Aureliano

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Aureliano
Imperador romano
AV Anoninianus Aurelianus I.JPG
Moeda com efígie do imperador Aureliano
Governo
Reinado Setembro de 270 — setembro ou outubro de 275
Consorte Úlpia Severina
Antecessor Quintilo
Sucessor Tácito
Vida
Nome completo Lúcio Domício Aureliano
Nascimento 9 de setembro de 214
Sirmio (atual Sremska Mitrovica, Sérvia)
Morte setembro ou outubro de 275 (61 anos)
Caenophrurium, Trácia, Império Romano

Lúcio Domício Aureliano (214 - 275) foi um imperador romano de 270 a 275. De humildes origens, provinha da Dácia, de Sirmio (atual Sremska Mitrovica, na atual província sérvia da Voivodina), onde nasceu em 214, pertenceu ao grupo de "imperadores soldados" que estiveram na base da restauração do império em finais do século III. Soldado excepcional, era conhecido como manum ad ferrum ("mão na espada"). Casado com a imperatriz Úlpia Severina, uma personalidade quase desconhecida, foi o primeiro imperador que se fez divinizar em vida.

Depois da morte de Cláudio II, o exército elegeu Aureliano - comandante do cada vez mais poderoso corpo de cavalaria autônomo instituído por Galiano - imperador. As primeiras ações de Aureliano buscaram reforçar sua posição militar nos territórios onde sua autoridade já era reconhecida: em finais de 270, fez uma campanha no Norte da península Itálica contra os Vândalos, Jutungos, e Sármatas, que foram expulsos do território romano. Por conta destas vitórias, ele recebeu o título de Germãnico Máximo (Germanicus Maximus).

Em 271, no entanto, os Alamanos invadiram novamente o Norte da península, atravessando o rio Pó, ocupando Placência e dirigindo-se para Fano. Aureliano, que estava na Panônia supervisionando a retirada dos Vândalos, retornou à Itália com seu exército, sendo a princípio derrotado na Batalha de Placência, em janeiro de 271, derrota esta que provocou pânico em Roma. Mas depois, ele atacou o acampamento dos Alamanos, perto do rio Metauro, derrotando-os na Batalha de Fano, e empurrando-os para o outro lado do Pó, até vencê-los, definitivamente, na Batalha de Ticino.

Regressando a Roma, Aureliano foi confrontado com uma revolta dos funcionários responsáveis pela cunhagem da moeda, os monetários (monetarii). Após suprimida a revolta, que suspeitava tivesse sido instigada pelo senado romano, retirou deste o direito de cunhar moeda —multiplicando, no processo, o número de oficinas de cunhagem nas províncias, o que facilitava o pagamento de soldos às tropas — e começou então a fortificar Roma com novas muralhas, cujos remanescentes ainda hoje existem.

Empreendeu depois a reorganização da fronteira danubiana, retirando para tal as legiões e populações civis da Dácia (atual Romênia), província que reformulou, geográfica e administrativamente, com a criação de uma "nova Dácia" (a Dácia Aureliana), que compreendia territórios da Mésia Inferior, da Dardânia e da Trácia (território entre o sul da atual Romênia e estreito de Dardanelos).

Em finais de 271 outro foco de problemas se lhe deparou: a questão de Palmira (Síria), cidade principal de um território que tinha proclamado a sua independência no reinado de Galiano. À sua frente estava a rainha Septímia Zenóbia, que tinha conquistado também o Egito e ameaçava avançar sobre a Ásia Menor até ao Helesponto. Aureliano conseguiu então reconquistar os territórios sírios, da Ásia Menor e também o Egito, apertando o cerco a Palmira, onde Zenóbia acabou por se render.

No ano seguinte, em 272, combateu tribos góticas no Danúbio. Em 273, encontramo-lo novamente na Síria, em Palmira, a sufocar uma segunda rebelião, repelida depois da conquista e pilhagem da cidade. Nesta altura, um outro problema se avolumava no Império: a Gália, desde 236 assolada por tribos germânicas e envolta em tumultos e rebeliões constantes. Aureliano não hesitou em procurar aniquilar o império "galo-romano" da Gália, projeto de manutenção de uma "Roma" regional começado por Marco Cassiano Latínio Póstumo e mantido por seus sucessores Marco Aurélio Mario, Marco Pianónio Vitorino e Tétrico. Entre 273 e 274 não cessou Aureliano de combater este último "imperador gaulês", que acaba por vencer nas imediações de Chalons-sur-Marne. Paradoxalmente, Tétrico acabou por entregar a vitória a Aureliano - parecendo considerar que a missão de preservação regional do poder romano no Ocidente realizada por ele e seus antecessores havia perdido sentido.

Esta vitória de 274, aliada ao combate aos Francos e Alamanos na Germânia e às vitórias sobre os Godos na Mésia Inferior, facultaram a Aureliano o epíteto de "restaurador" do Império (Restitutor Orbis). Para reforçar esta política militar, Aureliano notabilizou-se também nas reformas monetárias que operou no seu reinado, introduzindo uma nova divisa em lugar da antiga - uma moeda de prata marcada com o numeral XXI (21), o que significava que 20 destas moedas continham a mesma quantidade de prata de um velho denário imperial, o que significava admitir a desvalorização anterior mas pelo menos buscava impedir desvalorizações futuras. O "novo" denário de Aureliano, no entanto, continha apenas 5% de prata. Finalmente, procurou assegurar novos fornecimentos de cereais a Roma, problema eterno na Urbe. General hábil, famoso pela sua destreza militar, robusto e com uma senso estratégico notável, faltavam-lhe, porém, sofisticação e astúcia em termos de ação política.

A New Catholic Encyclopedia (1967, Vol. III, p. 656) reconhece o seguinte: “A data do nascimento de Cristo não é conhecida. Os Evangelhos não indicam nem o dia nem o mês. ... Em 25 de dez. de 274, Aureliano mandou proclamar o deus-sol como o principal padroeiro do império e dedicou um templo a ele no Campo de Marte. O Natal se originou numa época em que o culto do sol era particularmente forte em Roma.”

Foi morto por um de seus antigos escravos em 275.

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Precedido por
Quintilo
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Imperador romano
270 — 275
Sucedido por
Tácito


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