Bolsa de Falaise

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Batalha da Bolsa de Falaise
Segunda Guerra Mundial - Operação Overlord
Falaise Pocket map.svg
Situação da batalha entre 8–17 de Agosto de 1944
Data 12–21 de Agosto de 1944
Local Falaise, Normandia, França
Desfecho Vitória decisiva dos Aliados
Beligerantes
 Estados Unidos
 Reino Unido
 Canada
 Polônia
 França Livre
 Alemanha Nazi
Comandantes
Reino Unido Bernard Montgomery
Estados Unidos Omar Bradley
Canadá Harry Crerar
Reino Unido Miles Dempsey
Estados Unidos Courtney Hodges
Estados Unidos George Patton
Alemanha Nazi Günther von Kluge 
Alemanha Nazi Walter Model
Alemanha Nazi Paul Hausser
Alemanha Nazi Heinrich Eberbach
Forças
17 Divisões 14–15 Divisões
Baixas
Estados Unidos:
Desconhecido
Reino Unido:
Desconhecido
França Livre:
Desconhecido
Canadá:
5679 baixas[nota 1]
Polónia:
c. 5150 baixas[1]
dos quais 2300 da 1ª Divisão Blindada.[2]
c. 60 000:
  • c. 10 000 mortos
  • c. 50 000 capturados
500 tanques/armas de assalto

A Bolsa de Falaise ou Batalha da Bolsa de Falaise (12–21 de Agosto de 1944) foi o confronto decisivo da mais abrangente Batalha da Normandia durante a Segunda Guerra Mundial. As forças alemãs do Grupo de Exércitos B, 7.º Exército e 5.º Exército Panzer (anterior Panzergruppe West), posicionaram-se em redor de Falaise, e foram cercadas pelas tropas aliadas. A batalha também é referida como Batalha da Abertura de Falaise, devido ao corredor que os alemães procuraram manter para permitir a sua fuga, e algumas vezes referida como a Bolas de Chambois, Bolsa de Falaise-Chambois Pocket, Bolsa de Argentan–Falaise ou Abertura de Trun–Chambois. A batalha acabou com a destruição da maior parte do Grupo de Exércitos B a oeste do rio Sena, que abriu o caminho em direcção a Paris e à fronteira alemã às forças aliadas.

No seguimento da Operação Cobra, a transposição das defesas alemãs nas praias da Normandia, o avanço do 3.º Exército dos Estados Unidos em direcção a sul e sudeste , sob o comando do general George S. Patton, foi rápido. Apesar da falta de meios para derrotar o avanço das tropas norte-americanas e, em simultâneo, fazer frente à ofensiva britânica e canadiana a sul de Caumont e Caen, o marechal-de-campo Günther von Kluge, comandante do Grupo de Exércitos B, não obteve permissão de Adolf Hitler para retirar, e recebeu ordens para dar início a uma contra-ofensiva em Mortain para bloquear o avanço americano. As quatro divisões panzer mobilizadas para a ofensiva não foram suficientes para derrotar o 1.º Exército dos Estados Unidos. A Operação Lüttich foi um desastre, o que enfraqueceu ainda mais os alemães dentro do cerco Aliado.

A 8 de Agosto, o comandante das forças terrestres Aliadas, general Bernard Montgomery, deu ordens aos exércitos Aliados para se dirigirem para a zona de Falaise–Chambois e cercar o Grupo de Exércitos B; o 1.º Exército americano posicionava-se a sul, o 2.º Exército britânico no centro, e o 1.º Exército canadiano a norte do cerco. Os alemães começaram a retirar-se em 17 de Agosto, e a 19 oa Aliados completaram o envolvimento em Chambois. Algumas partes do cerco foram furadas por contra-ataques alemães, sendo o maior um corredor através da 1.ª Divisão Blindada polaca em Hill 262, uma posição de controlo na entrada da bolsa. Na tarde de 21 de Agosto, a bolas estava sob cerco total, com cerca de 50 mil alemães presos no seu interior. Muitos deles escaparam, mas as perdas em homens e equipamento foram enormes. Dois dias mais tarde, a Paris foi libertada e, a 30 de Agosto, o que sobrou do Grupo de Exércitos B fugiu através do Sena, terminando, assim, a Operação Overlord.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Operação Overlord[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Overlord

