O Samba Poconé

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O Samba Poconé
Álbum de estúdio de Skank
Lançamento 5 de Julho de 1996
Gravação Mosh, São Paulo, 1995
Gênero(s)
Duração 40:51
Formato(s)
Gravadora(s)
Produção
Cronologia de Skank
Calango
(1994)
Siderado
(1998)
Singles de Samba Poconé
  1. "Garota Nacional"
    Lançamento: 1996
  2. "Tão Seu"
    Lançamento: 1996
  3. "É Uma Partida de Futebol"
    Lançamento: 1996

O Samba Poconé é o terceiro álbum da banda brasileira Skank. Lançado em 5 de julho de 1996 pela Chaos e Sony Music, o álbum foi produzido pela banda e por Dudu Marote, e se tornou o mais bem-sucedido comercialmente da banda, superando 1 milhão de cópias vendidas, mesmo que tivesse menos canções de sucesso que o predecessor Calango.[1]

A banda deixou de lado o projeto de dancehall brasileiro para experimentar elementos de rock, rockabilly, rock latino e forró.[2][3]

Em 2011, a banda tinha planos de lançar uma edição comemorativa de 15 anos do álbum, incluindo faixas bônus e um show gravado na turnê de divulgação do álbum em 1996.[4] Em 11 de novembro de 2016, a banda lançou uma edição comemorativa de 20 anos do álbum, incluindo dois discos bônus com demos, remixes, instrumentais, versões alternativas e faixas descartadas do álbum original.[5][6]

Produção[editar | editar código-fonte]

Gravado no estúdio Mosh, em São Paulo, O Samba Poconé conta com a participação do cantor francês Manu Chao em três faixas do álbum. Chao foi introduzido à banda por Paco Pigalle, dono de um clube em Belo Horizonte que também faz vocais na faixa "Los Pretos". O título, aludindo à cidade de Poconé, Mato Grosso, foi escolhido por achar que representava "o interior do Brasil, e as misturas de referência musical que nos influenciava na época", segundo Henrique Portugal. A banda nunca esteve na cidade, mas o Poconé Esporte Clube retribuiu a homenagem dando uma camisa de presente quando o Skank tocou na capital Cuiabá.[7]

De acordo com o release do site oficial da banda, o álbum foi "inspirado nos filmes da Atlântida com Zé Trindade, Renata Fronzi e Grande Otelo e nos pequenos circos que percorrem o país."[8] O projeto gráfico de Gringo Cardia reuniu pinturas do espanhol José Robles, já que Samuel Rosa não queria fotografias no encarte e pediu que buscasse o responsável pelos painéis das fachadas dos cinemas de São Paulo. Robles criou 18 obras, com o álbum aproveitando treze.[9]

De acordo com o vocalista Samuel Rosa para a revista Rolling Stone Brasil, o álbum "foi, naquele período, a prova de fogo para nós e foi maravilhoso." Além de pop, o álbum tem uma dose de espectro do Skank, presente nas faixas "Sem Terra" e "Los Pretos".[4] Rosa afirmou que em comparação ao predecessor Calango, O Samba Poconé "é um aperfeiçoamento. Em termos estéticos e musicais, é um disco mais bem resolvido e ousado, foge daquela cartilha do dancehall, a banda está mais atrevida no estúdio". Porém ele ressaltou que enquanto Calango teve várias músicas de sucesso, o desempenho radiofônico de O Samba Poconé acabou monopolizado pela primeira música de trabalho, "Garota Nacional", com apenas "É Uma Partida de Futebol" e "Tão Seu" ganhando espaço.[1][7]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
All Music 3 de 5 estrelas.[10]
Galeria Musical 3 de 5 estrelas.[11]

Don Snowden da All Music, avaliou o álbum com três estrelas de cinco.[10] Para o crítico, as músicas foram bem produzidas, definindo as quatro primeira faixas como as mais fortes do álbum.[10] Anderson Nascimento do portal Galeria Musical, também avaliou o álbum com três estrelas de cinco.[11]

Comercial[editar | editar código-fonte]

De acordo com o site oficial da banda, o disco vendeu mais de 1,8 milhões de cópias, sendo o mais vendido da carreira.[8] Foi certificado como disco de diamante pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), equivalente a 1 milhão de cópias.[12]

Edição especial de 20 anos[editar | editar código-fonte]

Em 11 de novembro de 2016, foi lançado uma edição tripla em comemoração aos 20 anos do álbum, com 29 faixas bônus.[13] Uma turnê comemorativa também rodou o Brasil, incluindo boa parte do álbum.[14]

Regravações[editar | editar código-fonte]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as canções escritas e compostas por Samuel Rosa e Chico Amaral, exceto onde indicado. 

