José António Saraiva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
José António Saraiva
Nome completo José António Paula Saraiva
Nascimento 31 de janeiro de 1948 (72 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal portuguesa
Cônjuge Isabel Maria das Neves Cabrita
Ocupação arquiteto, jornalista
Principais trabalhos Eu e os políticos - O que não pude (ou não quis) escrever até hoje (2016)
Prémios Prémio Luca de Tena 2004

José António Paula Saraiva[1] (Lisboa, 31 de janeiro de 1948) é um arquiteto e jornalista português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

É filho de António José Saraiva (31 de Dezembro de 1917 - 17 de Março de 1993) e de sua mulher Maria Isabel da Silva Granate Lopes de Paula (4 de setembro de 1920 - 4 de dezembro de 2014)[2] e sobrinho de José Hermano Saraiva.

Arquiteto de formação, licenciou-se em 1973, pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.

Antes da conclusão do curso, já se tinha iniciado como jornalista, tendo ao longo da sua carreira integrado as redações dos jornais Comércio do Funchal, Diário de Lisboa, República, Opção, A Bola, A Luta, Portugal Hoje, Vida Mundial, Espaço T Magazine, Baluarte e Diário de Notícias.

Em 1985, foi designado diretor do semanário Expresso, funções que ocupou até 2006.

É ainda professor convidado no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa,[3] depois de ter assegurado a disciplina de Escrita para Televisão, no Centro de Formação da RTP, entre 1977 e 1980.

Em 2004, foi galardoado com o Prémio Luca de Tena de Jornalismo, atribuído pelo jornal espanhol ABC.[4]

Casou em 1973 com Isabel Maria das Neves Cabrita[1], de quem tem dois filhos, Francisco Cabrita Saraiva e José Cabrita Saraiva.

Polémica[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2016, publicou o livro Eu e os políticos - O que não pude (ou não quis) escrever até hoje, uma edição da Gradiva e do editor Guilherme Valente. Baseia-se em em informações (indiscrições) que várias fontes lhe confidenciaram sobre figuras públicas portuguesas.

Em março de 2017, o Tribunal da Relação de Lisboa ordenou a recolha da obra ainda à venda, nomeadamente as 13 edições com 30 mil exemplares.

Fernanda Câncio pôs o autor e editor da obra em tribunal, alegando devassa da vida privada. O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu, em novembro de 2017, que o caso seguiria para julgamento[5]. Em Julho de 2020, foi condenado pelo Tribunal Judicial de Lisboa pelo crime de devassa da vida privada e terá de pagar uma multa diária de 30 euros durante 180 dias, fazendo um total de 5.400 euros. Foi ainda condenado a pagar uma indemnização à jornalista Fernanda Câncio e ao seu ex-namorado José Sócrates, que trabalhou no jornal Expresso, (15 mil euros a cada um).

O juiz considerou que as referências aos dois queixosos não podiam ser toleradas ao abrigo da liberdade de expressão[6].

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Do Estado Novo à Segunda República (1974)
  • O 28 de Maio e o Fim do Liberalismo (1976), 2 vols. com Júlio Henriques
  • O 25 de Abril visto da História (1976) com Vicente Jorge Silva
  • Bertrand - A História de uma Editora (1980)
  • O Palácio de Belém (1985)
  • O Último Verão na Ria Formosa (2001) (romance)
  • Confissões de um Director de Jornal (2003)
  • Jardim Colonial (2005)
  • As Herdeiras de Adriano Gentil (2006)
  • Confissões (2006)
  • Política à Portuguesa (2007)
  • Documentos Diplomáticos (2009)
  • O Cão que Pensava Demais (2011)
  • Eu e os políticos - O que não pude (ou não quis) escrever até hoje (2016)

Notas