Castelo de Sines

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Castelo de Sines
Sines Castelo.jpg
Castelo de Sines, Portugal: vista das muralhas
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção D. João I (1424)
Estilo
Conservação Bom
Homologação
(IGESPAR)
IIP
(DL 22.737 de 24 de Junho de 1933.)
Aberto ao público Sim
Site IGESPAR 74109

O Castelo de Sines, no Alentejo, localiza-se na freguesia, cidade e concelho de Sines, distrito de Setúbal, em Portugal.

Importante porto de pesca (o de maior profundidade no país), o local constituiu-se naturalmente em ponto de vigia e de defesa daquele trecho do litoral.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A primitiva ocupação humana do morro do castelo remonta à pré-história (período Paleolítico), posteriormente romanizado, conforme testemunhos arqueológicos, entre os quais o pedestal de uma estátua consagrada a Marte, posteriormente incorporado às suas muralhas. Aqui também foram identificados outros testemunhos da posterior presença de Visigodos (um templo cristão do século VII, cujos remanescentes também se encontram incorporados às muralhas), sucedidos, a partir do século VIII pelos Muçulmanos.

O castelo medieval[editar | editar código-fonte]

À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a região foi conquistada por D. Sancho I (1185-1211) entre o final do século XII e o início do século XIII. O seu filho e sucessor, D. Afonso II (1211-1223) fez a doação dos domínios de Sines aos cavaleiros da Ordem de Santiago. A povoação de pescadores recebeu Carta de Foral de D. Pedro I (1357-1367) em Novembro de 1362, desligando-se de Santiago do Cacém, com a determinação da edificação de uma fortificação. Sem que a mesma tivesse se materializado, e sendo esse trecho da costa tradicionalmente assolado pelas razias de corsários, visando prover à defesa da vila, D. João I (1385-1433) isentou os seus moradores do serviço militar nas campanhas da fronteira (1395).

O castelo foi erguido, de raiz, apenas em 1424, por solicitação do procurador do povo, Francisco Neto Chainho Pão Alvo. Foi seu Alcaide-mor, mais tarde, Estêvão da Gama, pai do navegador Vasco da Gama, que aqui teria nascido em 1469.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação recebeu o Foral Novo (Julho de 1512), fase em que passou por extensas obras de modernização e ampliação, visíveis na estrutura das torres no lado Oeste e na janela do Palácio do Alcaide-mor.

Da Dinastia Filipina aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

Com a implantação da Dinastia Filipina no país ao final do século XVI, redobram as ameaças à costa portuguesa. No início do século XVII, o litoral sul do país foi vistoriado pelo engenheiro-militar e arquitecto napolitano Alexandre Massai (1614), que propõs a reedificação da fortificação de Sines, adaptando-a às novas necessidades bélicas, o que não se concretizou. Nesta época já se encontra referida uma pequena bateria exterior, cobrindo o flanco Sul com planta aproximadamente estrelada, inicia-se o Fortim de Nossa Senhora das Salvas e dois fortes para cooperarem na defesa da ilha do Pessegueiro (Forte do Pessegueiro).

À época da Guerra Peninsular, tropas napoleônicas saqueiam a vila, picando a pedra de armas com o brasão real que encimava o portão de armas do castelo.

Quando das Guerras Liberais, após a Concessão de Évora Monte (26 de Maio de 1834) foi de Sines que D. Miguel (1828-1834) embarcou para o exílio (Julho de 1834).

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 24 de Junho de 1933. A ação do poder público, entretanto, só se fez sentir em 1956, através de intervenção de consolidação e restauro parcial, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Novos danos se registraram, entretanto, em sua estrutura, causados pelo terramoto de 1969.

Com a elevação de Sines a cidade, a 12 de Julho de 1997, foram procedidos trabalhos mais abrangentes em seu monumento, entre 1998 e 2001, numa parceria entre a DGEMN e a Câmara Municipal de Sines, procedendo-se a recuperação e consolidação de panos exteriores das muralhas e a beneficiação de algumas zonas do seu interior.

Mais recentemente, a Câmara Municipal de Sines promoveu concurso público para a elaboração de projecto de arranjo dos espaços exteriores adjacentes, visando valorizar o seu entorno. A Torre de Menagem, onde se acredita ter nascido o navegador português Vasco da Gama (1469), abriga actualmente o Museu de História Natural de Sines.

Investindo na sua vocação turística, a cidade e seu castelo (reputado como um dos melhores recintos para espectáculos ao ar livre do sul do país), recebem, a cada ano, no último fim de semana do mês de Julho, o Festival Músicas do Mundo.

Características[editar | editar código-fonte]

O castelo apresenta uma área de apenas cerca de meio hectare, uma vez que, à época de sua tardia construção, a povoação já estava definida. Apresenta planta trapezoidal irregular, reforçado por três torreões, dois de planta poligonal nos ângulos da fachada Norte e uma torre de planta circular no vértice Sudoeste.

A Torre de Menagem ergue-se a Noroeste, dividida internamente em três pavimentos. O seu alçado voltado para a vila é rasgado por três janelas, a superior dupla e mainelada, acredita-se que ainda contemporânea da época da construção.

Na praça de armas, a Oeste, junto aos dois torreões e à porta principal, identificam-se as ruínas do Paço dos Alcaides, onde, segundo a tradição, Vasco da Gama teria nascido. Embora se desconheça a sua configuração original e a sua posterior evolução arquitetônica, sabe-se que se erguia em dois pavimentos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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