Coluna White

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Serra do Rio do Rastro
Coluna White
Trecho em que a SC-438 cruza a serra do Rio do Rastro e onde a Coluna White se localiza.
Localização Lauro Müller e Bom Jardim da Serra, Santa Catarina
Dados
Criação Períodos Carbonífero ao Cretáceo
Coordenadas 28° 24' S 49° 33' O

Coluna White é a denominação da exposição da coluna estratigráfica da Bacia do Paraná na serra do Rio do Rastro, no trecho da Rodovia SC-438, entre os municípios de Lauro Müller e Bom Jardim da Serra, no estado de Santa Catarina, Brasil. Esta coluna é considerada uma coluna geológica clássica do antigo supercontinente Gondwana no Brasil.

Seu nome é uma homenagem ao geólogo norte-americano Israel Charles White que estudou a geologia da Bacia do Paraná entre os anos de 1904 e 1906, como chefe da Comissão de Estudos das Minas de Carvão. Esta comissão foi criada pelo governo brasileiro para estudar o potencial energético do carvão da Bacia do Paraná e que era minerado de forma incipiente no Sul do Brasil.

Estratigrafia[editar | editar código-fonte]

Coluna estratigráfica na serra do Rio do Rastro
Conforme definida por White, 1908[1]

No município de Lauro Müller, no sopé da serra, ocorrem afloramentos de rochas do Grupo Itararé e da Formação Rio Bonito. Conforme sobe-se a serra, sucessivamente ocorrem afloramentos das formações Rio Bonito, Palermo, Irati, Teresina, Serra Alta, Rio do Rasto, Botucatu, e finalmente, os basaltos dos derrames vulcânicos cretácicos da Formação Serra Geral, no topo da serra. Cada afloramento é sinalizado por um marco de concreto, num total de 17, que descreve as características de cada um.[2]

O objetivo da Comissão de Estudos das Minas de Carvão, criada pelo governo brasileiro em 1904, era identificar a potencialidade dos carvões brasileiros, frente a crescente necessidade de recursos energéticos do pais. Israel White foi designado chefe da comissão e trabalhou dois anos, junto com uma equipe de técnicos brasileiros e estrangeiros, no mapeamento das jazidas de carvão da bacia do Paraná.

A publicação do seu relatório em 1908, em inglês e português, e que ficou conhecido como "Relatório White", foi um grande marco para o conhecimento da geologia da bacia do Paraná. As denominações introduzidas por ele para a designação das unidades geológicas desta bacia ficaram consagradas, tendo sido pouco modificadas na sua concepção ao longo dos tempos, sendo considerado o "marco zero" na sistematização estratigráfica da mesma. Por outro lado, este trabalho documenta um precioso conteúdo científico no campo da paleontologia: o reconhecimento da ocorrência de restos fósseis de Mesosaurus brasiliensis em estratos permianos do "Schisto preto de Iraty" e a preposição de sua equivalência geológica com unidades da bacia do Karoo, na África do Sul.[1]

Sítio geológico e excursão virtual[editar | editar código-fonte]

A serra do Rio do Rastro, onde a Coluna White está localizada, possui grande beleza de paisagem e foi classificada como um dos sítios geológicos brasileiros pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b White, I.C. (1908) Comissão de Estudos das Minas de Carvão de Pedra do Brazil – Relatório final. (relatório bilíngue, português e inglês) Dr. I.C. White, chefe da comissão: 1 de julho de 1904 a 31 de maio de 1906 = Final report of Dr. I.C. White, chief of the Brazilian Coal Commission: July 1st, 1904 to May 31st, 1906. 617 p. + ilustr.; Imprensa Nacional, Rio de Janeiro. IN: CPRM (2008). 30 cm. Edição comemorativa: 100 anos do Relatório White. Edição facsimilar. CDD 553.209816.
  2. a b Orlandi Filho, V.; Krebs, A. S. J. e Giffoni, L.E. «Coluna White, Serra do Rio do Rastro, SC. Seção Geológica Clássica do Continente Gonduana no Brasil» (PDF). Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil 024 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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