H. H. Holmes

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H. H. Holmes
Nome Herman Webster Mudgett
Nascimento 16 de maio de 1861
Gilmanton, New Hampshire, Estados Unidos
Morte 07 de maio de 1896 (34 anos)
Filadélfia, Pennsylvania, Estados Unidos
Nacionalidade Estados Unidos Norte-americana
Crime(s) Assassinatos
Pena Execução por enforcamento.
Situação Morto

Herman Webster Mudgett (16 de maio de 18617 de maio de 1896), mais conhecido como Dr. Henry Howard Holmes foi um serial killer norte-americano.[1] Nascido em Gilmanton, New Hampshire, Filho de Levi Horton Mudgett e Theodate Page Price, ambos os quais eram descendentes dos primeiros colonos europeus na área. De acordo com o Most Evil 2007 sobre Holmes, seu pai era um alcoólatra violento e sua mãe era metodista. Ele alegou que, quando criança, os colegas o forçaram a ver e tocar um esqueleto humano depois de descobrirem seu medo do médico local. Os bullies inicialmente o levaram lá para assustá-lo, mas Erik Larson especula que ao invés disso ele ficou totalmente fascinado, e logo se tornou obcecado com a morte. Holmes abriu um hotel em Chicago para a Feira Mundial de 1893.

Ele foi finalmente pego em 1895 pelo detetive Frank Geyer, da famosa agência Pinkerton, encarregado de investigar o desaparecimento de três crianças, filhos do então parceiro de Holmes, Benjamin Pitezel. Geyer solucionou o caso, o que levou ao julgamento e execução de Holmes. O detetive escreveu um livro contando a sua história, O Caso Pitezel-Holmes.[2]

Apesar de ter confessado a morte de 27 pessoas, das quais quatro foram confirmadas, a sua real contagem de cadáveres passa de cem. [3] O caso foi notório em sua época, e recebeu publicidade através de uma série de artigos do jornal William Randolph Hearst. Interessado nos crimes de Holmes, foi revivido em 2003 por Erik Larson em The Devil in the White City, um best-seller de não-ficção, que conta a história da Feira Anual e de Holmes.

Em 2004, o cineasta John Borowski realizou o primeiro documentário a filmar a vida inteira do médico torturador, intitulado H. H. Holmes: America's First Serial Killer (H. H. Holmes: O Primeiro Assassino em Série da América) e um livro intitulado The Strange Case of Dr. H.H. Holmes (O Estranho Caso do Dr. H.H. Holmes), que contém a própria versão de Holmes, assim como outros materiais que datam da época do caso.

Morbidamente, mantinha no porão de seu hotel um calabouço da morte', em que atraía as suas vítimas, anestesiando-as logo em seguida. Depois de abusar sexualmente de suas vítimas mulheres, matava-as, retirando a carne dos ossos e vendendo-os às faculdades de medicina.

A ele, a série Sobrenatural (Supernatural) dedicou o episódio 6 da segunda temporada, onde mulheres loiras eram mortas em um prédio. Holmes chegou a Chicago alguns anos antes de se tornar um serial killer. Ele trabalhava, então, em uma farmácia cujo dono era um homem chamado E. S. Holton, que estava morrendo de câncer. Depois que Holton faleceu, Holmes comprou a farmácia da então viúva do dono.

Acontece que, além de assassino, Holmes era também um mau pagador de suas dívidas e, quando a viúva percebeu que não receberia o dinheiro da venda, procurou um advogado para ajudá-la a recuperar o estabelecimento. Misteriosamente, a viúva de Holton acabou morrendo.

Com a viúva fora de seu caminho, Holmes conseguiu comprar outro terreno em frente à farmácia, no qual começou a construir um edifício grande que viria a ser um hotel, teoricamente. A construção do hotel já era estranha por si só, uma vez que Holmes contratou e demitiu várias construtoras enquanto o edifício era edificado. Isso permitiu que somente Holmes tivesse noção de como era curiosa a estrutura como um todo. Quando o hotel finalmente ficou pronto, ele fez do andar térreo a farmácia, que, a essa altura, já era sua. Em seguida, nomeou o lugar como “Hotel da Feira Nacional”.

Quando a feira começou, naquele ano de 1893, Holmes deu início à série de crimes que o fez o primeiro serial killer dos EUA. Ele sequestrava os visitantes do evento, levava para seu castelo/hotel e os torturava, com métodos cruéis que envolviam intoxicação por gás e aprisionamento em salas secretas, completamente à prova de som. Muitas das vítimas morriam por exaustão.

Holmes tinha empregadas, todas mulheres, jovens e completamente subordinadas a ele. O assassino as obrigava a fazer seguros de vida, sempre colocando o nome de Holmes como beneficiário e, então, adivinha o que acontecia com elas?

Final[editar | editar código-fonte]

Alguns estudos posteriores sobre os métodos de assassinato usados por Holmes apontam que ele usava o porão do hotel para dissecar o corpo das vítimas e que ele chegou a vender muitos esqueletos para universidades de Medicina.

A Feira de Chicago durou quatro meses e, durante esse tempo, mais de 200 pessoas morreram. Quando a feira acabou, Holmes saiu da cidade e continuou aplicando golpes de seguro, chegando a casar-se com várias mulheres diferentes – e as matando depois, é claro.

Felizmente, o assassino foi capturado em Boston e os policiais chegaram, então, até o castelo dos horrores, que ainda continha vestígios de crueldade, com carcaças em decomposição e um cenário realmente assustador. Holmes foi executado em 1896 e o castelo foi demolido. Hoje o local é uma agência de correios.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Encyclopedia Britannica (em inglês). Visitado em 24 de novembro de 2014.
  2. ISBN B000RB43NM
  3. Chilling tour inside serial killer H.H. Holmes 'Murder Castle' - FOX 32 News Investigative Reporter (em inglês). Visitado em 24 de novembro de 2014.