Legio XXII Primigenia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Ver também a Legio XXII Deiotariana.
Legio XXII Primigenia
Roman Empire 125.png
Mapa do Império Romano em 125, na época do imperador Adriano, mostrando a LEGIO XXII PRIMIGENIA acampanda na fronteira do Reno em Moguntiaco (Mainz, Alemanha), na província da Germânia Superior, de 39 d.C. até o século IV.
País Império Romano
Corporação Legião romana (Mariana)
Missão Infantaria (com alguma cavalaria de apoio)
Criação 39 d.C. até alguma data no século V a.C.
Patrono Calígula
Mascote Capricórnio
Hércules
História
Guerras/batalhas Campanhas na Germânia de Calígula (década de 40 d.C.)
Ano dos quatro imperadores (69)
Revolta dos Batavos (70)
Revolta de Maximino Trácio
Batalha de Naisso (268)
Revolta de Leliano, no Império das Gálias (269)
Vexillationes da Legio XI participaram de muitas outras campanhas.
Logística
Efetivo Variado ao longo dos séculos
Comando
Comandantes
notáveis
Caio Dílio Vócula
Vitélio
Alexandre Severo
Maximino Trácio
Leliano
Sede
Guarnições Moguntiaco, Germânia Superior (39–séc. IV)

Legio seconda vigesima Primigenia ou Legio XXII Primigenia ("Décima-segunda legião Afortunada") foi uma legião do exército imperial romano dedicada à deusa Fortuna Primigenia. Foi criada em 39 d.C. pelo imperador Calígula para ser utilizada em suas campanhas pela Germânia. A vigésima-segunda passou a maior parte de sua existência em Moguntiaco (moderna Mainz, na Alemanha), na época parte da Germânia Superior. Seus símbolos eram o capricórnio e o semideus Hércules[1] .

História[editar | editar código-fonte]

A XXII Primigenia tinha como principal missão guardar a fronteira do Reno, parte do Limes Germanicus. Assim como o resto do exército germânico, apoiou Vitélio no ano dos quatro imperadores (69). Durante a Revolta dos Batavos, sob o comando de Caio Dílio Vócula, foi a única legião germânica a sobreviver aos ataques rebeldes e que permaneceu em seu acampamento, defendendo Moguntiaco. E ali permaneceram pelo menos até o final do século III. Adriano, antes de tornar-se imperador, foi tribuno militar da XXII entre 97 e 98.

Apesar de o acampamento no Reno ser a base principal, vexillationes da XXII participaram da construção da Muralha Antonina, na Caledônia (Escócia), no século II e nas campanhas contra o Império Sassânida (ca. 235).

A legião ainda estava em Moguntiaco na época de um ataque dos alamanos em 235 e foi responsável pelo linchamento do imperador Alexandre Severo quando ele tentou negociar com o inimigo, aclamando Maximino Trácio na sequência como novo imperador.

Em 268, a Primigenia provavelmente estava entre as forças de Galieno na Batalha de Naisso, uma importante vitória sobre os godos. No ano seguinte, a XXII se revoltou contra Póstumo e elegeu seu próprio comandante, Leliano, como imperador do Império das Gálias[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. L.J.F. Keppie, Legions and Veterans: Roman Army Papers 1971-2000, p. 128.
  2. Eutrópio, Breviarium IX.9.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]