Nativismo

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Nativismo para a antropologia é toda ação que procure valorizar a cultura de um lugar, em reação à imposição de uma cultura externa, em geral dominante. O nativismo faz-se sentir especialmente na história dos povos que foram colonizados por outros, muitas vezes através de revoltas e motins, culminando mais adiante na própria emancipação - ou na completa aculturação.[1] A utilização do termo nativismo pelos historiadores esteve bastante atrelada às pesquisas dos movimentos considerados precursores da independência brasileira, principalmente pela historiografia anterior a 1970. Nas últimas décadas do século XX, as correntes historiográficas brasileiras em muito se transformaram; entretanto, o uso do termo nativismo atravessou e permaneceu durante todo o período apesar das mudanças. Assim, ao usar nativismo, aqueles pesquisadores se referiram, em geral, aos movimentos famosos como a Inconfidência Mineira e a Revolução Pernambucana[2].

Lusofonia[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Com a formação paulatina de uma consciência nacional no Brasil Colônia, a partir da segunda metade do século XVII, eclodiram movimentos e pequenas revoltas, denominados pelos historiadores de movimentos nativistas - posto que em comum guardavam todos este incipiente sentimento de nação. Segundo o pesquisador Carlos Eduardo Nicolette (2017), Essas movimentos nativistas coloniais, entretanto, não almejavam a independência de toda a América portuguesa, pois os moradores de Minas ou da Bahia, por exemplo, não se identificavam como pertencentes a uma unidade cultural e social com os pernambucanos e vice-versa – e o mesmo ocorria com outros territórios lusos na América. Deve-se depreender que os autores moldaram, ao usarem nativismo para esses movimentos, um sentido para os conflitos ocorridos na América portuguesa, provavelmente unificando e efetuando uma seleção, em que se veem nitidamente excluídos, por exemplo, revolta de negros ou choques com indígenas.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul existe um movimento musical conhecido como nativismo. Os adeptos do movimento se concentram principalmente em festivais (diferente dos tradicionalistas, que se concentram em CTGs), e é um movimento fundamentalmente musical, formado por músicos que buscam mostrar um trabalho de qualidade e profundamente ligado às raízes da cultura gaúcha.

Cabo Verde[editar | editar código-fonte]

Este sentimento foi patente, em final do século XIX, com Luís Loff de Vasconcelos, José Lopes e Pedro Monteiro Cardoso e ainda o papel exercido por Eugénio Tavares, que publicava, a partir de Lisboa, um jornal exortando por melhorias na então Colônia.

Túpac Amaru[editar | editar código-fonte]

Na América Espanhola andina, o maior exemplo deste sentimento foi o movimento liderado pelo cacique descendente dos incas Túpac Amaru II, entre os anos de 178081, o maior ocorrido até então.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. H. B. Entzinger; Marco Martiniello; Catherine Wihtol de Wenden (2004). Migration between states and markets. [S.l.]: Ashgate. p. 19. ISBN 978-0-7546-4231-2 
  2. Nicolette, Carlos Eduardo (13 de setembro de 2017). «O NATIVISMO NA AMÉRICA PORTUGUESA: MARCELINO PEREIRA CLETO E SUA DISSERTAÇÃO A RESPEITO DA CAPITANIA DE SÃO PAULO». Revista de História Bilros. História(s), Sociedade(s) e Cultura(s). 5 (9). ISSN 2357-8556 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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