com três hidroaviões Arado Ar 196 e uma catapulta.[5] O Blücher mesmo assim nunca carregou mais de dois hidroaviões, com um deles precisando ficar na catapulta no caminho de Oslo porque o hangar foi usado para guardar bombas e torpedos.[8]

História[editar | editar código-fonte]

O lançamento do Blücher.

O Blücher foi encomendado pela Kriegsmarine para o estaleiro Deutsche Werke em Kiel.[4] O batimento de quilha ocorreu em 15 de agosto de 1936,[9] sob o número de construção 246.[4] O navio foi lançado em 8 de junho de 1937,[10] com o almirante Conrad Albrecht, o comandante da Estação Naval do Báltico, discursando durante a cerimônia. O cruzador foi batizado pela Sra. Erdmann, viúva do capitão de fragata Alexander Erdmann, o ex-comandante do SMS Blücher que morreu em seu naufrágio na Primeira Guerra Mundial.[11] O Blücher foi completado pouco mais de dois anos depois em 20 de setembro de 1939, quando foi comissionado na frota alemã.[10] A embarcação originalmente foi construída com uma proa reta, porém após seu lançamento ela foi substituída por uma proa clipper que aumentou levemente seu comprimento.[3] A chaminé também passou por algumas modificações.[12]

O cruzador passou a maior parte de novembro de 1939 em equipagem e melhoramentos adicionais. O navio ficou pronto para seus testes marítimos no final do mês; ele foi para Gotenhafen no Mar Báltico.[13] Os testes duraram até dezembro, retornando para Kiel para modificações finais. O Blücher retornou para exercícios no Báltico em janeiro, porém gelo forçou a embarcação a ficar no porto no meio do mês. Ele foi considerado pronto em 5 de abril e designado para as forças que participariam da invasão da Noruega.[14]

Invasão da Noruega[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Weserübung
O Blücher, visto do Emden, seguindo para a Noruega em 8 de abril de 1940.

O contra-almirante Oskar Kummetz foi a bordo do navio em Swinemünde no dia 5 de abril de 1940. Um destacamento de oitocentos soldados da 163º Divisão de Infantaria também embarcou. O Blücher deixou o porto em 8 de abril em direção da Noruega; ele foi a capitânia da força que deveria tomar Oslo, a capital norueguesa, o Grupo 5.[15] Foi acompanhado pelo cruzador pesado Lützow, o cruzador rápido Emden e várias escoltas menores. O submarino britânico HMS Triton avistou a frota atravessando os estreitos de Kattegat e Skagerrak e disparou torpedos, porém os alemães conseguiram desviar e prosseguir com a missão.[14]

A noite chegou no momento em que a flotilha se aproximou do Fiorde de Oslo. O barco de patrulha norueguês HNoMS Pol III avistou os navios pouco depois das 23h. O barco torpedeiro alemão Albatros atacou o Pol III e o incendiou, mas não antes dos noruegueses soarem o alarme ao relatarem um ataque por rádio.[16] Uma bateria em terra em Rauøy avistou a flotilha com um holofote às 23h30min e disparou dois tiros de aviso. Os canhões da bateria de Rauøy dispararam cinco minutos depois contra os alemães quatro vezes, porém a visibilidade era ruim e todos os projéteis erraram.[17] As armas em Bolærne dispararam tiros de aviso às 23h32min. O Blücher conseguiu sair do setor de tiro dessas armas antes que pudesse ser atingido e desapareceu depois das 23h35min.[18]

A flotilha alemã navegou a uma velocidade de doze nós (22 quilômetros por hora).[19] Uma ordem para que todos os faróis e luzes de navegação fossem apagados foi transmitida pela NRK pouco depois da meia-noite já de 9 de abril.[20] Os navios alemães receberam ordens de atirarem apenas se os noruegueses atirassem primeiro.[14] A flotilha parou entre 00h30min e 2h para que 150 soldados de infantaria da força de desembarque fossem transferidos para as escoltas R17 e R21 (do Emden) e R18 e R19 (do Blücher).[21]

Estreito de Drøbak[editar | editar código-fonte]

Rota de avanço da força alemã pelo Fiorde de Oslo.

Os barcos-R receberam ordens de enfrentar as baterias de Rauøy e Bolærne e o porto naval de Horten.[21] Apesar da perda do fator surpresa, o Blücher prosseguiu adentro do fiorde a fim de continuar o cronograma de alcançar Oslo até o amanhecer. Holofotes noruegueses iluminaram o navio novamente às 4h20min e os canhões de 280 milímetros do Fortaleza de Oscarsborg abriram fogo contra o cruzador um minuto depois, disparando a curta distância, iniciando a Batalha do Estreito de Drøbak com dois acertos no lado bombordo.[14] O primeiro atingiu acima da ponte, acertando a estação de batalha para o comandante das armas antiaéreas. O principal telêmetro no alto do mastro de batalha foi tirado do alinhamento, porém a embarcação ainda tinha outros quatro telêmetros. O segundo disparo acertou perto do hangar dos hidroaviões e iniciou um grande incêndio. Enquanto espalhava-se o fogo detonou os explosivos carregados pela infantaria, prejudicando os esforços dos bombeiros. A explosão incendiou os dois hidroaviões, também provavelmente tendo furado um buraco no convés blindado acima da sala da turbina 1. A turbina 1 e a sala do gerador 3 pararam por falta de vapor e apenas as duas hélices externas continuaram a funcionar.[22]

