Ivy Mike
| Ivy Mike | |
|---|---|
Ivy Mike explode em Enewetak, em 1 de novembro de 1952 | |
| Tipo | Arma nuclear |
| Local de origem | |
| História operacional | |
| Utilizadores | |
| Histórico de produção | |
| Criador | Laboratório Nacional de Los Alamos |
| Data de criação | desconhecido |
| Quantidade produzida | 1 |
| Especificações | |
| Peso | 82 toneladas |
| Comprimento | desconhecido |
| Diâmetro | desconhecido |
| Carga explosiva | urânio, trítio, lítio e deuterio. |
| Peso da carga explosiva | desconhecido |
| Poder explosivo | 10,4 megatons |
Ivy Mike foi o primeiro teste bem sucedido de um artefato de fusão nuclear realizado pelos Estados Unidos, no qual a maior parte do explosivo usado foi produzido por esta própria fusão.[1][2]
Ele foi detonado às 07h15 de 1 de novembro de 1952, no atol de Enewetak, no Oceano Pacífico, como parte da Operação Ivy, oitava série de testes nucleares norte-americanos, destinados a melhorar a capacidade das armas nucleares dos Estados Unidos como resposta ao programa nuclear soviético, na época da Guerra Fria. O dispositivo foi o primeiro teste completo de uma bomba de fusão em estágios, desenhada pelos cientistas Edward Teller e Stanisław Ulam, e é geralmente considerado como o primeiro teste de uma bomba de hidrogênio.[1][2]


Cerca de 9 350 militares e 2 300 civis estiveram envolvidos na operação. O artefato era um cilindro de 82 toneladas colocado dentro de uma construção de alumínio, erguida na pequena ilha de Elugelab, uma das ilhas do atol, e produziu uma explosão de 10,4 megatons, (equivalente a 10,4 milhões de toneladas de TNT). A bola de fogo se espalhou por 5 km de comprimento em sua base e a nuvem de cogumelo subiu a uma altitude de quase 20 km em menos de 90 segundos, se estabilizando depois a 40 km de altura com uma largura no topo da nuvem de cerca de 160 km.[3]
A explosão criou uma cratera de 2 km de diâmetro e 55 metros de profundidade no local onde antes da explosão era a ilha de Elugelab; o barulho e as ondas formadas no mar pela explosão (algumas delas com mais de sete metros de altura) arrancaram toda a vegetação das ilhas, como foi observado pela tripulação de um helicóptero militar que sobrevoou o local à distância, uma hora após o desaparecimento do cogumelo de fogo; pedaços de rocha e coral das ilhas caíram sobre navios ancorados a 50 km de distância e a área imediatamente em volta do atol ficou pesadamente contaminada por radiação durante algum tempo.[3]
Edward Teller, inventor e um dos maiores defensores do desenvolvimento de uma bomba de hidrogênio, estava em Berkeley, Califórnia, no momento do teste e soube em primeira mão que ele tinha sido bem sucedido, acompanhando a oscilação de um sismógrafo que captou as ondas de choque viajando por toda a terra desde o local do teste no Pacífico Sul.[4]
Referências
- ↑ a b «Operation Greenhouse – 1951». Atomic Shadows. Consultado em 9 de janeiro de 2020
- ↑ a b United States Nuclear Tests: July 1945 through September 1992 (PDF) (DOE/NV-209 REV15), Las Vegas, NV: Department of Energy, Nevada Operations Office, 1 de dezembro de 2000, consultado em 18 de dezembro de 2013, cópia arquivada (PDF) em 15 de junho de 2010
- ↑ a b Wellerstein, Alex (8 de janeiro de 2016). «A Hydrogen Bomb by Any Other Name». The New Yorker. Consultado em 19 de janeiro de 2020
- ↑ Bernstein, Barton J. (1987). «Crossing the Rubicon: A Missed Opportunity to Stop the H-Bomb?». International Security. 14 (2): 132–160. JSTOR 2538857. doi:10.2307/2538857
