Felice Romani

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Felice Romani
Felice Romani
Nome completo Felice Romani
Nascimento 31 de janeiro de 1788
Gênova, Flag of Genoa.svg República de Gênova
Morte 28 de janeiro de 1865 (76 anos)
Moneglia, Flag of Italy (1861-1946).svg Itália
Nacionalidade Flag of Genoa.svg genovês
Ocupação Poeta, libretista, crítico musical
Período de atividade 1813 - 1865
Principais trabalhos Norma
L'elisir d'amore
Gênero literário Romantismo

Felice Romani (31 de janeiro de 178828 de janeiro de 1865) foi um poeta italiano e estudioso de literatura e mitologia que escreveu diversos librettos para os compositores de óperas Donizetti e Bellini. Romani é considerado, junto com Metastasio e Boito,[1][2] um dos melhores libretistas italianos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido Giuseppe Felice Romani em uma família burguesa em Gênova, ele estudou direito e literatura em Pisa e Gênova.[3] Ingressou na Universidade de Gênova e, lá, fez traduções da literatura francesa. Com um colega, ele preparou um dicionário de seis volumes sobre mitologia e antiguidades, incluindo a história celta na Itália. Seu conhecimento de francês e Antiguidade se refletem nos librettos que escreveu. A maioria deles é baseada na literatura francesa e muitos, como Norma, empregam fontes mitológicas.

Depois de não obter um posto na Universidade de Gênova, ele parece ter viajado para a Espanha, Grécia, Alemanha e França, antes de voltar para Milão em 1812 ou 1813.[3] Em 1814, ele se estabeleceu em Milão, onde tornou-se amigo de importantes figuras do mundo literário e musical. Ele recusou o cargo de poeta da côrte em Viena e, ao invés disso, iniciou a carreira como libretista de óperas. Romani escreveu dois librettos para o compositor Johann Simon Mayr que resultaram em sua indicação para libretista do Teatro alla Scala. Romani se tornou o mais bem conceituado de todos os libretistas italianos de sua época, produzindo quase cem librettos. Apesar de seu interesse por literatura francesa, ele se recusou a trabalhar em Paris.

Via de regra, Romani não criava suas próprias histórias. Ele se mantinha a par do que ocorria nos teatros de Paris e adaptava peças que lá eram populares, mas essa não era sempre uma estratégia segura, dada a vaga legislação relacionada aos direitos autorais da época. Em um caso, Romani preparou um libretto baseado na peça Lucrezia Borgia, de Victor Hugo, para a ópera Lucrezia Borgia, por Donizetti, mas quando ela foi apresentada em Paris em 1840, Hugo conseguiu uma injunção que impedia novas produções da mesma. O libretto, então, foi reescrito sob o título de La Rinegata, e os personagens antes italianos passaram a ser turcos.

Romani eswcreveu os librettos para as óperas de Bellini Il pirata, La Straniera, Zaira, I Capuleti e i Montecchi, La Sonnambula, Norma e Beatrice di Tenda, para as óperas de Rossini Il Turco in Italia e Bianca e Falliero, e para as óperas de Donizetti Anna Bolena e L'elisir d'amore (a qual ele adaptou de Le philtre, por Eugene Scribe). Ele também escreveu um libretto (originalmente para o compositor Adalbert Gyrowetz) que Verdi usou para a comédia Un giorno di regno.

Romani era considerado a combinação ideal para Bellini, a quem é creditado ter dito: "Dê-me bons versos e eu darei-te boa música". "Situações" dramáticas e até extravagantes eram expressas em versos "feitos para retratar a paixão da maneira mais vívida" era o que Bellini procurava em um libretto, de acordo com uma carta para Florimo de 4 de agosto de 1834, e ele encontrou isso em Romani.

Os dois, porém, tiveram uma briga devido a discumprimento de prazos para Beatrice di Tenda.. Após montar I Puritani com um libretto de Carlo Pepoli, Bellini ficou decidido a não compor mais óperas italianas com ninguém além de Romani. I Puritani foi sua última ópera, ele faleceu menos de um ano após sua estréia. Romani lamentou profundamente sua morte e escreveu um obituário no qual expressava grande pesar pelo desentendimento entre ambos.

Em 1834, Romani se tornou editor da Gazzetta Ufficiale Piemontese, para a qual contribuia com crítica literária. Ele manteve esse cargo, com uma pausa entre 1849 e 1854, até sua morte em Moneglia, (na região da Ligúria, Itália). Um volume de seus poemas líricos foi publicado em 1841.

Referências

  1. Branca, Emilia (1882). Felice Romani ed i più riputati maestri di musica del suo tempo
  2. Roccatagliati, Alessandro (1996). Felice Romani librettista, Quaderni di Musica, Lucca, Italy - ISBN 88-7096-157-5
  3. a b Roccatagliati, Allesandro (2001). "Romani, (Giuseppe) Felice" in The New Grove Dictionary of Music and Musicians, 2nd edition. London: Macmillan. ISBN 978-1-56159-239-5 (hardcover). OCLC 419285866 (eBook).