Marcação

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Marcação
  Município do Brasil  
Praia de Coqueirinho de Marcação-PB
Praia de Coqueirinho de Marcação-PB
Símbolos
Bandeira de Marcação
Bandeira
Brasão de armas de Marcação
Brasão de armas
Hino
Gentílico marcacense
Localização
Localização de Marcação na Paraíba
Localização de Marcação na Paraíba
Mapa de Marcação
Coordenadas 6° 46' 12" S 35° 0' 54" O
País Brasil
Unidade federativa Paraíba
Região intermediária[1] João Pessoa
Região imediata[1] Mamanguape-Rio Tinto
Região metropolitana Vale do Mamanguape
Municípios limítrofes Baía da Traição e Rio Tinto
Distância até a capital 66 km km
História
Fundação 5 de maio de 1994 (26 anos)
Administração
Prefeito(a) Eliselma Silva de Oliveira (PDT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 122,897 km²
População total (IBGE/2016[3]) 8 475 hab.
Densidade 69 hab./km²
Clima Quente e úmido com chuvas de outono e inverno
Altitude 89 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [4]) 0,526 baixo
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 28 317,824 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 3 784,79
Website marcacao.pb.gov.br (Prefeitura)

Marcação é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na Região Geográfica Imediata de Mamanguape-Rio Tinto. De acordo com o Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2006 sua população era estimada em 6 799 habitantes, 77,5% dos quais indígenas do povo Potiguara.[6] O município possui uma área de 123 km².

Marcação está localizado a 66 km da capital do estado, João Pessoa, na Microrregião do Litoral Norte. Apresenta uma superfície aproximada de 123 km², representando 0,2177 do percentual da área do Estado da Paraíba, 0,0079 da microrregião e apenas 0,0014 de todo território brasileiro.[carece de fontes?]

O município acha-se situado entre as coordenadas geográficas de 06º 46' 12" de latitude sul e 35º 00' 48" de longitude oeste de Greenwich. Limita-se ao norte com os municípios de Baía da Traição e Rio Tinto, ao Sul e oeste com o município de Rio Tinto e a leste com o Oceano Atlântico.

História[editar | editar código-fonte]

O distrito de Marcação foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.913, de 29 de maio de 1994, desmembrado de Rio Tinto.[7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Divisão territorial[editar | editar código-fonte]

O município de Marcação apresenta, além do distrito sede, o distrito de Camurupim e 15 aldeias indígenas do povo Potiguara, distribuídas por todo o seu território.

As aldeias são: Brejinho, Camurupim, Tramataia, Jacaré de Cezar, Jacaré de São Domingos, Estiva Velha, Grupiúna, Caieira, Lagoa Grande, Ybykuara, Os Candios, Carneira, Três Rios, Val e Coqueirinho.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Camurupim.

Em virtude de estar localizado no litoral, o município apresenta terrenos mais recentes, menos resistentes, sedimentares, datados das eras Mesozóica e Cenozóica. Destacam-se a presença de minerais não-metálicos.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Apresenta relevo bem diferenciado, destacando-se duas unidades geomorfológicas distintas:

  • Planície costeira, onde se encontram os mangues e as planícies aluviais inseridas entre os tabuleiros, as quais são denominadas de várzeas.
  • Tabuleiros, que são os baixos planaltos sedimentares costeiros, cujo solo se apresenta distribuído em três unidades: areias quartzosas marinhas distróficas (dunas), associação de areias quartzosas distróficas e podzol hidromórfico, assim como solos indiscriminados de mangues.

Clima[editar | editar código-fonte]

O município apresenta clima quente e úmido com chuvas de outono e inverno, segundo a classificação de Köppen.

A temperatura média anual oscila em torno de 29 °C, e a umidade relativa do ar é de 80%. As precipitações pluviométricas variam em torno de 1.500 a 1.700 mm.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A área abrangida pelo município é banhada pela bacia hidrográfica do rio Mamanguape e seus afluentes, entre os quais destacam-se os rios Grupiúnas e Jacaré.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Marcação apresenta quatro tipos de vegetação nativa: pioneira, campos e matas de restingas, manguezais e mata úmida. Na vegetação pioneira destaca-se as espécies como salsa-da-praia e o bredo-de-praia, o pinheiro-de-praia e o capim-gengibre. Já nos campos e matas de restingas destacam-se espécies de vegetação arbustiva, entre as quais o murici-de-praia, a paquevira, os cajueiros, as mangabas e as aroeiras de praias.

Os manguezais encontra-se nos estuários e expandem-se para todo o interior da planície, constituindo uma formação florestal perenifólia, com alto teor de matéria orgânica em decomposição, na sua vegetação arbórea ou arbustiva adaptadas a solos salinos, instáveis e pantanosos. Entre as espécies destacam-se o mangue-vermelho, o mangue-de-botão e o mangue-branco.

A mata úmida é representada pela Mata Atlântica, na qual se destacam espécies como o Pau-d'arco amarelo, louro, entre outras

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

O meio ambiente é realçado pela presença dos ecossistemas costeiros que, por si só, criam as belezas cênicas, privilegiado a formação dos recursos faunísticos e florísticos, nesta região do Litoral Norte.

No município estão inseridas duas unidades de conservação, representadas pela Área de Proteção Ambiental da Barra do Rio Mamanguape (APA–Mamanguape) e Área de Relevante Interesse Ecológico Manguezais da Foz do Rio Mamanguape (ARIE–Mamanguape).

O município conta com 5 km de litoral, o qual é protegido por uma extensa linha de arrecifes de corais. A praia de Coqueirinho, localizada ao sul da cidade, é um dos balneários mais conhecidos do litoral norte paraibano.

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. IBGE; IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. Diretoria de Pesquisas (2010). «Os indígenas no Censo Demográfico 2010» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 6 de março de 2014 
  7. Da redação (24 de maio de 2013). «Nos 19 anos de Emancipação Política, prefeito de Marcação presta contas das ações de governo e realiza dia festivo». Prefeitura de Marcação. Consultado em 6 de março de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]