Gulf Oil

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A Gulf Oil era uma empresa norte-americana do ramo petrolífero sediada em Pittsburgh. Fundada em 1901, nos anos 1980 foi vendida e incorporada por outras empresas. A Gulf era a oitava maior empresa em produção de petróleo em 1941 e a nona maior em 1979, Durante os anos 50 e 60 era parte do grupo as Sete irmãs .

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Em 1901, a associação de um grupo (empreendedores, técnicos e financiadores) realizou a primeira descoberta de petróleo em grande volume da história. O poço de Spindletop, no Texas, Estados Unidos, jorrou às 10h30 da manhã de 10 de janeiro de 1901, dando início a uma produção de 100 mil barris de petróleo por dia e marcando o início da Idade do Petróleo. Assim, consolidou a formação daquela que viria a ser uma das chamadas "Sete Irmãs" do petróleo mundial: a Gulf Oil Corporation. A Gulf foi a primeira empresa a realizar a perfuração de um poço sobre lâmina d'água, em 1910. O sucesso de Spindletop imediatamente desencadeou um crescimento acelerado e resultados financeiros fantásticos que propiciaram à Gulf um ciclo virtuoso de investimentos, riscos e progressos. Nos vinte anos que se seguiram a Spindletop, o crescimento da Gulf, propulsionado pelo financiamento do grupo Mellon, foi vertiginoso. A empresa expandiu suas atividades em todas as áreas dos Estados Unidos, além de ter entrado no México e na Venezuela. No Texas, tornou-se a maior produtora de óleos lubrificantes e construiu uma rede de oleodutos conectando as áreas de produção às suas refinarias em Port Arthur e Fort Worth, Texas (1911), Bayonne, Nova Jersey (1925), Filadélfia, Pensilvânia (1926), e Sweetwater, Texas (1928). Em companhia das demais "irmãs" (Shell, Esso, Texaco, Chevron, British Petroleum e Mobil), a marca Gulf consolidou-se junto a consumidores do mundo inteiro, atuando na exploração, produção, transporte marítimo e terrestre, refino de petróleo, petroquímica, gás natural, produção e comercialização de combustíveis, lubrificantes e produtos automotivos e industriais derivados. A Gulf foi a primeira marca de combustíveis a se preocupar prioritariamente com o conforto e atendimento direto ao consumidor final. Em 1913, inaugurou o primeiro posto de gasolina da história, em Pittsburgh, Pensilvânia. Até então, o que havia era o suprimento em tonéis para entrega a domicílio ou a compra em armazéns; ou ainda algumas bombas primitivas situadas junto à parede de estabelecimentos comerciais em plena rua. Desde 1917, a Gulf já produzia e distribuía aos seus clientes mapas rodoviários locais e brindes promocionais da marca. Foi a criadora do primeiro processo de craqueamento catalítico comercialmente viável, em 1918, o que inaugurou uma nova era no refino de petróleo mundial. Em 1923, uma refinaria Gulf, em Port Arthur (Texas), inovou os processos de processamento e produção combinada de etileno e isoctil-alcool, um marco do desenvolvimento da indústria petroquímica. Dois anos mais tarde, a Gulf lança o "Gulf Pride", que se tornaria referência no mercado mundial de lubrificantes. Posteriormente, a companhia inovou na utilização de técnicas de levantamentos aero-sísmicos no Mar do Norte, que vieram a contribuir na localização de submarinos durante a Segunda Grande Guerra, e inaugurou as operações mundiais de exploração comercial de urânio. Impulsionada pelos sucessos exploratórios nos Estados Unidos, e com a abertura das frentes de investimento no Oriente Médio nos anos 20, a Gulf empreendeu as campanhas exploratórias pioneiras do Bahrain, Hasa, Kuwait e Kuwait-Nejd (Zona Neutra). Com o advento do "Acordo da Linha Vermelha" em julho de 1928, a Gulf Oil Corporation foi obrigada a abrir mão de suas concessões