Jacundá (Pará)

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Município de Jacundá
"Arraia"
Trecho da Rodovia estadual Paulo Fontelles (PA-150) no município de Jacundá.

Trecho da Rodovia estadual Paulo Fontelles (PA-150) no município de Jacundá.
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 29 de dezembro
Fundação 1915 (101 anos)
Emancipação 29 de dezembro de 1961 (54 anos)
Gentílico jacundaense
Lema Paz, Amor, Trabalho e Liberdade[1]
Prefeito(a) Izaldino Altoé[2] (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jacundá
Localização de Jacundá no Pará
Jacundá está localizado em: Brasil
Jacundá
Localização de Jacundá no Brasil
04° 27' 03" S 49° 06' 57" O04° 27' 03" S 49° 06' 57" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Sudeste Paraense IBGE/2008 [3]
Microrregião Tucuruí IBGE/2008 [3]
Municípios limítrofes Nova Ipixuna e Itupiranga (ao sul); Goianésia do Pará (ao norte); Rondon do Pará (ao leste), e; Novo Repartimento (a oeste)
Distância até a capital 400 km
Características geográficas
Área 2 008,315 km² [4]
População 55 204 hab. IBGE/2014[5]
Densidade 27,49 hab./km²
Altitude 108 m
Clima Tropical semiúmido (As)
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,622 médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 287 314,099 mil IBGE/2012[7]
PIB per capita R$ 5 421,74 IBGE/2012[7]
Página oficial

Jacundá é um município brasileiro do estado do Pará. Com uma população estimada em 55 204 habitantes em 2014, suas principais fontes de renda são a extração madeireira, a pecuária e a agricultura. Possui uma área de 2 014,859 km² e esta a uma altitude de 108 metros em relação ao nível do mar.

"Arraia" era o nome do local onde hoje encontra-se o município e devido a construção da hidrelétrica de Tucuruí, o município que se localizava onde hoje estão as águas represadas do rio Tocantins, mudou-se para tal localidade às margens da Rodovia Paulo Fontelles

História[editar | editar código-fonte]

O município de Jacundá pertence a zona fisiográfica do Itacaiunas e foi emancipado no início da década de 1960. As suas terras pertenceram, primeiramente, ao município de Marabá e depois ao de Itupiranga. O Vilarejo de "Arraia" surgiu em 1915[8], por iniciativa do coronel Francisco Acácio de Figueiredo, integrante do grupo que imigrou com Carlos Leitão do Goiás para o Pará em 1894[9].

Por força do decreto-lei estadual nº 3131 de 1938, Jacundá foi extinto e integrado ao distrito-sede de Marabá. Entretanto, em 1943, teve parte do seu território transferido para o distrito de Itupiranga. Essa situação permaneceu até 29 de dezembro de 1961, quando o município de Jacundá foi desmembrado daqueles dois municípios pela lei estadual nº 2460, tornando-se uma unidade autônoma[10].

Moradores da antiga Jacundá, então localizada às margens do Rio Tocantins, tinham seus projetos individuais de vida baseados, principalmente na pesca, criação de gado e agricultura de subsistência, predominando as culturas de arroz, feijão e mandioca.

Na década de 70 surgia a Rodovia PA-150 e a barragem de Tucuruí começava a ser projetada. A abertura da rodovia abriu também novas expectativas de vida para os moradores, ao mesmo tempo que atraiu uma legião de imigrantes.

Jacundá tem duas fases históricas importantes: a primeira começa no dia 29 de Dezembro de 1961 - data da emancipação - e se estende até 1980. A segunda começa do ano de 1980 e estende-se até os dias atuais. Esta segunda data refere-se à transferência da sede do município (ainda conhecida como Vila Arraia"), que antes era localizada às margens do Rio Tocantins, para as margens da Rodovia Paulo Fontelles (PA-150), em virtude da necessidade de remanejamento da população ribeirinha do rio Tocantins para a formação do grande lago da Hidrelétrica de Tucuruí.[1] Arraia, na condição de sede municipal, passou a denominar-se Jacundá ainda em 1962, formando o único distrito do município.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Centro da cidade de Jacundá

O município de Jacundá possui como principal manifestação religiosa a festa em homenagem ao seu padroeiro, São João Batista, comemorado no dia 24 de junho. Outros eventos de caráter popular e religioso ocorrem na cidade, entre eles, festejo de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, realizado em 20 de outubro.

Também é realizado no município de Jacundá uma das maiores trilhas motorizadas da Região Norte do Brasil[carece de fontes?], a "Trilha TÔ NA PEGA", evento em que centenas de motocicletas, jipes e quadriciclos percorrem as estradas da zona rural, entre trechos de mata e de lamaçais.

A Feira da Indústria Comércio e Agropecuária de Jacundá, conhecida como FEICAJ, é uma forte atração cultural, para a qual, durante uma semana, a população volta suas atenções, tendo como atrações espetáculos musicais noturnos, exposição de gado bovino (matrizes e reprodutores selecionados das fazendas da região), além de barracas de artesanato e de itens do comércio local. Também, durante a feira, realizam-se rodeios com grande presença de público.

O Carnaval de Rua de Jacundá vem se tornando uma forte atração cultural arrastando foliões das várias cidades vizinhas[carece de fontes?]. As festas de junho também se destacam por reunir várias quadrilhas juninas locais[carece de fontes?].

Referências

  1. a b DOS SANTOS, Adeliane Pereira; SANTOS, Keane Moraes; SOUZA, Maria do Socorro Silva. Sobre Jacundá. Jacundá: Secretaria Municipal de Cultura Desporto e Lazer, 2010
  2. «Eleições 2012: confira quais foram os prefeitos eleitos na região do Carajás». Jornal do Zedudu. 
  3. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  4. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  5. «Estimativa populacional 2014 IBGE». Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014. 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 21 de setembro de 2013. 
  7. a b «PIBMunicipal2008-2012». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 15 dez. 2014. 
  8. DA SILVEIRA, Claudionor Gomes. Uma cidade submersa: memória e história de Jacundá, 1915-1983. Editora Paka-Tatu, 2001
  9. DA SILVA, Jualison Viana. Aspectos de uma Cidade Remanescente: Jacundá. Blog Atos Fatos e Boatos ao Leite da Castanha, 2012
  10. Histórico de Jacundá - IBGE Cidades
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