Comunidade de startups

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Comunidade de Startups (em inglês: Startup Community ), descreve uma região geográfica com alta densidade de empresas empreendedoras em tecnologia, startups, empresas recém-criadas a partir de ideias inovadoras, agrupamentos locais de empresas de tecnologia em estágio inicial.

Um ecossistema formado por diversas startups. Uma comunidade de startups bem sucedida se torna centro de grandes inovações que movem o crescimento da economia da região.

Conceito[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento de uma comunidade de startups exige muito tempo, anos de empreendimento, investimento e incentivo às pequenas empresas, tendo uma perspectiva de longo prazo. A inovação e a criatividade devem ser a base dos negócios numa comunidade deste tipo.

Para sobreviverem em comunidade as startups devem trabalhar em parcerias, cada uma deve se engajar em contribuir para o todo, se assim for, a comunidade sempre sairá ganhando, mesmo que algumas startups não se consolidem no mercado[1].

Os eventos dentro de uma comunidade são essenciais para engajar e conectar todos os membros da comunidade. A liderança dos empreendedores é fundamental para o crescimento de uma startup e nesses eventos eles também devem ser treinados e capacitados a fim das startups obterem um bom crescimento e expansão de negócio.

Startup Communities[editar | editar código-fonte]

Construir e manter uma comunidade de startup é tarefa realizada por empreendedores, governos locais, grandes empresas, instituições de ensino ou parcerias entre os exemplos citados. Mas o coração da comunidade são as startups, as comunidades então têm o papel de investir, incentivar e incubar estas empresas, oferecendo infraestrutura, treinamento e especialização para que elas obtenham sucesso.

O livro Startup Communities: Building an entrepreneurial ecossystem in your city, escrito por Bred Feld[2], diretor administrativo da Foundry Group[3], traz à tona a importância da existência das comunidades de startups em uma cidade, como elas podem alavancar a economia de mesmo em momentos de crise e como criar e manter um ecossistema de negócio forte.

O livro aborda o conceito que cada cidade no mundo um dia foi uma comunidade de startup[4], onde cada segmento se engajou da melhor forma de modo a conceber a cidade que existe hoje. O autor do livro aborda princípios e conceitos para obter uma comunidade de sucesso, contando histórias de comunidades que ele mesmo viu sendo formada.

A tarefa de investir nestas recém-criadas empresas exige alto risco[5], por isso se elas estiverem inseridas dentro do contexto de uma comunidade, o seu desenvolvimento fica mais seguro, pois o ecossistema se alimenta e se mantém em desenvolvimento mesmo que uma de suas partes venham a quebrar. Quando a comunidade já é conhecida no mercado, pelas empresas que surgiram dentro delas, surgem investimentos externos às empresas que formam estas comunidades, incentivando a vinda de novas startups gerando um ciclo de crescimento forte e saudável.

Comunidades[editar | editar código-fonte]

Existem milhares de comunidades espalhadas pelo mundo, ecossistemas de startups e de grandes empresas de tecnologia, algumas mais bem-sucedidas que outras, segue alguns exemplos:

Vale do Silício[editar | editar código-fonte]

A mais famosa comunidade de startups é sem dúvida a do Vale do Silício. As empresas desta comunidade inicialmente foram incentivadas pelas pesquisas da Universidade de Stanford, suas afiliadas, servidores e alunos. Atualmente a área é considerada a maior aglomeração de indústrias do mundo. De lá surgiram empresas de grande renome como Apple Inc, Google e Altera.
Atualmente a região traz grande investimento do governo dos Estados Unidos e seu rendimentos são os mais altos do mundo, seu crescimento é de mais de 3% ao ano. É considerada a meca da tecnologia e a cada ano milhares de empresas são criadas na área, trazendo muito investimento e lucro para o país.

Silicon Wadi[editar | editar código-fonte]

A segunda maior concentração de empresas de tecnologia de ponta, fica em Israel. Sua área cobre muitas cidades cobrindo grande parte do país, sendo referência de desenvolvimento bem sucedido em todo o mundo.

Vale do Silício da Índia[editar | editar código-fonte]

Bangalore, na Índia, considerada o Vale do Silício da Índia, é o centro da indústria de tecnologia de informação no país. Abrigando empresas especialistas em pesquisa e desenvolvimento, produção de software e eletrônicos.
A comunidade surgiu nos anos 80 e hoje abriga mais de 250 companhias de alta tecnologia[6]. Bangalore é uma cidade planejada, visitada por muitas pessoas do mundo inteiro que estão em busca de oportunidades e de ensino de qualidade.

