Castelo de Peníscola

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Castelo de Peníscola, Espanha.
Castelo de Peníscola, Espanha: ilustração de 1786.

O Castelo de Peníscola (em catalão, "Peníscola"; em castelhano, desde o século XVIII, "Peñíscola"), também conhecido como Castelo do Papa Luna, localiza-se na cidade e município de Peníscola, província de Castellón, na comunidade autónoma da Comunidade Valenciana, na Espanha.

História[editar | editar código-fonte]

A primitiva ocupação de seu sítio corresponde a uma alcáçova muçulmana, erguida, por sua vez, acredita-se, sobre restos de fortificações mais antigas. A sua fama de inexpugnável foi comprovada, no contexto da Reconquista cristã da região, pelo fracasso das forças de Jaime I de Aragão em conquistá-lo em 1225. Quando da conquista de Valência, o soberano simplesmente evitou esta fortificação, que acabou por render-se posteriormente, dentro de uma campanha de acto de capitulação, em 1233.

Em 27 de Agosto de 1294, o Mestre da Ordem dos Templários no Reino de Aragão e na Catalunha, frei Berenguer de Cardona, acordou com Jaime II de Aragão a permuta da vila de Tortosa pelos castelos de Peníscola, Ares del Maestre, Coves e outros domínios. O Grão-Mestre da Ordem, Jacques de Molay então em viagem no Ocidente, ratificou o ato.

Foi entre essa data de 1294 e 1307 que tiveram lugar as obras que deram origem ao actual castelo, sobre os restos do antigo alcácer islâmico. Os responsáveis pelas obras foram o referido frei Berenguer de Cardona e o frei Arnau de Banyuls, este último comendador de Peníscola. Os respectivos brasões de armas encontram-se esculpidos em um friso sobre o Portão de Armas do castelo e sobre a porta da basílica.

Nesta região costeira, os Templários exploravam salinas.

Diante da extinção da Ordem, foi fundada em Aragão, em 1317, a Ordem de Santa Maria de Montesa, com a função de proteção dos domínios cristãos. O Castelo de Peníscola, assim como todas as demais possessões dos Templários no Reino de Valência foram confiadas a esta nova Ordem. Em 1329, Peníscola encabeçou uma petição e conseguiu que em seu castelo se fundasse o "Priorato de San Jaime".

Durante o Grande Cisma do Ocidente, com o falecimento do Papa Clemente VII (1394) foi designado como Papa o cardeal Pedro de Luna, que reinou como Antipapa Bento XIII, mas também conhecido como "Papa Luna". Instalou a sede do seu pontificado no Castelo de Peníscola entre 1411 e 1423, ao qual atraiu uma pleiade de artistas e artesãos que abrilhantaram o seu palácio no interior. O seu sucessor, o Antipapa Clemente VIII, também ocupou as dependências do castelo até à sua abdicação, em 1429.

Durante o período das chamadas Germanías (1519-1521), Peníscola foi sede da coalizão de forças lideradas pelo Vice-rei de Valência, Didac Hurtado de Mendoza, que se opuseram aos agermanados. Por esta razão, o Vice-rei concedeu à povoação o título de "Fidelíssima" (1522), assim como o perdão aos agermanados locais, em nome do rei, Carlos I de Espanha (1525).

Posteriormente, o rei Felipe II de Espanha determinou a construção de novas defesas, adaptadas à então moderna artilharia, obras projectadas e executadas pelo arquitecto militar italiano Giovanni Battista Antonelli, com o fim de protegê-la das razias dos piratas da Barbária.

Sem ter sofrido alterações mais sensíveis ao longo dos séculos, actualmente o conjunto encontra-se em excelentes condições de conservação.

Lista de Comendadores[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DEMURGER, Alain. Les Templiers. Une chevalerie chrétienne au Moyen Âge. Paris: Le Seuil, 2005.
  • FUGET SANS, Joan. Peniscola, l'architecture militaire des commanderies templières de la couronne d'Aragon. La commanderie, Comité des travaux historiques et scientifiques, Edition du Conservatoire du Larzac templiers et hospitaliers, 2002. ISBN 2-7355-0485-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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