Os primeiros objetivos aliados na sequência da invasão do dia D da França ocupada pelos alemães incluíram o porto de águas profundas de Cherbourg e a área que cercava a cidade de Caen.[3] Os ataques aliados para expandir a cabeça de ponte derrubaram rapidamente as tentativas iniciais alemãs de destruir a força de invasão, mas o mau tempo no Canal da Mancha atrasou a acumulação aliada de suprimentos e reforços, ao mesmo tempo em que permitiu que os alemães movessem tropas e fornecessem menos interferência das forças aéreas aliadas.[4][5] Cherbourg não foi capturado pelo VII Corpo de Exército dos Estados Unidos até 27 de junho e a defesa alemã de Caen durou até 20 de julho, quando os distritos do sul foram ocupados pelos britânicos e canadenses na Operação Goodwood e Operação Atlantic.[6][7]

O general Bernard Montgomery, comandante das forças terrestres aliadas, planejava uma estratégia de atrair as forças alemãs para o extremo leste da cabeça de ponte contra o exército britânico e canadense, enquanto o 1.º Exército dos Estados Unidos avançava pelo lado oeste da península Cotentin até Avranches.[8] Em 25 de julho, o comandante do 1.º Exército dos Estados Unidos, o tenente-general Omar Bradley começou a Operação Cobra.[9] O 1.º Exército dos Estados Unidos atravessou as defesas alemãs perto de Saint-Lô e, no final do terceiro dia, havia avançado 24 km ao sul da sua linha de partida em vários pontos.[10][11] Em 30 de julho, Avranches foi capturada e, dentro de 24 horas, o VIII Corpo de Exército do Terceiro Exército dos Estados Unidos cruzou a ponte em Pontaubault para a Bretanha e continuou ao sul e oeste por um país aberto, quase sem resistência.[12][13][14]

Notas

  1. Entre 8 e 21 de Agosto: 1479 mortos, 4023 feridos e 177 capturados.Stacey, p. 271

Referências

  1. Historynet: World War II: Closing the Falaise Pocket
  2. The Canadians in the Falaise Pocket
  3. Van der Vat, p. 110
  4. Williams, p. 114
  5. Griess, pp. 308–310
  6. Hastings, p. 165
  7. Trew, p. 48
  8. Hart, p.38
  9. Wilmot, pp. 390–392
  10. Hastings, p.257
  11. Wilmot, p. 393
  12. Williams, p. 185
  13. Wilmot, p. 394
  14. Hastings, p. 280

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • Bradley, O. (1951). A Soldier's Story Modern Library 1999 ed. New York: Holt. ISBN 978-037-575421-0 
  • Copp, T. (2006). Cinderella Army: The Canadians in Northwest Europe, 1944–1945. Toronto: University of Toronto Press. ISBN 0-8020-3925-1 
  • Copp, T. (2007) [2003]. Fields of Fire: The Canadians in Normandy. Toronto: University of Toronto Press. ISBN 978-0-8020-3780-0 
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  • Griess, T. (2002). The Second World War: Europe and the Mediterranean. United States Military Academy West Point, New York: SquareOne. ISBN 0-7570-0160-2 
  • Hart, S. A. (2007) [2000]. Colossal Cracks: Montgomery's 21st Army Group in Northwest Europe, 1944–45. Mechanicsburg PA: Stackpole Books. ISBN 0-8117-3383-1 
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  • van der Vat, D. (2003). D-Day; The Greatest Invasion, A People's History. Aurora IL: Madison Press. ISBN 1-55192-586-9 
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  • Ingersoll, Ralph (1946). Top Secret. New York: Harcourt Brace 

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