Bentley Technology Park[editar | editar código-fonte]

Criada oficialmente em 1985, fica localizada em Bentley, no oeste da Austrália. Atualmente é coordenada pelo governo e abriga o Centro de Inovação do Oeste Australiano (em inglês: Innovation Centre of Western Australia (ICWA) )[7] que tem por objetivo dar suporte para empresas emergentes em tecnologia, ajudá-las a desenvolver e comercializar suas idéias e identificar oportunidades de negócios.
Adjacente à Universidade de Curtin, se dedica à tecnologia de informação e telecomunicação. Espaço com infraestrutura conveniente para produção de tecnologias de inovação e colaboração entre projeto dentro do Parque.

Start-up Chile[editar | editar código-fonte]

O programa de comunidade de startups no Chile[8], vem sendo bem sucedido, atraindo empresas de toda a América latina para se fixarem lá, como por exemplo a empresa brasileira Méliuz. [9] [10] O programa é um iniciativa do Governo em promovido pelo ministério da Economia. O programa promove trocas entras as mais diversas comunidades do mundo promovendo encontro entre empreendedores de diversas partes do globo[11]. Um ecossistema conectado com o resto do mundo que vem se destacando.

Comunidades no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil existem vários polos tecnológicos que investem em inovação através de startups. Atualmente cerca de metade dos investimentos feitos nas startups brasileiras são estrangeiras, só no ano de 2012 o investimento foi de 1.7 bilhões de reais[12]. Seguem algumas das principais comunidades:

Rio Sul Valley[editar | editar código-fonte]

A Rio Sul Valley é uma rede para conectar pessoas, startups, empresas privadas, instituições do terceiro setor e iniciativas que estão mudando a realidade das cidades do Sul Fluminense, criada em 2016 e desde então vem fomentando o ecossistema empreendedor do sul do estado por meio de meetups, eventos, seminários e feiras relacionados a inovação e temas técnicos que contribuam para o compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento das startup e demais empresas da região.

Campinas Startups[editar | editar código-fonte]

A Associação Campinas Startups [13] é uma entidade sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 2010, e desde então tem mudado a vida de seus associados e do ecossistema na qual está inserida. A ACS é fruto da união entre empreendedores da região de Campinas que perceberam que havia problemas comuns a eles, e que eles poderiam se unir para evitá-los. Campinas consolidou sua posição de vanguarda como maior centro de pesquisa e desenvolvimento tecnológico nacional[14], sendo considerado o mais sofisticado centro de pesquisa e desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação do Brasil, é responsável por mais de 10% da produção industrial do país.

StartupMS[editar | editar código-fonte]

A Associação Sul-Matogrossense de Startups[15] (StartupMS), fundada em Agosto de 2011, é uma associação sem fins lucrativos de fomento ao empreendedorismo tecnológico no Mato Grosso do Sul. Atua no desenvolvimento e promoção de empreendimentos inovadores em todo o estado de Mato Grosso do Sul, promovendo a integração entre Mercado, Universidade e Governo.

San Pedro Valley[editar | editar código-fonte]

O San Pedro Valley é uma comunidade de startups criada em 2011 em Belo Horizonte/MG, que acreditam que a melhor maneira de se alcançar seus objetivos é através da troca de informações e experiências. Além dessa troca de conhecimentos, a existência da comunidade ajuda na atração de investimentos e aumenta a visibilidade da cena de startups local. O nome surgiu de uma brincadeira sobre o Bairro São Pedro, região onde as primeiras empresas se instalaram. [9]

Manguezal[editar | editar código-fonte]

O Manguezal é uma comunidade de startups que busca apoiar práticas de colaboração e aprendizagem de tecnologia, design e empreendedorismo em todo ecossistema de startups no Recife/PE. O objetivo é promover discussões de alto nível, organizar eventos e praticar o modelo educacional de "aprender-fazendo" para atender às necessidades dos empreendedores de alto potencial e promover o ecossistema de startups no Recife.

Associações[editar | editar código-fonte]

2010, ACS (Associação Campinas Startups)[editar | editar código-fonte]

A Associação Campinas Startups é uma entidade sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 2010, e desde então tem mudado a vida de seus associados e do ecossistema na qual está inserida. A ACS é fruto da união entre empreendedores da região de Campinas que perceberam que havia problemas comuns a eles, e que eles poderiam se unir para evitá-los. Além disso, bons resultados e a maneira como eles foram construídos também poderiam ser compartilhados. Foi a primeira associação brasileira de startups a ser citada no relatório da OCDE, "Development Centre Studies - Start-up Latin America" [16][13].

2011, ABStartups (Associação Brasileira de Startups)[editar | editar código-fonte]

A Associação Brasileira de Startups (ABStartups[17]), fundada como uma rede de empreendedores em junho de 2011, é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão, fomentar o desenvolvimento do ecossistema de startups, articulando ações e projetos com os agentes do ecossistema nacional, a fim de representar e elevar competitividade das startups brasileiras.

Referências