Exército (unidade)

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Símbolo tático de um exército da OTAN.

Um exército constitui uma grande unidade militar das forças terrestres. Como o termo "exército" é também usado para designar a totalidade das forças terrestres de um país, as grandes unidades homónimas são ocasionalmente referidas como "exércitos de campanha", "exércitos em operações", "exércitos de área" ou por outros termos alternativos. Em algumas forças aéreas, existe o exército aéreo que é uma grande unidade aérea de escalão equivalente ao do exército das forças terrestres.

Em algumas línguas são utilizadas palavras diferentes para designar um exército no sentido de conjunto das forças terrestres nacionais e um exército no sentido de grande unidade. Assim, por exemplo em italiano o primeiro tipo é designado "esército" e o segundo tipo "armata" e em alemão o primeiro é designado "Heer" e o segundo é designado "Armee".

Modernamente, as grandes unidades chamadas "exércitos" são normalmente constituídas por vários corpos de exército, podendo ainda agrupar-se em grupos de exércitos. Para o distinguir do exército, no sentido de forças terrestres em geral, cada exército pode ser numerado (ex.: 1º. Exército dos Estados Unidos ou 1º. Exército Panzer) ou receber um nome (ex.: Exército Britânico do Reno ou Grande Exército). Dada a sua dimensão, os exércitos são comandados normalmente por oficiais generais com a maior patente existente nas forças terrestres de um país que, conforme o caso, pode ser a de general, general de exército, coronel-general ou marechal.

Nalguns países, o termo "exército" pode designar uma grande unidade de escalão inferior ao convencional, normalmente aproximando-se mais do corpo de exército.

História[editar | editar código-fonte]

Na Europa dos séculos XVI, XVII e XVIII, um exército constituía qualquer força terrestre em operações sob o comando de um general, com um efetivo que podia ir de apenas alguns milhares de soldados às várias dezenas de milhares. Inicialmente, a maior subdivisão de cada exército era o regimento ou o terço. Com o aumento do número de efetivos dos exércitos e o consequente aumento da dificuldade em os controlar e administrar, foi necessária a sua subdivisão em unidades maiores que o regimento. A primeira dessas unidades a ser criada foi a brigada, ainda no século XVII, a qual agrupava vários regimentos dentro de um exército. No século XVIII, foi criada a divisão, agrupando várias brigadas. Finalmente, no início do século XIX, foi criado o corpo de exército, agrupando várias divisões. Desde então, os exércitos organizam-se genericamente como grandes unidades compostas por um quartel-general e estado-maior que controla vários corpos de exército e estes, por sua vez, várias divisões.

Hoje em dia, tal como os grupos de exércitos, os exércitos são grandes unidades com caraterísticas muito variáveis entre as diversas forças armadas, no que diz respeito à dimensão, organização e função. Em tempo de paz, só são mantidos pelas forças armadas maiores, normalmente como grandes comandos administrativos. Em tempo de guerra, os exércitos foram sobretudo empregues na Primeira e na Segunda guerras mundiais, cada um com um efetivo nunca inferior aos 100 000 soldados. Apesar de serem caracteristicamente grandes unidades de armas combinadas, ocasionalmente foram criados exércitos mais especializados como foram os casos dos exércitos de tanques e de choque soviéticos e dos exércitos panzer (blindados) e de paraquedistas alemães da Segunda Guerra Mundial.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • PHISTERER, Frederick, Statistical Record of the Armies of the United States, Castle Books, 1883
  • Regulamento para o Serviço de Campanha, Lisboa: Ministério da Guerra - Estado-Maior do Exército, 1930
  • TSOURAS, Peter G., Changing Orders: The evolution of the World's Armies, 1945 to the Present, Facts On File, Inc, 1994

Ver também[editar | editar código-fonte]