Egitânia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Under construction icon-yellow.svg
Este artigo carece de caixa informativa ou a usada não é a mais adequada.
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde agosto de 2010). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ambox grammar.svg
Esta página ou secção precisa de correção ortográfico-gramatical.
Pode conter incorreções textuais, podendo ainda necessitar de melhoria em termos de vocabulário ou coesão, para atingir um nível de qualidade superior conforme o livro de estilo da Wikipédia. Se tem conhecimentos linguísticos, sinta-se à vontade para ajudar.
Imitação moderna de uma tremisse cunhada em Egitânia durante o reinado de Sisebuto.
Roman arch, Egitania, Idanha-a-Velha, Lusitania, Portugal (13249368064).jpg

Egitânia foi o nome dado pelos suevos e visigodos a uma cidade fundada pelos romanos em território que corresponde aoPortugal actual, o que corresponde a Idanha-a-Velha, Cidade dos Igeditanos (Civitas Igaeditanorum). Sob o domínio dos Flávios recebeu o título da cidade. O seu nome, Egitânia, passou por várias alterações até se se estabelecer em Idanha.

Idanha-a-Velha foi a sede de uma vastíssima diocese - a diocese de Egitânia - e é hoje uma freguesia do concelho de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

História[editar | editar código-fonte]

Domínio romano[editar | editar código-fonte]

A cidade de Egitânia foi fundada pelos romanos no final do século I a.C., durante a última vinda de Júlio César à Lusitânia. Era uma cidade rica e próspera, com muitos templos como exemplificado pelo pódio de um templo.

De acordo com o Prof. José Hermano Saraiva, a cidade iria ser servida por uma estrada romana e também por uma estrada fluvial (rio Ponsul). A cidade também teria sido um centro de mineração, dada a elevada presença de minas naturais na região. No conselho de Idanha-a-Nova ainda hoje estão registadas 22 minas, sendo 11 de estanho (indispensável para a produção do bronze), seis minas de chumbo – também um minério bastante importante para a construção civil, sendo quatro minas de zinco e chumbo. Na região havia maneira de fundir os minérios e exportá-los, porque o rio Ponsul desagua no rio Tejo e o Tejo levava em jangadas o minério e portanto era uma grande cidade. O rio Ponsul pode ter-se tornado inavegável uma vez que o aproveitamento agrícola dos solos veio a diminuir muito o curso dos rios, além de que o grau da precipitação diminuiu imensamente, contribuindo para o assoreamento do rio – explica-se aí um dos motivos do declínio da cidade. O outro cita as invasões dos bárbaros, que extinguiram a produção mineira, tirando a grande fonte de renda da cidade.

No centro de Egitânia ficava o fórum romano, e no meio do fórum ficava um templo. Em cima desse templo os Templários construíram no século XII, em 1245, uma grande torre.

Os reis ainda tentaram repovoar a cidade, porém a presença dos Templários não atraía as populações. Os povos fugiam dos senhores, os povos queriam ter uma vida livre, municipal, uma vida independente. Os reis não conseguiram repovoar. Hoje a cidade é um museu ao ar livre.

Domínio visigótico[editar | editar código-fonte]

Catedral visigótica de Idanha-a-Velha.

Os visigodos ainda tentaram fazer de Egitânia uma sede de uma diocese. A sede de diocese ainda hoje existe, mas localiza-se na atual cidade da Guarda. Por isso o bispo da Guarda continua a intitular-se como bispo da Egitânia.

Construíram uma catedral no século VI, por volta do ano 585, que foi a sede da diocese da Egitânia.

Deste período é notável a quantidade de moedas de ouro (trientes) cunhadas na Egitânia.

Domínio muçulmano[editar | editar código-fonte]

No ano de 713, os mouros tomaram a cidade e destruíram-na, acabando com o culto cristão em Egitânia.

O que resta da cidade ocupa uma grande área. Escavações metódicas foram iniciadas em 1955 pelos arqueólogos portugueses Fernando de Almeida e Veiga Ferreira que escavaram, fora das muralhas, parte de um edifício que dizem poder ser um balneário romano. Do período romano foram também achados a ponte romana sobre o rio Ponsul, com cinco arcos, cujos pilares, alguns, afundaram-se e a Abóbada do arco rachou; troços de calçadas romanas e as portas romanas. Os achados arqueológicos encontrados durante os trabalhos estão guardados no Museu Lapidar Igeditano António Marrocos e no Museu de São Dâmaso.

Os arqueólogos já referidos encontraram extramuros uma basílica visigótica, um batistério paleocristão; a torre de menagem foi edificada em tempos medievais sobre os restos de um templo romano.

Do período paleolítico foi localizado um terraço na margem esquerda do rio Ponsul, rio que contorna a cidade. No cimo de alguns montes próximos foram descobertos castros (cabeço dos Mouros, Serra de Monsanto).

Na proto-história a população da região era celta, indicado pelas inscrições com nomes característicos. Uma inscrição datada do ano 4 a.C. pertencia a um monumento mandado levantar pela Cidade dos Igeditanos a César, neto de Augusto, príncipe da juventude. Outras referem-se a militares; a grande maioria delas são funerárias.

As muralhas, do período romano, de perímetro de cerca de 750 m, ainda conservam parte de seis torres semicilíndricas, uma rectangular e duas portas.

A Egitânia consta como diocese nas atas do Concílio de Lugo (569). Esta diocese foi trasladada para a cidade da Guarda em 1199, a pedido do rei D. Sancho I, e à margem dos esforços dos reis para a repovoarem, não lhes foi possível suster a decadência.

Do período suevo-visigótico restam, além de muitas peças de escultura decorativa, os alicerces e arcadas da catedral.

Muralha romana de Idanha-a-Velha

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre História de Portugal é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.