Emanoel Araújo
| Emanoel Araújo | |
|---|---|
Emanoel em julho de 2014 | |
| Nome completo | Emanoel Alves de Araújo |
| Nascimento | |
| Morte | 7 de setembro de 2022 (81 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravurista, cenógrafo, pintor, curador, museólogo |
Emanoel Alves de Araújo (Santo Amaro da Purificação, 15 de novembro de 1940 – São Paulo, 7 de setembro de 2022) foi um escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravurista, cenógrafo, pintor, curador e museólogo brasileiro.
Emanuel contou sua história de vida em uma entrevista ao Museu da Pessoa com o título: "Uma coleção que virou um dos maiores museus da América Latina". [1]
Infância
[editar | editar código]Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação aos 15 de novembro de 1940, numa família de ourives, tendo seu pai, Vital Lopes de Araújo, chegado a Santo Amaro na "época da safra". Sua mãe, Guilhermina Alves de Jesus, era filha de Andressa de Jesus, concubina do fazendeiro Tiburcio Alves Barreiros. Foi o primeiro de onze filhos[2].
Seu pai, além de tocar clarineta, tinha uma enorme clientela, pois além de mexer com ouro e fazer anéis, ainda consertava relógios. Emanoel gostava de brincar com as demais crianças da cidade, caçando passarinhos e jogando bola, mas logo seu pai lhe pôs para trabalhar numa marcenaria. Na escola, foi colega de classe de Caetano Veloso. Ambos gostavam de pintar. Utilizava uma técnica chamada guache lavado, que "se constitui de você pintar com guache branco, depois passar nanquim preto. O nanquim é uma tinta indelével e o guache, uma tinta delével. Então, quando você lavava, o branco saía e ficava o preto, que dava impressão de gravura"[2].
Carreira
[editar | editar código]Realizou sua primeira exposição individual em 1959. Em seguida, contrariando a vontade de seu pai, que queria o filho na faculdade de direito (Vital não queria que nenhum dos filhos fosse ourives pois achava que muita gente na família já possuía a mesma profissão), Emanoel mudou-se em 1960 para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Apresentou suas artes com guache lavado para seus colegas da faculdade, além de aprender a fazer gravuras, o que lhe possibilitou ganhar dinheiro e começar a fazer cartazes. Após vender alguns quadros para Carlos Lacerda, ficou como "bode expiatório", por ter recebido o político em sua casa[2].
Em 1965, realizou sua primeira exposição em São Paulo[2]. Em 1972, foi premiado com medalha de ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Entre 1981 e 1983 dirigiu o Museu de Arte da Bahia e expôs no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Em 1988, lecionou artes gráficas e escultura no Arts College, na City University of New York. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 2004 torna-se curador e diretor do Museu Afro-Brasil.
Em 22 de junho de 2009, foi agraciado com o oficialato da Ordem do Ipiranga pelo Governo do Estado de São Paulo, na pessoa do então governador José Serra.[3]
Emanoel Araújo faleceu em 7 de setembro de 2022, aos 81 anos de idade, em sua casa, em São Paulo.[4]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Uma coleção que virou um dos maiores museus da América Latina». Museu da Pessoa. Consultado em 15 de dezembro de 2022. Cópia arquivada em 6 de junho de 2023
- 1 2 3 4 «A história de vida de Emanoel Alves de Araújo: Uma coleção que virou um dos maiores museus da América Latina». Museu da Pessoa. Consultado em 29 de maio de 2026. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2025
- ↑ «Serra homenageia artistas com Ordem do Ipiranga». Portal do Partido da Social Democracia Brasileira. 23 de junho de 2009. Consultado em 9 de março de 2018. Cópia arquivada em 11 de abril de 2023
- ↑ «Morre Emanoel Araújo, gigante das artes plásticas afro-brasileiras, aos 81 anos». Folha de S. Paulo. 7 de setembro de 2022. Consultado em 7 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2025

