Ossónoba

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Ossónoba era o nome romano da actual cidade de Faro.

No século III a.C., altura em que Cartagineses e Romanos lutavam pelo domínio do Mediterrâneo, Roma invade a Península Ibérica, governando-a até ao século V d.C.

Com os Romanos a cidade perde o carácter de entreposto comercial e transforma-se em urbe. A Vila-a-Dentro estrutura-se segundo dois eixos principais (actuais Ruas do Município e do Repouso), ambos de acesso a uma área central, o Forum, onde se implantavam os edifícios administrativos e religiosos mais importantes. De entre eles salienta-se o Templum, cuja localização coincidia, parcialmente, com a da actual , se bem que a uma cota cerca de três metros abaixo.

A Vila-a-Dentro ocupava então uma área inferior àquela que hoje ocupa e teria sido muralhada sobre o traçado da actual circular interior (Ruas Monsenhor Boto, Rasquinho e antiga Travessa das Freiras).

Pouco a pouco a cidade desenvolve-se e salta para o exterior das muralhas, estabelecendo-se então dois núcleos extramuros: o primeiro, na zona do Lethes-Alagoa-Artistas, acompanhando o traçado dos canais; o segundo, de estrutura linear, sobre o traçado da actual Rua Conselheiro Bivar.

Envolvendo estes núcleos constituiu-se uma vasta zona de construção dispersa, onde se situavam as hortas que abasteciam a cidade, e hoje são descobertos inúmeros vestígios de edificações, estatuária, utensílios vários e túmulos um pouco por toda esta área [1][2].

Partia da cidade de Ossonoba (Faro) uma via romana e dirigia-se para norte, passaria pelas villae romanas de Milreu (Faro) e de Vale do Joio (S. Brás/ Faro) e cujos vestígios arqueológicos podemos encontrar ao longo de dois troços [3]

O desenvolvimento da cidade correspondia à intensa actividade comercial que a agricultura, a pesca e a utilização do seu porto proporcionavam. Neste período, Ossónoba atinge grande opulência, tendo sido descrita como uma das mais importantes cidades do Império.

A partir do ano 50 d.C., desenvolveu-se na cidade uma importante comunidade cristã que foi determinante na sua caracterização. No ano 300 já era sede de Bispado, cujo Bispo Vicente esteve presente, em Granada, no primeiro Sínodo das Hespanhas (Concílio de Elvira).

Durante o século IV, com o declínio do poder imperial de Roma, a civilização do tipo urbano descentraliza-se para as villae, sedes de grandes latifúndios e centros de poder político, económico e religioso.

Em Ossónoba adaptam-se templos pagãos a templos cristãos, iniciando-se um processo de cristianização, que culmina com a sua conquista pelos Visigodos, no ano de 414.

A ocupação visigoda não vem introduzir alterações de fundo na estrutura da cidade, já que se trata de um povo cristianizado, voltado para as áreas rurais, o que permitiu a continuação do povoamento urbano pelos Romanos.

Nesta altura, Ossónoba adopta o nome de Santa Maria de Ossónoba e é edificada a sua famosa Catedral, igreja a que se refere, posteriormente, o geógrafo Al-Yacute:

Santa Maria é uma cidade antiga; nela existe uma Igreja da qual disse Ahmed, filho de Omar Alodri, que era um soberbo edifício; as suas magníficas e alvas colunas não têm rival em nenhuma outra parte, quer pelo extraordinário comprimento, quer pela largura e um homem não é capaz de se abraçar a uma delas.

Ver também[editar | editar código-fonte]