O Samba Poconé – Edição original
N.º TítuloCompositor(es) Duração
1. "É uma Partida de Futebol"  Nando Reis/Samuel Rosa 3:56
2. "Eu Disse a Ela"    4:14
3. "Zé Trindade"    4:07
4. "Garota Nacional"    5:17
5. "Tão Seu"    4:03
6. "Sem Terra"    4:39
7. "Os Exilados"    4:05
8. "Um Dia Qualquer"  Chico Amaral 4:52
9. "Los Pretos"    3:59
10. "Sul da América"    4:14
11. "Poconé"  Chico Amaral 5:21

Todas as canções escritas e compostas por Samuel Rosa e Chico Amaral, exceto onde indicado. 

O Samba Poconé – Edição Vinil
N.º TítuloCompositor(es) Duração
1. "É uma Partida de Futebol"  Nando Reis/Samuel Rosa 3:56
2. "Eu Disse a Ela"    4:14
3. "Zé Trindade"    4:07
4. "Garota Nacional"    5:17
5. "Os Exilados"    4:03
6. "Los Pletos"    4:00
7. "Tão Seu"    4:05
8. "Sem Terra"  Chico Amaral 4:41
9. "Um Dia Qualquer"    4:54
10. "Sul da América"    4:11
11. "Poconé"  Chico Amaral 5:21

Certificados e vendas[editar | editar código-fonte]

País Certificados Vendas/Cópias
 Brasil (ABPD)[12] Diamante 1.800.000[8]

Equipe técnica[editar | editar código-fonte]

Skank
Músicos convidados
  • Manu Chao - vocais em "Zé Trindade", "Sem Terra" e "Los Pretos"
  • Chico Amaral - saxofone
  • Ed Côrtes e Chico Amaral - saxofone
  • Décio Ramos - trompete
  • Paulo Santos - trombone
  • Ramiro Musotto - percussão
  • Paco Pigalle - vocais em "Los Pretos"
  • Débora Reis, Vânia Abreu, Graça Cunha, Kelly Cruz - vocais
  • Valdir do Acordeon - sanfona em "Poconé"
  • Jairinho Manhaes - arranjo de metais
Produção
  • Dudu Marote, Skank - produção
  • Michael Fossenkemper - mixagem (todas as faixas menos 4)
  • Luis Paulo Serafim - mixagem de "Garota Nacional"
  • Leon Zervos - masterização

Referências

  1. a b ‘Samba poconé’, do Skank, ganha turnê comemorativa e edição especial de 20 anos, O Globo
  2. Em tributo aos 20 anos de 'O Samba Poconé', Skank relança álbum com material extra
  3. Disco acerta com futebol, forró e riffs de rockabilly
  4. a b «Skank relançará O Samba Poconé no segundo semestre de 2011». Rolling Stone. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  5. «O Samba Poconé: Edição Especial 20 Anos de Skank». iTunes Store. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  6. «SAMBA POCONE, O - 20 ANOS». Livraria Cultura. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  7. a b Confira 20 curiosidades sobre O samba poconé, do Skank, Estado de Minas
  8. a b c «O Samba Poconé - Discografia Skank». Skank. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  9. Arte no Paço expõe o talento de José Robles
  10. a b c «O Samba Pocone - Skank». All Music. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  11. a b «Discografia do Artista: Skank». Galeria Musical. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  12. a b «O Samba Pocone - Skank». All Music. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  13. «Skank celebra os 20 anos de 'Samba poconé' com edição tripla do álbum». Mauro Ferreira - G1. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  14. «Skank relança álbum 'O Samba Poconé' após 20 anos: 'Foi uma reviravolta na nossa carreira'». Gshow. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  15. «Ao Vivo de Banda Eva». iTunes Store. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  16. «Eu Sou Assim de Luiza Possi». iTunes Store. Consultado em 11 de novembro de 2016 
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