Os alemães não conseguiram localizar a fonte dos disparos. O Blücher acelerou em uma tentativa de escapar das armas norueguesas.[14] Canhões de 150 milímetros em Drøbak, 370 metros de distância do navio, também começaram a atirar.[23] O Blücher entrou nos estreitos entre Kopås e Hovedbatteriet a uma distância de quinhentos metros. A bateria de Kopås parou de atirar nele e começou a atacar o alvo seguinte, o Lützow, acertando vários tiros.[24] O primeiro engenheiro Karl Thannemann escreveu em seu relatório que os acertos dos canhões de Drøbak, que foram disparados do lado estibordo, foram todos entre as seções IV e X em um comprimento de 75 metros a meia-nau, entre as torres de artilharia B e C. Entretanto, todos os danos foram no lado bombordo.[25] A direção da ponte foi desabilitada após o primeiro salvo das baterias de Drøbak. O Blücher tinha acabado de passar por Drøbakgrunnen e estava virando para bombordo. O comandante conseguiu colocá-lo de volta na rota usando as hélices, porém ele perdeu velocidade.[26] As baterias de torpedo norueguesas em terra conseguiram acertar o cruzador duas vezes às 4h34min.[23]

Segundo o relatório de Kummetz, o primeiro torpedo atingiu a sala de caldeiras 2, bem embaixo da chaminé, enquanto o segundo acertou a sala de turbinas 2/3. A caldeira 1 já tinha sido destruída pelos tiros inimigos. Apenas uma caldeira continuava funcionando, porém os canos que conectavam as caldeiras 1 e 2 com a sala de turbina 2/3 tinham sido danificados e assim a única caldeira funcionando perdeu sua potência.[26] O Blücher estava seriamente danificado, porém tinha conseguido passar das zonas de fogo e a maioria das armas norueguesas não podiam mais acertá-lo. Os canhões de 150 milímetros em Kopås ainda estavam em posições abertas prontas para disparar, também estando dentro do alcance. A equipe das baterias pediu por ordens, porém o coronel Birger Eriksen, o comandante de Oscarsborg, concluiu que "A fortaleza serviu seu propósito".[27]

O Blücher em chamas e emborcando no Estreito de Drøbak, 9 de abril de 1940.

A tripulação, incluindo o pessoal operando as armas, foi encarregada de combater o incêndio. No momento o Blücher já estava adernando em dezoito graus para bombordo, porém isto inicialmente não era algo problemático. O fogo acabou alcançando um dos depósitos de munição do navio entre a sala da turbina 1 e a sala da turbina 2/3, explodindo violentamente. A explosão rompeu várias anteparas nas salas de máquinas e incendiou os tanques de combustível. O cruzador começou a emborcar lentamente e foi dada a ordem para abandonar a embarcação.[28] O Blücher virou e afundou às 7h30min com um grande número de mortes.[29] O historiador naval Erich Gröner afirma que não se sabe o número de mortos,[10] enquanto Henrik Lunde fala em um número entre seiscentos e mil soldados e marinheiros.[19] Jürgen Rohwer enquanto isso afirma que 125 marinheiros e 195 soldados morreram no naufrágio.[30]

A perda do Blücher e o dano infligido ao Lützow fizeram com que as forças alemãs recuassem. Tropas terrestres foram desembarcadas na margem leste do fiorde, prosseguindo por terra até capturarem a Fortaleza de Oscarsborg na manhã já do dia 10 de abril. Eles então seguiram para tomar Oslo. Tropas áreas transportadas pela Luftwaffe tinham capturado o Aeroporto de Fornebu e completaram o cerco a capital, com ela ficando sob controle alemão às 14h de 10 de abril. O atraso causado pela retirada temporária do Grupo 5 permitiu que o gabinete, parlamento e a família real norueguesa fugissem da cidade.[19]

Destroços[editar | editar código-fonte]

