Minde

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 Portugal Minde  
—  Freguesia  —
Brasão de armas de Minde
Brasão de armas
Minde está localizado em: Portugal Continental
Minde
Localização de Minde em Portugal
Coordenadas 39° 31' N 8° 41' O
País  Portugal
Região Centro
Sub-região Médio Tejo
Distrito Santarém
Concelho ACN.png Alcanena
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 21,15 km²
População (2011)
 - Total 3 293
    • Densidade 155,7/km2 
Gentílico: Minderico
Código postal 2395
Orago Nossa Senhora da Assunção
Correio electrónico jfminde@hotmail.com

Minde (ou Ninhou na linguagem Minderico) é uma freguesia portuguesa do concelho de Alcanena, com 21,15 km² de área e 3 293 habitantes (Censos 2011)[1] . Densidade: 155,7 hab/km². Da freguesia de Minde fazem parte as aldeias do Covão do Coelho e do Vale Alto, situando-se perto das localidades de Fátima, Batalha e Alcobaça.

A vila de Minde possui uma língua própria, designada de Minderico, reconhecida internacionalmente pelo SIL International como língua individual, autónoma e viva. Esta língua foi desenvolvida pelos feirantes mindericos que, em tempos viajavam por todo o país, com o propósito principal de se entenderem de forma privada, impedindo outros indivíduos de perceber o que estes falavam e combinavam.

História[editar | editar código-fonte]

O início da sua história como povoação documentalmente referenciada remonta a 1165 com o decreto do rei D. Afonso Henriques a instituir uma albergaria para apoio aos transeuntes na travessia das serras envolventes[2] , hoje denominadas por Maciço Calcário Estremenho.

Tendo pertencido inicialmente ao concelho de Porto de Mós, por extinção deste em 1892, passou a integrar o concelho de Torres Novas. Em 1914 é criado o concelho de Alcanena e Minde passa a estar integrado no mesmo.[2]

O grande desenvolvimento da sua indústria têxtil nos anos que se seguiram à Segunda Grande Guerra proporcionou-lhe a elevação à categoria de vila em 1963.[2]

Coletividades[editar | editar código-fonte]

É de destacar o grande número de colectividades existentes na vila,entre elas:

  • Bombeiros Voluntários de Minde;
  • Vitória Futebol Clube Mindense;
  • Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro - CAORG;
  • Sociedade Musical Mindense;
  • Centro de Bem Estar Social de Minde;
  • Casa do Povo de Minde (integra o Grupo de Teatro Boca de Cena, o Jazz Minde, o Media Minde / TV Minde e a Natura Minde);
  • Cidles - Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social;
  • Agrupamento de Escuteiros de Minde;
  • Sociedade Portuguesa de Espeleologia – Delegação de Minde;

Património[editar | editar código-fonte]

  • Igreja de Nossa Senhora da Assunção ou Igreja Matriz de Minde - com um bonito conjunto de azulejos dos séculos XVII e XVIII e rica talha dourada, considerada imóvel de interesse público (IIP)[3] ;
  • Coreto de Minde;
  • Pincha - depósito de material sedimentar que atesta a existência de um lago permanente no princípio da Era Quaternária.
  • Polje de Minde - forma cársica que ocupa uma depressão fechada instalada na base de uma grande escarpa de falha de grande juventude. A erosão cársica foi afeiçoando estas formas. O lago permanente que aqui existiu, deu lugar a um lago temporário que inunda a parte mais baixa do polje em períodos de chuva mais prolongados e de maior quantidade. Sendo um dos poucos sítios Ramsar em Portugal [4] ;
  • Minderico (variante linguística falada em Minde);
  • Museu de Aguarela Roque Gameiro instalado no complexo "Casa dos Açores", exemplar notável de arquitectura e jardins do princípio do século XX.
Coreto de Minde
Mata de Minde, numa enchente de inverno

Economia[editar | editar código-fonte]

Desde o início do século XX os habitantes desta vila tiveram como principais fontes de riqueza a agricultura e a indústria têxtil. Esta segunda foi caracterizada, principalmente na 1ª metade do século, pela fabricação de mantas, as famosas Açorianas, e respectiva venda em grande parte do país por feirantes Mindericos.

Na segunda metade do século a indústria têxtil minderica desenvolveu-se ao nível tecnológico na fabricação de malhas e fiação, o que lhe permitiu crescer tanto a nível populacional como da sua própria riqueza. Minde atingiu o seu pico produtivo no final da década de 80 do século XX.

Nos últimos 15 anos, em consequência da abertura dos mercados imposta pela OMC, a indústria têxtil tem vindo a perder dimensão ano após ano. No entanto, mantém-se ainda uma grande dependência da vila nessa actividade.

Desporto[editar | editar código-fonte]

Em boa parte graças à sua bela paisagem, Minde é um lugar de excelência para a prática de diversos desportos de aventura.

  • BTT: Pratica-se durante todo o ano. Pelos montes e vales no entorno de Minde existem trilhos e caminhos para todos os gostos e graus de dificuldade. Há bastantes adeptos da modalidade, encontrando-se sempre companhia para pedalar, sobretudo durante o fim-de-semana.
  • Parapente: Pratica-se sobretudo no inverno, devido aos ventos vindos de leste e nordeste que predominam nessa época. A encosta de Minde é voltada para nordeste.
Parapente voando sobre Minde

Cultura[editar | editar código-fonte]

Minde é uma vila com forte atividade cultural. Existem associações culturais e recreativas para vários gostos. Música, teatro, dança, museus, entres outras actividades, para aprender ou desfrutar como simples espectador.

Eventos culturais anuais:

  • Em Maio, acontece o Jazz Minde, um festival internacional cuja 1ª edição foi realizada em 2005;
  • Em Setembro, acontece o Festival Materiais Diversos, rico em espectáculos de dança, teatro, música e actividades recreativas. Organizado pela associação cultural homónima, dirigido por Elisabete Paiva, este festival conta com participações frequentes de artistas internacionais.

Personalidades Importantes/Conhecidas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (2011). Censos 2011 (Dados Definitivos) - População residente por freguesia, CAOP 2013 Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 10 de Abril de 2015. "Linha 2235"
  2. a b c Freguesia de Minde CM Alcanena. Visitado em 20 de Abril de 2015.
  3. Direcção Geral de Património Cultural - Diplomas de classificação e desclassificação Diário da República (06 de Março de 1996). Visitado em 15 de Abril de 2015. "Decreto n.º 2/96, DR, 1.ª série B, n.º 56, de 6-03-1996"
  4. Ramsar (01 de Janeiro de 2006). Ramsar Sites Information Service - Minde Polje Ramsar. Visitado em 15 de Abril de 2015.
  5. Publico. Batterie Publico.
  6. Sofia Fonseca (29 de Julho 2014). Novo diretor do Teatro Rivoli quer devolver espaço ao Porto Diario de Noticias. Visitado em 10 de Abril de 2015.


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