José Janene

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
José Janene
Deputado federal pelo Paraná Paraná
Dados pessoais
Nascimento 12 de setembro de 1955
Santo Inácio
Morte 14 de setembro de 2010 (55 anos)
São Paulo
Partido PP
Religião Muçulmano
linkWP:PPO#Brasil

José Mohamed Janene (Santo Inácio, 12 de setembro de 1955 - São Paulo, 14 de setembro de 2010) foi um empresário, pecuarista e político brasileiro, filiado ao Partido Progressista. Dono de várias fazendas e negócios, principalmente na cidade de Londrina, onde viveu, foi na política que Janene ganhou visibilidade como um dos pivôs do escândalo do mensalão,[1]e posteriormente teve seu nome envolvido no escândalo do Petrolão.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Janene era o líder do PP na Câmara dos Deputados na época do escândalo, sendo apontado como o destinatário de R$ 4,1 milhões repassados pelo esquema operado pelo publicitário Marcos Valério. Dos 19 parlamentares acusados de envolvimento no chamado "valerioduto", Janene foi o último a ser julgado pelo plenário da Câmara. Mesmo com o processo instalado em 17 de outubro de 2005, a Comissão de Ética da Câmara demorou mais de treze meses para votar o parecer que recomendava a cassação de Janene. Desde setembro de 2005, quando entrou em licença médica, Janene conseguiu por várias vezes atrasar o processo, alegando problemas de saúde. Chegou a pedir aposentadoria antes da votação, mas o pedido foi rejeitado pela direção da Câmara.

No dia 6 de dezembro de 2006 o então deputado licenciado foi absolvido em uma sessão esvaziada. Na votação secreta, 210 deputados votaram pela cassação, 128 pela absolvição, cinco em branco e 23 abstenções. Para cassá-lo, seriam necessários pelo menos 257 votos, mas o baixo quórum da sessão ajudou a livrá-lo. Em 31 de dezembro de 2006, o Diário Oficial da União publicou decisão da Câmara Federal, que concedeu à Janene aposentadoria de 12,8 mil reais por invalidez.[3][4][5][6] Em 15 de setembro de 2006, teve uma fazenda, a 3 Jota, que fica no distrito de Guaravera, em Londrina, invadida por integrantes do MST que alegavam que a propriedade havia sido adquirida com dinheiro proveniente de corrupção, devendo ser destinada à reforma agrária.[7] Para muitos o uso do MST foi revanche do então presidente Lula.

Em 2009 novas denúncias sobre lavagem de dinheiro voltaram a atormentar a vida de José Janene, agravando sua cardiopatia. Desde então Janene vinha sendo investigado novamente. Devido ao agravamento de seu estado de saúde causado por um acidente vascular cerebral[8] e da criação da Lei da Ficha Limpa, Janene se viu obrigado a abandonar definitivamente sua carreira como político e passou a operar nos bastidores.

Foi vítima de AVC em fevereiro de 2010, quando então planeja sua volta à política. Ficou três meses aguardando na fila um transplante cardíaco, que não ocorreu, morrendo em 14 de setembro de 2010, no Instituto do Coração, na cidade de São Paulo.[9] Seu corpo foi enterrado no Cemitério Islâmico de Londrina.

Em 2014 Janene volta a mídia, quando o MPF evidencia que fora ele um dos mentores do esquema de propinas nas estatais brasileiras[2], beneficiando políticos do PP, segundo delação do doleiro Alberto Youssef. Desta vez integrantes de sua família são arrolados como réus em um dos inquéritos da operação Lava Jato.

Após a viúva de Janene, Stael Fernanda Janene, relatar que não viu o corpo do ex-marido após sua morte, o presidente da CPI da Petrobrás, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou em 20 de maio de 2015 que pedirá a exumação do corpo do ex-deputado, morto em 2010, vítima de um AVC.[10] Dois dias depois do Deputado Hugo Motta afirmar que pedirá a exumação do corpo, o site "O Antagonista" de Diogo Mainardi e o jornalista Mario Sabino publicou a certidão de óbito de Janene, onde consta como declarante da morte do ex-deputado o doleiro Alberto Youssef, do escândalo do Petrolão. Segundo os familiares de Janene, Youssef era amigo da família.[11]

Referências

  1. IstoÉ online - 22 de junho de 2005 Consultado em 27 de abril de 2008
  2. a b MPF (2014). «Denuncia MPF» (PDF). MPF. Consultado em 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. «CÂMARA CONCEDE APOSENTADORIA A JANENE». G1. Globo.com. 22 de fevereiro de 2007. Consultado em 23 de maio de 2016 
  4. Ivan Santos (23 de fevereiro de 2007). «José Janene ganha aposentadoria de R$ 12,8 mil». Bem Parana. Consultado em 23 de maio de 2016 
  5. «Câmara absolve José Janene, o último mensaleiro». Terra. Consultado em 23 de maio de 2016 
  6. http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=145694&modulo=963
  7. «MST invade fazenda do deputado José Janene no Paraná». Folha de S.Paulo. 15 de setembro de 2006. Consultado em 23 de maio de 2016 
  8. «Jose Janene sofre AVC e é internado em UTI de hospital em Londrina». Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de maio de 2016 
  9. «Morre o ex-deputado José Janene». G1. Globo.com. 14 de setembro de 2014. Consultado em 6 de abril de 2015 
  10. Laís Alegretti (20 de maio de2016). «Presidente da CPI da Petrobras diz que pedirá exumação de Janene». Globo.com. Consultado em 23 de maio de 2016  Verifique data em: |data= (ajuda)
  11. Diogo Mainardi e Mário Sabino (22 de maio de 2015). «O coveiro de José Janene». O Antagonista. Consultado em 22 de maio de 2015 
Ícone de esboço Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.