O Blücher permanece até hoje no fundo do Estreito de Drøbak a uma profundidade de 64 metros.[31] As hélices foram removidas em 1953 e desde 1963 houve propostas para levantar os destroços do fiorde, porém nenhuma foi levada adiante.[10] O cruzador tinha aproximadamente 2 670 metros cúbicos de óleo a bordo quando deixou a Alemanha. Ele gastou um pouco desse combustível até chegar na Noruega e parte dele foi perdida durante o naufrágio, mas o vazamento nunca parou desde então. O índice de vazamento aumentou para cinquenta litros por dia em 1991, ameaçando o meio ambiente local. O governo norueguês assim decidiu remover a maior quantidade possível de óleo dos destroços. A companhia Rockwater AS, junto com mergulhadores de grande profundidade, perfuraram buracos nos tanques de combustível em outubro de 1994 e removeram mil toneladas de óleo; mesmo assim, alguns tanques não puderam ser alcançados e podem ainda conter combustível. Essa operação de extração também criou a oportunidade para que a fuselagem de um dos hidroaviões Arado Ar 196 fosse recuperada. O avião foi erguido em 9 de novembro e está atualmente em exposição no Museu de Aviação do Aeroporto de Stavanger em Sola.[32] Os destroços do Blücher foram protegidos em 16 de junho de 2016 como um memorial de guerra, também tendo a proteção do Diretório Norueguês para Patrimônios Culturais para aqueles que tiveram seu enterro no navio. A intenção era proteger a embarcação de pilhagem.[33]

Referências

  1. Williamson 2003, pp. 4–5
  2. Koop & Schmolke 1992, p. 9
  3. a b Koop & Schmolke 1992, p. 13
  4. a b c d Gröner 1990, p. 65
  5. a b Gröner 1990, p. 66
  6. Koop & Schmolke 1992, p. 22
  7. Binder & Schlünz 1990, p. 97
  8. Koop & Schmolke 1992, p. 115
  9. Williamson 2003, p. 22
  10. a b c d Gröner 1990, p. 67
  11. Koop & Schmolke 1992, p. 113
  12. Williamson 2003, p. 35
  13. Williamson 2003, pp. 23–24
  14. a b c d e Williamson 2003, p. 24
  15. Rohwer 2005, p. 18
  16. Tamelander & Zetterling 2001, p. 72
  17. Fjeld et. al. 1999, p. 179
  18. Fjeld et. al. 1999, p. 180
  19. a b c Lunde 2010, p. 220
  20. Berg 1997, p. 9
  21. a b Binder & Schlünz 1990, p. 74
  22. Binder & Schlünz 1990, pp. 92–93, 119, 126
  23. a b Williamson 2003, p. 33
  24. Fjeld et al. 1999, p. 189
  25. Binder & Schlünz 1990, p. 83
  26. a b Koop & Schmolke 1992, p. 126
  27. Lislegaard & Børte 1975, p. 42
  28. Williamson 2003, pp. 33–34
  29. Williamson 2003, p. 34
  30. Rohwer 2005, p. 19
  31. Gardiner & Chesneau 1980, p. 229
  32. Binder & Schlünz 1990, p. 180
  33. Nytrøen, Odd; Zakariassen, Gaute (16 de junho de 2016). «Freder «Blücher» for å hindre vrakplyndring». NRK. Consultado em 21 de janeiro de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • Binder, Frank; Schlünz, Hans Hermann (1990). Schwerer Kreuzer Blücher. [S.l.]: Koehlers Verlagsgesellschaft. ISBN 978-3-7822-0487-3 
  • Fjeld, Odd T.; Melien, Tor Jørgen; Fjørtoft, Jan Egil; Monsen, Tor Georg; Godø, Reidar Lauritz; Eichinger, Robert (1999). Klar til Sstrid: Kystartilleriet Gjennom Århundrene. Oslo: Kystartilleriets Offisersforening. ISBN 978-82-995208-0-5 
  • Gardiner, Robert; Chesneau, Roger, eds. (1980). Conway's All the World's Fighting Ships, 1922–1946. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 978-0-87021-913-9 
  • Gröner, Erich (1990). Jung, Dieter; Maass, Martin, ed. German Warships: 1815–1945. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 978-0-87021-790-6 
  • Koop, Gerhard; Schmolke, Klaus-Peter (1992). Die Schweren Kreuzer der Admiral Hipper-Klasse. Bonn: Bernard & Graefe Verlag. ISBN 978-3-7637-5896-8 
  • Lislegaard, Othar; Børte, Torbjørn (1975). Skuddene som Reddet Norge? Senkningen av "Blücher" 9.april 1940. Oslo: Aschehoug. ISBN 8203080537 
  • Lunde, Henrik O. (2010). Hitler's Pre-Emptive War: The Battle for Norway, 1940. Havertown: Casemate Publishers. ISBN 978-1-935149-33-0 
  • Rohwer, Jürgen (2005). Chronology of the War at Sea, 1939–1945: The Naval History of World War Two. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 978-1-59114-119-8 
  • Tamelander, Michael; Zetterling, Niklas (2001). 9. april, Nazitysklands Invasjon av Norge. [S.l.]: Spartacus forlag AS. ISBN 978-82-430-0191-6 
  • Williamson, Gordon (2003). German Heavy Cruisers 1939–1945. Oxford: Osprey Publishing. ISBN 978-1-84176-502-0 
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