na Arábia Saudita em favor da Standard Oil Company of California (SOCAL), em troca de manter com os portfólios do Kuwait e de Bahain, que permaneceram como sua principal área exploratória até o final dos anos 70. Após ter superado a crise norte-americana de 1929, em meio a investimentos pesados na construção de três novas refinarias, a construção de um oleoduto ligando Oklahoma à Ohio, a compra de 450 postos de serviço e ter colocado seus petroleiros Gulfstream à disposição dos aliados durante as duas Grandes Guerras Mundiais, a Gulf ingressou na década de 50 com 32 mil acionistas e 42 mil empregados. Além da produção de petróleo e gás nos Estados Unidos, Venezuela, Kuwait e Canadá, operou 16 mil quilômetros de dutos e uma grande frota de super-petroleiros, obteve o controle de dez refinarias, 36 mil postos de serviço nos Estados Unidos e, aproximadamente, o mesmo número no exterior. Em 1951, a Gulf possuía a maior unidade de craqueamento catalítico do mundo (em Port Arthur, Texas). Ao mesmo tempo em que desmontou três refinarias obsoletas nos Estados Unidos, a empresa expandiu as refinarias de Port Arthur e Filadélfia, modernizou Toledo e Cincinnati (Ohio), e adquiriu novas refinarias em Purvis (Mississippi), Santa Fe Springs (Califórnia) e Venice (Louisiana). Além disso, ingressou em refino de petróleo na Europa com a construção das refinarias de Milford Haven (País de Gales), Huelva (Espanha - 1968) e Milão, (Itália - 1969). A Gulf foi uma das primeiras empresas a explorar petróleo nas águas do Golfo do México americano. No final da década de 60, a produção total da empresa (contabilizando Estados Unidos, Venezuela, Kuwait, Canadá, Nigéria, Cabinda, Equador, Colômbia e Bolívia) era de 1,45 milhões de barris por dia, com equivalente capacidade de refino de petróleo ao redor do mundo. Nesta época, a empresa atinge o número de 169 mil acionistas e 58 mil empregados em mais de 50 países, com suas 30 refinarias, figurando na liderança da produção mundial de combustíveis, produtos petroquímicos, plásticos e químico-agrícolas. Nos anos 60 e 70, a Gulf foi pioneira nas descobertas de petróleo e gás natural na Nigéria, Angola (Cabinda), Colômbia, Equador e Bolívia. Em 1968, o então maior super-petroleiro do mundo, Universe Ireland, de 312000 dwt, foi inaugurado para servir a Gulf. Em 1963, em Houston, Texas, a Gulf mais uma vez inovou ao inaugurar a "Gulf Minute", primeira loja de conveniência da história. Nos anos 70, a joint venture Gulf-Goodrich Chemicals foi pioneira na produção de borrachas sintéticas a partir de derivados de petróleo. Foi também a única empresa de petróleo a possuir postos revendedores em todos os estados americanos e canadenses desde 1966. Em março de 1984, em meio à crise decorrente da nacionalização das reservas de petróleo no Oriente Médio, os acionistas votaram pela venda dos ativos norte-americanos (e refinarias) da Gulf Oil por 13,2 bilhões de dólares pela Chevron (hoje, ChevronTexaco). A presença nos mercados da Europa, Oriente Médio e Ásia restaram sob a égide da Gulf Oil Internacional, ainda hoje controlada por acionistas privados de origem variada (Inglaterra, Índia, Península Arábica e Golfo Pérsico, Suíça e França). A Gulf voltou-se, desde então, a focar as atividades de comercialização de produtos e serviços automotivos de alta qualidade, formulação e produção de lubrificantes e aditivos de primeira linha e investimentos em refino, distribuição e revenda em mercados específicos. Atualmente, a Gulf opera em mais de 100 países, tanto no mercado de combustíveis quanto de lubrificantes. Formula e produz mais de 400 lubrificantes e combustíveis de alta performance, além de outros produtos automotivos e industriais, com fábricas localizadas nos cinco continentes.