Ipixuna

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Ipixuna
  Município do Brasil  
Ipixuna3.jpg
Símbolos
Bandeira de Ipixuna
Bandeira
Brasão de armas de Ipixuna
Brasão de armas
Hino
Lema Ordem e Progresso

Para a glória e grandeza do Brasil.

Apelido(s) "Princesinha do Juruá, Vila Ipixuna, Ilha, Terrinha."
Gentílico ipixunense
Localização
Localização de Ipixuna no Amazonas
Localização de Ipixuna no Amazonas
Mapa de Ipixuna
Coordenadas 7° 03' 03" S 71° 41' 42" O
País Brasil
Unidade federativa Amazonas
Municípios limítrofes Guajará (O); Atalaia do Norte (NO); Benjamin Constant (N); Eirunepé (L) e o estado do Acre (S).
Distância até a capital 1 380 km
História
Fundação 18 de fevereiro de 1956 (65 anos)
Administração
Prefeito(a) Maria do Socorro de Paula Oliveira (PSDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 13 565,920 km²
População total (estimativa populacional - IBGE/2021[2]) 31 172 hab.
 • Posição AM: 29º
Densidade 2,3 hab./km²
Clima tropical, chuvoso e úmido.
Fuso horário Hora do Acre (UTC-5)
CEP 69890-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,481 muito baixo
 • Posição AM: 59º
PIB (IBGE/2013[4]) R$ 106 837 mil
PIB per capita (IBGE/2013[4]) R$ 4 212,48
Sítio ipixuna.am.gov.br (Prefeitura)

Ipixuna é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à mesorregião do Sudoeste Amazonense e microrregião de Juruá, seu nome provém do rio Ipixuna, um dos principais afluentes do rio Juruá, com a extensão de cerca de 300 quilômetros.

Em 2000, a cidade foi classificada com o quinto pior índice de desenvolvimento humano do Brasil, o que vem motivando várias ações governamentais no intuito de desenvolver a cidade. Em 2016 o município ficou em último lugar no Índice de Desenvolvimento Municipal divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 31 172 habitantes em 2021.[2]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Ipixuna", em língua tupi, significa "água escura",[5] denominação esta dada pelos índios catuquinas, culinas e canamaus ao rio Ipixuna.

História[editar | editar código-fonte]

Em meados do século XIX deu-se a fixação de estrangeiros no território atual do município. Em 1857, João da Cunha subiu o grande rio, até a foz do Juruá-Mirim. Em 1877 têm-se notícias de geral fixação de cearenses no rio Juruá. Em 1833 ocorreu o povoamento de Riozinho (localizado no centro do atual do município) por Artur Marques de Menezes.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

O município possuía, em 2009, 6 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 5 leitos para internação.[6] Em 2014, 98,5% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia.[7] Em 2015, foram registrados 441 nascidos vivos, ao mesmo tempo que o índice de mortalidade infantil foi de 15 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos.[7] No mesmo ano, 29,3% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes.[8] Cerca de 98,5% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,4% delas estavam desnutridas.[9]

O município possuía, em 2009, apenas um estabelecimento de saúde especializado em neurocirurgia, obstetrícia, pediatria, psiquiatria e traumato-ortopedia. Dos 6 estabelecimentos de saúde, 5 deles eram sem internação e 1 deles com internação.[6] Até 2015, não havia registros de casos de HIV/AIDS. O número de casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos foi de 16, em 2012, sendo a principal delas a leishmaniose.[10]

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  2. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (27 de agosto de 2021). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2021» (PDF). Consultado em 19 de setembro de 2021 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.71
  6. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  7. a b Portal ODM (2012). «4 - reduzir a mortalidade infantil». Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  8. Portal ODM (2015). «5 - melhorar a saúde das gestantes». Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  9. Portal ODM (2015). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  10. Portal ODM (2012). «6 - combater a Aids, a malária e outras doenças». Consultado em 13 de dezembro de 2018