Candiru

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Candiru.png

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Siluriformes
Família: Trichomycteridae
Género: Vandellia
Espécie: V. cirrhosa
Nome binomial
Vandellia cirrhosa
(Cuvier e Valenciennes, 1846)

O Candiru (Vandellia cirrhosa), também chamado de canero ou peixe-vampiro, é um peixe de água doce que pertence ao grupo comumente chamado de peixe-gato. Ele é encontrado no Rio Amazonas, no Rio Madeira e nos seus afluentes e tem uma reputação entre os nativos de ser o peixe mais temido naquelas águas, até mais que a piranha. A espécie cresce até dezoito centímetros e tem forma de enguia, tornando-o quase invisível na água. O candiru é um parasita. Ele nada até as cavidades das guelras dos peixes e se aloja lá, se alimentando de sangue nas guelras, recebendo assim o apelido de "peixe-vampiro".

Ataque a pessoas[editar | editar código-fonte]

Ele é muito temido pelos nativos da região amazônica. O peixe que tem perfil aerodinâmico de um supositório, ao ser atraído pelo cheiro ou, pode aprumar suas nadadeiras, ao fluxo da urina (no caso do banhista nu) e nadar até penetrar na uretra, no ânus ou na vagina . Ele então se instala e não tendo como voltar da mesma maneira que entrou pois ele abre a parte posterior do corpo e suas nadadeiras dão forma de guarda-chuva. Segundo alguns estudiosos, ele se alimenta do sangue e tecido do agente hospedeiro e só pode ser retirado por meio de cirurgia.[1] No entanto as nativas da região descobriram um modo de driblar a necessidade de ir ao médico: segundo elas é só permanecer relaxada até que o próprio peixe encontre um modo natural de voltar .

Enquanto o peixe localiza seu hospedeiro seguindo naturalmente um fluxo da água, com cheiro ou temperaturas diferentes, urinar ao se banhar aumenta as chances de uma penetração involuntária desse predador.

Uma cura tradicional envolve o uso de duas plantas, a Xagua (Genipa americana) e uma certa maçã, que são inseridas (ou o extrato desses ingredientes no caso de espaços apertados) na área afetada. Estas duas plantas juntas irão matar e então dissolver o peixe. Mas frequentemente, a infecção causa choque e morte nas vítimas antes que o candiru possa ser removido. Caso recente mostra um corpo encontrado em um rio, com diversos Candirus alojados internamente se alimentando das vísceras do falecido. Em 1997, foi realizada a remoção de um candiru em um homem chamado Silvio Barbosa na cidade de Manaus/AM pelo urologista Dr. Anoar Samad.[2] .

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Herman, John B, "Candiru: Urinophilic catfish—Its gift to urology", Urology 1(3):265-267 (1973).
  • Gudger, EW, "Bookshelf browsing on the Alleged Penetration of the Human Urethra by an Amazonian Catfish Called Candiru", American Journal of Surgery 8(1): 170-188, 443-457 (1930).
  • Spotte, Steven (2002). Candiru: Life and Legend of the Bloodsucking Catfishes. Creative Arts Book Company. ISBN 0-88739-469-8
  • Vinton, KW, Stickler, WH, "The Carnero, a fish parasite of man and possibly animals", American Journal of Surgery 54:511- (1941).
  • Redmond O'Hanlon (1989) In Trouble Again: A Journey Between the Orinoco and the Amazon Penguin Books Ltd ISBN 0-14-011900-0

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]