Jeroen Dijsselbloem

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Jeroen Dijsselbloem
Jeroen Dijsselbloem
Presidente do Eurogrupo

União Europeia

Período 21 de Janeiro de 2013 -
Antecessor(a) Jean-Claude Juncker
Dados pessoais
Nascimento 29 de março de 1966 (51 anos)
Eindhoven,  Países Baixos
Partido PvdA

Jeroen René Victor Anton Dijsselbloem (pronúncia aproximada /dêissel-blum/; Eindhoven, 29 de março de 1966) é um político neerlandês do Partido do Trabalho. Atualmente é Ministro das Finanças dos Países Baixos e presidente do Eurogrupo.[1]

Como membro do Partido do Trabalho (Países Baixos)|(Partij van de Arbeid), centro-esquerda, é Ministro das Finanças dos Países Baixos desde 5 de novembro de 2012 no governo presidido por Mark Rutte.[2] Foi deputado do Parlamento dos Países Baixos entre 2000 e 2012 (com uma interrupção em 2002), concentrando-se em questões de cuidados de juventude, educação especial e professores.[3]

Jeroen Dijsselbloem estudou economia agrícola, com foco em economia empresarial na Universidade de Wageningen (1985-1991). Terá realizado investigação na área da Economia Empresarial, no University College Cork, na República da Irlanda (1991), com o objectivo de obter um Mestrado, sem no entanto o concluir.[4] Apesar de não ter concluído os estudos deste curso de Mestrado, entre Novembro de 2013 e Abril de 2014, o grau de Mestre constou da sua biografia oficial, até o mesmo ser desmentido por parte do University College Cork e da National University of Ireland.[4]

De 1993 a 1996, ele trabalhou para o grupo parlamentar do Partido Trabalhista neerlandês e de 1996 a 2000, trabalhou no Ministério da Agricultura, Natureza e Pescas. De 1994 a 1997, foi membro do conselho municipal de Wageningen.[3]

Jeroen Dijsselbloem é desde janeiro de 2013 o presidente do Eurogrupo.[5]

Polémicas[editar | editar código-fonte]

Comentários sobre os países do sul da Europa[editar | editar código-fonte]

Em Março de 2017, poucos dias depois do seu partido ter sido copiosamente derrotado nas Eleições Gerais Holandesas, Dijsselbloem declarou ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung  "não se pode gastar o dinheiro todo em copos e mulheres e depois pedir ajuda", referindo-se aos países do sul da Europa afectados pela crise da dívida pública da Zona Euro.[6] A 21 de Março, numa audição no Parlamento Europeu, recusou-se a pedir desculpa pelas declarações.

Estas palavras deram origem a reacções de indignação por parte de vários responsáveis políticos de alto nível de vários países europeus e de diferentes famílias políticas. Gianni Pittella, líder do grupo socialista no Parlamento Europeu (ao qual o partido de Dijsselbloem pertence) disse que "não há desculpas nem razões para usar linguagem desta, especialmente para alguém que supostamente é um progessista".[7] Também o líder da bancada do Partido Popular Europeu, Manfred Weber, criticou o holandês, referindo no twitter que "a Eurozona é responsabilidade, solidariedade mas também respeito; não há espaço para estereótipos".[8] O Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, disse que "numa Europa a sério, o senhor Dijsselbloem já estava demitido neste momento; não é possível que quem tem uma visão xenófoba, racista e sexista possa exercer funções de presidência de um organismo como o Eurogrupo".[9] O antigo Primeiro-Ministro de Itália, Matteo Renzi, também defendeu a demissão de Dijsselbloem, dizendo que "se quer ofender Itália, devia fazê-lo num bar, e não no seu papel institucional".[10]

O caso do acordo fiscal[editar | editar código-fonte]

Desrespeitando uma ordem do tribunal, Dijsselbloem recusou revelar o nome da pessoa com quem o seu antecessor nas Finanças tinha feito um duvidoso acordo fiscal: um informador anónimo ajudou a detetar evasores fiscais em troca de uma parte nos lucros. Por dar protecção a este informador e aos que fizeram o acordo com ele, Dijsselbloem viu no mês de Novembro de 2014 serem-lhe feitas acusações penais – o que é considerado sem precedentes para um ministro holandês.[11]

Referências

  1. Presidente do Eurogrupo: "Os governos podem ir e vir, mas os programas continuam a ser necessários", Público Online, 28 de maio 2013
  2. «Jeroen Dijsselbloem». Government.nl. Consultado em 12 de janeiro de 2013 
  3. a b «CV | Jeroen Dijsselbloem». Rijksoverheid.nl. Consultado em 12 de janeiro de 2013 
  4. a b Daniel McConnell (14 de abril de 2013). «Dutch Finance Minister amends Cork University degree error». Independent.ie. Consultado em 18 de junho de 2015 
  5. «Presidente do Eurogrupo admite segundo resgate a Portugal». RTP 
  6. Group, Global Media (21 de março de 2017). «Dijsselbloem: "Não se pode gastar em mulheres e álcool e, depois, pedir ajuda"». TSF Rádio Notícias 
  7. «Dijsselbloem recusa retratar-se». Jornal visao 
  8. elEconomista.es. «La polémica de Dijsselbloem se traslada a las altas esferas: Portugal y Renzi exigen su dimisión - elEconomista.es» 
  9. «Numa Europa a sério, Dijsselbloem já estava demitido» 
  10. «Renzi calls on Eurogroup chief to quit over 'drinks and women' comment». www.ft.com (em inglês). Consultado em 22 de março de 2017 
  11. Brandon, Pepijn (1 de Março de 2015). «O problema com Dijsselbloem». Esquerda.net 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Jean-Claude Juncker
Presidente do Eurogrupo União Europeia
Janeiro de 2013 -
Sucedido por
-
Precedido por
Jan Kees de Jager
Ministro das Finanças dos  Países Baixos
Novembro de 2012 -
Sucedido por
-