Harold Bloom

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Harold Bloom
Nascimento 11 de julho de 1930 (88 anos)
Nova Iorque,  Estados Unidos
Prémios Prémio Internacional Catalunha (2002)
Género literário Romance, conto
Magnum opus O Cânone ocidental

Harold Bloom (Nova Iorque, 11 de julho de 1930) é um professor e crítico literário estadunidense. Ocupa o cargo de "Sterling Professor" de Humanidades na Universidade de Yale.[1] Desde a publicação de seu primeiro livro em 1959, Bloom escreveu mais de quarenta livros,[2] incluindo vinte livros de crítica literária, vários livros discutindo religião e um romance. Ele editou centenas de antologias sobre numerosas figuras literárias e filosóficas para a editora Chelsea House.[3][4]



O professor ficou conhecido como um humanista porque sempre defendeu os poetas românticos do século XIX, mesmo num tempo em que suas reputações eram muito baixas. É também um crítico de livros de aventura muito imparcial, e muitos acreditam que não tem a mente para ser critico literário cultural, justificando-se, com razão, que tem a "mente fechada para coisas mais fantasiosas, fantasticas e criativas".

Bloom é autor de diversas teorias controversas sobre a influência da literatura além de um defensor ferrenho da literatura formalista (a arte pela arte), em oposição a visões marxistas, historicistas, pós-modernas, entre outras. Em Contos e poemas para crianças extremamente inteligentes de todas as idades, coletânea de contos organizada por Bloom e editada em português, Bloom afirma que foi um menino bastante solitário apesar de rodeado por familiares carinhosos, e continua solitário depois de uma vida inteira dedicada ao ensino, à leitura e à escrita. "Mas teria estado bem mais isolado se poemas e histórias não tivessem me alimentado, e se não continuassem a me incentivar", completa.Foi escritor no meio da carreira, mas desistiu, pois suas obras foram miserávelmente recebidas pelo público.

Bloom é um dos grandes impulsionadores contemporâneos do conceito de Cânone Ocidental.

Shakespeariano, um dos grandes defensores da chamada "bardolatria", escreveu Shakespeare - A Invenção do Humano e Hamlet - Poema Ilimitado, dois grandes ensaios sobre o bardo.

Terry Eagleton, teórico da literatura, afirma que "a teoria literária de Bloom representa uma volta apaixonada e desafiadora à ‘tradição’ romântico protestante". Para ele "a crítica de Bloom revela com clareza o dilema do liberal moderno, ou humanista romântico, o fato que não é possível uma reversão a uma fé humana otimista, serena, depois de Marx, Freud e do pós-estruturalismo, mas que por outro lado qualquer humanismo, como o de Bloom, tenha sofrido as pressões agônicas dessas doutrinas".

Atualmente leciona humanidades na Yale University e inglês na New York University.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • A angústia da influência: uma teoria da poesia - no original The Anxiety of Influence: A Theory of Poetry.
  • O cânone ocidental - no original The Western Canon: The Books and School of the Ages.
  • Cabala e crítica - no original Kabbalah and Criticism.
  • Como ler e porquê - no original How to Read and Why.
  • Onde está a sabedoria? - no original

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Faculty - English». english.yale.edu. Consultado em 27 de março de 2018 
  2. Miller, Mary Alice. «How Harold Bloom Selected His Top 12 American Authors». vanityfair.com. Consultado em 27 de março de 2018 
  3. Romano, Carlin (24 de abril de 2011). «Harold Bloom by the Numbers – The Chronicle Review – The Chronicle of Higher Education». Chronicle.com. Consultado em 25 de junho de 2013 
  4. «Colossus Among Critics: Harold Bloom». The New York Times 
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