Pneu reserva

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O pneu reserva, chamado popularmente no Brasil de estepe, é o pneu sobressalente que a maioria dos automóveis possuem obrigatoriamente como item de segurança. Contudo, enquanto o Código de Trânsito Brasileiro determina que o estepe tenha o mesmo tamanho, formato e aro das demais rodas do veículo, na Europa, Japão e Estados Unidos o estepe é diferenciado e bem mais compacto, a fim de reduzir custos.[1]

A função do pneu reserva é substituir um pneu que tenha passado por algum problema sem comprometer qualquer característica comum do veículo. Assim, é recomendado que o pneu reserva possua as mesmas características dos pneus comuns: marca, aro, formato, calibração, etc. Isso deve ser obedecido para que todos os pneus possuam o mesmo comportamento de rodagem e frenagem, pois qualquer alteração entre eles pode gerar um risco na estabilidade dos veículos nessas situações. Na prática, porém, essa função vem sendo alterada em nome da economia, tornando cada vez mais comuns os chamados “estepes temporários”, que dão suporte até a chegada ao borracheiro mais próximo[2].


Tecnologias[editar | editar código-fonte]

Hoje, há quatro tecnologias que substituem o pneu reserva tradicional[3]

A primeira são os compact spares, ou temporários, projetados só para essa função. Mais estreitos, eles prejudicam todo o conjunto se forem usados regularmente e não têm a mesma durabilidade, além de estarem limitados a rodar a uma velocidade menor, em geral 80 km/h.

A segunda é o kit de reparo, constituído de selante líquido e compressor, que acompanha alguns modelos importados, mas também pode ser comprado em lojas especializadas.

A terceira é o pneu seal, dotado de uma película interna de selante, que veda automaticamente o furo.

Por fim, há o run-flat, o mais conhecido e mais utilizado por montadoras que não querem usar estepe. Ele é capaz de rodar vazio por distância e velocidade máximas pré-determinadas (a recomendação em geral é andar a até 80 km/h por no máximo 200 km quando furado). Esse pneu tem um reforço de borracha rígida em suas laterais, o que faz com que ele fique apoiado sobre elas em caso de perda total de pressão. Entre as vantagens do run-flat está a possibilidade de dispensar totalmente o estepe. Eles também funcionam mesmo com perfurações ou cortes maiores que 5 mm, situação em que os selantes já não funcionam. Os run-flat também lidam relativamente bem com danos na região dos ombros e flancos.


Obrigatoriedade no Brasil[editar | editar código-fonte]

A obrigatoriedade ou não do estepe se dá justamente pelo fato de ser possível o veículo possuir um sistema diferente deste para sanar problemas em caso de avaria nos pneus.

O Código Nacional de Trânsito estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos e a maioria dos veículos devem ter pneu, aro sobressalente, macaco e chave de roda, segundo as exigências que constam na legislação[4].

Porém, para automóveis, camionetas, caminhonetes e utilitários, com peso bruto total - PBT, de até 3,5 toneladas, a dispensa poderá ser reconhecida pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, por ocasião do requerimento do código específico de marca/modelo/versão, pelo fabricante ou importador, quando comprovada que tal característica é inerente ao projeto do veículo, e desde que este seja dotado de alternativas para o uso do pneu e aro sobressalentes, macaco e chave de roda[5]

A Resolução CONTRAN Nº 540 DE 15/07/2015[6] dispõe sobre todas as exigências do conjunto roda e pneu sobressalente de uso temporário e sistemas alternativos.

Trafegar com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN, ou trafegar sem o estepe em veículos que possuem obrigatoriedade, é considerada como infração grave, tendo como penalidade multa e retenção do veículo para regularização[7].

Há um projeto de lei (PL 82/2015)[8] que propõe a obrigação do fornecimento de rodas e pneus sobressalentes em idênticas dimensões das demais rodas e pneus que equipam os veículos novos, nacionais e importados, comercializados no País.


Segurança[editar | editar código-fonte]

Todos os conjuntos devem atender às exigências do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia)[9].

O diâmetro externo do conjunto roda e pneu sobressalente deve ser o mesmo das rodas e pneus em uso. Entretanto, a diferença de diâmetro pode existir desde que isso não afete a segurança do veículo, seu equilíbrio, tração, capacidade de carga e velocidade.

As montadoras devem estipular velocidade máxima a ser atingida com o conjunto temporário sem comprometer a segurança do veículo e fornecer as informações e restrições de funcionamento do conjunto ou sistema alternativo presente no veículo.

O conjunto extra poderá ser usado até que a profundidade dos sulcos da banda de rodagem (parte do pneu que entra em contato direto com o solo) tenha 1,6mm. Após, será necessária troca.

No caso de pneu que circula “sem ar”, deve ser fornecido com produto selante e equipamento que possa insuflar o pneu à pressão adequada em até 10 minutos após sofrer a avaria.

Já os conjuntos ou sistemas de rodagem “sem pressão” ou alternativos são considerados temporários e precisarão ser substituídos em seguida, de acordo com a capacidade máxima de rodagem estabelecida pelo fabricante.


Referências

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