Marcha da Maconha

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Madrid, Espanha. 8 de Maio de 2004. La Marcha del Millón de Porros en Madrid. Parte da Marcha Global da Maconha.

Marcha da Maconha (inglês Global Marijuana March) é um evento que ocorre anualmente em diversos locais do mundo. Trata-se de um dia de luta e manifestações favoráveis a mudanças nas leis relacionadas a maconha, em favor da legalização da cannabis, regulamentação de comércio e uso (tanto recreativo quanto medicinal e industrial, tendo em vista as milhares de aplicações da cannabis em várias áreas). A Marcha da Maconha ocorre mundialmente no primeiro final de semana do mês de maio, porém no Brasil, como a data coincide com o Dia das Mães, pode ocorrer em outros finais de semana (geralmente em maio). Além da marcha em si ocorrem reuniões, caminhadas, encontros, concertos, festivais, mesas de debates, entre outros.[1]

O evento começou em 1994. Mais de 485 cidades participam desde então:[2] [3] [4] [5] Existem nomes locais para o evento também. Como: Dia Mundial da Maconha, Dia da Liberação da Maconha, "Ganja Day", "J Day", Marcha da Maconha[6] .

A Marcha da Maconha caracteriza-se também por celebrar os estudos cientificos que revelam os diversos usos da cannabis, medicinalmente, industrialmente, religiosamente.

Uma das principais organizadores do evento desde 1999 é Dana Beal[7] e a CannabisCulture.com e suas publicações: Cannabis Culture Magazine.[4] Eles enviaram para muitos lugares banners e notícias por todo o mundo durante vários anos ajudando na divulgação dos eventos.[8]

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil ocorreram passeatas seguindo o calendário internacional, pelo menos, desde 2002 no Rio de Janeiro. Em 2007 algumas cidades se articularam em torno do nome "Marcha da Maconha". Houve uma tentativa de fazer a Marcha da Maconha no Brasil em doze capitais no dia 04 de maio de 2008, mas houve uma grande repressão devido decisões judiciais que proibiam a Marcha na maioria delas. Os juízes alegaram desde apologia ao uso de drogas até formação de quadrilha. A marcha deveria occorer em Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, mas só ocorreu legitimamente em Recife, onde houve confusão e prisões.[9] [10] [11]

Já em 2009 e 2010 a Marcha da Maconha ocorreu pacificamente e sem maiores problemas em várias cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Em 2011, porém, a justiça voltou a proibir a Marcha da Maconha em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, embora ela tenha ocorrido em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Vitória e Niterói, entre outras.

Em 15 de junho de 2011, entretanto, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, pela legitimidade da manifestação, entendendo que ela não faz apologia da droga e considerando que sua proibição é uma ameaça à liberdade de expressão, garantida pela Constituição.[12] Na Marcha para Jesus de 2011 Silas Malafaia falou contra esta decisão, insinuando que após isto seriam aprovadas marchas a favor de crimes.[13]

Em 2012, a marcha ocorreu sem incidentes em São Paulo, com público estimado pela Polícia Militar em 2 mil pessoas.[14] Para 2013 já estão confirmadas as datas da Marcha no Rio de Janeiro (8 de junho, no Posto 9 - Ipanema, 14h) e em Lavras - MG (20 de abril, na portaria principal da UFLA, 14h).

Canadá[editar | editar código-fonte]

Toronto[editar | editar código-fonte]

A caminhada realizada no Queen's Park em Toronto no Canadá é uma tradição da cidade desde de 1999.[15] [16] [17] [18] 20,000 pessoas compareceram em 2007.[19] 15,000 em 2008.[15] [20]

Regina[editar | editar código-fonte]

Acontece em Regina no primeiro sábado de maio de 1999, orgininalmente sobre jurisdição de Saskatchewan. Desde de 2001, acontece no Victoria Park, desde 2008 quando a polícia da cidade mudou o evento para o Central Park.


Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Dallas[editar | editar código-fonte]

O "Dallas, Texas 2008 GMM" foi o evento sobre o tema mais bem sucedido nos Estados Unidos. Mais de 100 participantes marcharam da Earle Cabell Federal Building até o Dealey Plaza, onde protestaram no Grassy Knoll, até o West End, onde acabaaram com o festival Cinco de Mayo que estava ocorrendo ali. Então voltaram até o edíficio federal. O evento foi patrocinado por DFW NORML e no final do evento, Barry Cooper anunciou sua candidatura ao senado dos Estados Unidos para a plataforma pró-descriminilização.[21]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Geral[editar | editar código-fonte]

Locais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Global Marijuana March home page with 2005-2009 city lists.
  2. [1]
  3. [2]
  4. a b CannabisCulture.com history of GMM-MMM.
  5. GMM-MMM photos, posters, and flyers worldwide since 1999.
  6. [3]
  7. Cures-Not-Wars.org
  8. 2007. 2006. 2005. 2004. Cannabis event posters, flyers, banners. Including GMM-MMM.
  9. [4]
  10. [5]
  11. [6]
  12. STF decide a favor da Marcha da Maconha. O Globo. Página visitada em 16/06/2011.
  13. Marcha para Jesus vira ato contra união homoafetiva. IG (23 de junho de 2011). Página visitada em 23 de junho de 2011. "Na sequência, Malafaia passou a atacar a decisão do STF de liberar as marchas da maconha no Brasil. "Amanhã se alguém quiser fazer uma marcha em favor da pedofilia, do crack ou da cocaína vai poder fazer. Nós, em nome de Deus, dizemos não.""
  14. Marcha da Maconha chega ao fim em SP sem incidentes, diz PM (em português). G1 (28 de maio de 2012). Página visitada em 24 de fevereiro de 2013.
  15. a b "Pot fans rally in Big Smoke". By Paul Irish. May 4, 2008. Toronto Star.
  16. CannabisWeek.ca - The Global Marijuana March of Toronto, Canada.
  17. Toronto Marijuana March a.k.a. Toronto Freedom Festival
  18. Toronto GMM 2006 photos and videos.
  19. "Marijuana march in Toronto draws 20,000". May 5, 2007. Globe and Mail.
  20. T.F.F. 2008 - A Huge Success! | Toronto Freedom Festival.
  21. dfwnorml.org