Poço Fundo

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Município de Poço Fundo
CidadePfundo.JPG

Bandeira de Poço Fundo
Brasão de Poço Fundo
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 2 de abril
Fundação 2 de abril de 1870 (149 anos)
Gentílico poço-fundense
Lema Se nossos pais te honraram...
Prefeito(a) Renato Ferreira de Oliveira (PT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Poço Fundo
Localização de Poço Fundo em Minas Gerais
Poço Fundo está localizado em: Brasil
Poço Fundo
Localização de Poço Fundo no Brasil
21° 46' 51" S 45° 57' 54" O21° 46' 51" S 45° 57' 54" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008[1]
Microrregião Alfenas IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes São João da Mata, Machado, Ipuiúna, Espírito Santo do Dourado, Carvalhópolis, Silvianópolis, Campestre e Caldas
Distância até a capital 395 km
Características geográficas
Área 474,228 km² [2]
População 16 841 hab. Est. IBGE/2016[3]
Densidade 35,51 hab./km²
Altitude 1435 m
Clima Tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,691 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 124 533,033 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 853,01 IBGE/2008[5]

Poço Fundo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em julho de 2016 era de 16 841 habitantes.[3]

Localizado no sul de Minas Gerais, fica a 395 km de Belo Horizonte. O município é cortado pela rodovia MG-179 e é delimitado pelos municípios de Machado, Espírito Santo do Dourado, São João da Mata, Carvalhópolis, Turvolândia, Campestre, Ipuiúna e Caldas.

Com área de 475 km², clima tropical-temperado, temperatura média anual de 20 °C e altitude máxima de 1435m; o ponto mais elevado fica na Pedra da Canoa.

O município de Poço Fundo é muito procurado por suas cachoeiras e sua topografia acidentada que atrai praticantes de Bicicleta de montanha (montain bike). Também tem muitas histórias antigas, belos casarões com característica arquitetônicas coloniais.

No centro da cidade são preservados a Igreja de São Francisco de Paula, de 1936, o prédio do Cine Ouro Negro, edificação de 1958.

O tradicional Fumo de rolo é produzido de forma artesanal no município desde o século 19. Poço Fundo é conhecido na região como “capital do fumo” por conta da excelente qualidade do produto.

História[editar | editar código-fonte]

Fundada em 2 de abril de 1870, dia de São Francisco de Paula, com o início da construção da igreja, idealizada pelo capitão da Guarda Nacional Francisco Ferreira de Assis, pelo segundo Barão de Alfenas e pelo tenente Manoel Coutinho Rezende, que fizeram parte da comissão construtora da igreja, considerada o marco-zero do núcleo urbano.

O vilarejo pertencia primitivamente a Alfenas, depois a Caldas, São Gonçalo do Sapucaí e, posteriormente, município de Machado, ao qual pertenceu até se emancipar.

Em 1923, pela Lei Estadual 843, promulgada pelo governador Raul Soares, São Francisco de Paula do Machadinho emancipou-se de Machado, passando a se chamar Gimirim, que em tupi significa machado pequeno.

A Câmara de Vereadores foi instalado em 1924, sendo primeiro presidente e, ao mesmo tempo, chefe do Executivo Municipal (não existia a função autônoma de prefeito) foi o “coronel” José Dias de Gouvêa, filho do Barão de Alfenas, co-fundador do lugar.

Em 12 de dezembro de 1953, pela Lei Estadual 1.903, passou a se chamar Poço Fundo, nome do bairro rural onde era produzido há muitas décadas o afamado fumo Poço Fundo que foi durante muitos anos a principal matriz econômica do município. 

A atual população é de 15.961 habitantes segundo o Censo IBGE/2010, com uma densidade demográfica de 33,6 hab/km²

Turismo[editar | editar código-fonte]

Represa da Usina de Poço Fundo no Rio Machado

O município faz parte do circuito turístico Caminhos Gerais[6] e é servido pela rodovia MG-179. O acesso ao distrito de Paiolinho é feito pela rodovia AMG-1555.[7]

Cachoeira Grande

No Bairro da Cachoeira Grande localiza-se a Usina Hidrelétrica de Poço Fundo, no Rio Machado, e sua respectiva barragem com aproximadamente 200m de coluna d'água. Foi instalada em 1949 pela Rede Sul Mineira de Eletricidade, mais tarde encampada pela CEMIG.

Locais turísticos[editar | editar código-fonte]

Em Poço Fundo encontram-se as ruínas do casarão e o túmulo de Lourenço Westin, personagem controvertido da História, primeiro cônsul da Suécia.

Sobre o Cônsul circulam até hoje várias histórias e lendas que despertaram o interesse do escritor Júlio Olivar, autor do livro "O mistério do cônsul", publicado em 2005, com a biografia do lendário Westin.

O livro chamou atenção de muitos turistas, cientistas e pesquisadores, inclusive estrangeiros, que foram conhecer de perto as ruínas da Fazenda do Jardim, construção feita ainda durante o Brasil Colônia (por volta de 1790), onde viveu Lourenço Westin entre 1830 e 1846.

Outros pontos que atraem visitantes são as várias cachoeiras. Entre elas destacam-se as seguinte:

Cachoeira Grande: que leva o nome do bairro em que se localiza, a 22 km do centro da cidade e com a extensão de 2 km gerando belas quedas d'água e fortes sons.

Cachoeira da Bocaina: Conhecida pelo fácil acesso, próxima ao km 52 da rodovia MG-179 logo às margens, o acesso a ela é feito por uma simples ponte de madeira, composta por gramíneas com árvores isoladas porém com trechos de mata mais densa a apenas 6 km da cidade.

Cachoeira do Porto: Ideal para acampar, tomar banho de sol, encontrar os amigos ou apenas apreciar a natureza, a 24 km da cidade, a natureza forma um lindo panorama e uma ótima opção de lazer. Devido sua localização atrai turistas de diversas cidades vizinhas como: Campestre, Congonhal, Ipuiuna, Caldas e outras.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1 de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1 de maio de 2017 
  4. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 11 de junho de 2015 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Listagem dos Circuitos Turísticos» (PDF). Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. 28 páginas. Consultado em 14 de maio de 2011. Arquivado do original (PDF) em 12 de maio de 2013 
  7. «Rodovias estaduais de acesso». DER-MG. Consultado em 14 de maio de 2011. Arquivado do original em 31 de julho de 2013 
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