Ponta de Pedras (Pernambuco)

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Ponta de Pedras
—  Distrito do Brasil  —
Estado Pernambuco
Município Goiana
População
 - Total 8,008

Ponta de Pedras é um distrito do município de Goiana, Pernambuco. Localiza-se a uma latitude 07º33'38" sul e a uma longitude 35º00'09" oeste, estando ao nível do mar, pois também é uma praia. Sua população estimada em 2010 era de 8.008 habitantes.[1] Ponta de Pedras localiza-se no oeste do município, a 48 km do Centro e 70 da capital do estado, Recife.

Praia[editar | editar código-fonte]

A praia de Ponta de Pedras é a praia mais agitada do município de Goiana, além de ser a zona do município que recebe mais turistas, as zonas de acesso da praia são a BR-101 e a PE-49. A temperatura da região é bem alta, com sua temperatura média de 24°C ao ano.

História[editar | editar código-fonte]

No próximo dia 18 de agosto a vila de Ponta de Pedras comemora o aniversário do descobrimento do acidente geográfico - a ponta das PEDRAS, descoberto por navegadores portugueses em 1501. Quando aqui chegaram, foram os indígenas da aldeia dos Tabajaras-da-beira-mar (uma das ramificações da tribo dos Tabajaras, da nação Tupi), que encontraram como os primeiros habitantes desta região e em que hoje está localizado o distrito de Ponta de Pedras.



 Sua aldeia ficava localizada nas imediações da praia de Catuama. Em 1589 chegou ao local um missionário português da Ordem Franciscana, cujo nome era Frei Antônio de Campo Mayor, com o intuito de catequizar os índios da localidade. Em uma área mais ao norte da aldeia, próxima ao sul do acidente geográfico – a ponta das Pedras, fundou o religioso uma “missão” para catequização dos habitantes, Dedicou Frei Campo Mayor a proteção da “missão” à N. S. da Expectação, santa de sua devoção no convento português, com a construção de uma pequena casa de oração, encetando, assim, o povoamento desta área, na qual se desenvolveu um pequeno povoado de pescadores.

A população cresceu e o lugarejo adquiriu status de freguesia. Em 27 de setembro de 1912 foi criado o distrito e o povoado elevado à categoria de Vila. Ao longo do tempo, a localidade foi crescendo e se transformou na aprazível e turística praia de Ponta de Pedras, a qual, por duas vezes foi elevada à categoria de Cidade, não logrando exitos por questões políticas abordadas pelo município de Goiana. PONTA DE PEDRAS - 100 ANOS DE VILA, E POR QUE NÃO, CIDADE?

Primitivamente ocupada por índios caetés e potiguaras, o distrito de Ponta de Pedras originou-se de um dos mais antigos núcleos de colonização da região. O distrito pertenceu na época das Capitanias Hereditárias a Capitania de Itamaracá.

Pela lei estadual nº 4950, de 20 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Goiana, o distrito de Ponta de Pedras, que foi elevado à categoria de município, mas o Tribunal de Justiça, por decisão de 27 de agosto de 1964, o município de Ponta de Pedras é extinto, tendo seu território anexado ao município de Goiana, voltando a ser o distrito. E permanece distrito até os dias atuais.

Do acidente geográfico surgiu o nome Ponta de Pedras (ponta vem de terra que avança pelo Oceano Atlântico; e pedras provavelmente pela grande quantidade de pedras que existia no local). Instigado uma vez pelo querido sociólogo e “cidadão pontapedrense” Aristácio Ferreira lembrei dele ter me dito que uma lei da época do prefeito Harlan Gadêlha definia o nome do local como Ponta de Pedras. Daí que, pesquisando o arquivo da Câmara Municipal de Goiana constatei que a lei não fora oriunda do Poder Executivo, mas sim do Legislativo goianense. O Projeto de Lei nº 033, de 13 de julho de 1988, é de autoria do então vereador ARLINDO PEREIRA (ARLINDO ESTRELA).


Sabe-se que no estado do Pará existe uma cidade homônima com pouco mais de 24.000 habitantes, situado no arquipélago do Marajó, na região norte daquele estado. Relatos do passado indicam que a Ponta de Pedras paraense foi fundada em 1727, com a categoria de freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do lugar. Em 17 de maio de 1833, o lugar teve seu território anexado ao de Cachoeiro do Arari, do qual fez parte até 1877, quando a Lei nº 886 elevou-o à categoria de Vila. O novo conselho foi instalado somente quatro anos depois, isto é, em 7 de janeiro de 1881. Com a Revolução de 1930 o município foi extinto e criado um novo, denominado Itaguari. Mas, em 31 de dezembro de 1938, o Decreto nº 3.131 restabeleceu seu nome de Ponta de Pedras, nome dado em virtude das pedras existentes no local.

Em sua justificativa de apresentação do projeto, enriquecida com a colaboração substancial de Aristácio Ferreira, o então VEREADOR ARLINDO PEREIRA salienta que “a duplicidade de nomes de localidades encontra-se presente em vários estados da Federação”. Um exemplo: aqui em nosso Pernambuco e no vizinho estado da Paraíba existem as cidades do Condado e do Paulista.

Continua a explanação que “a determinação do Governo Federal,“à época”, no sentido de não coincidirem os nomes de localidades com a mesma denominação foi motivo por que Ponta de Pedras passou a denominar-se Pontas de Pedra, para não se confundir com sua homônima no Estado do Pará...

Outras localidades pernambucanas que tiveram, em 1943, suas denominações mutiladas para atender tais exigências, restauraram o nome antigo em projetos aprovados pela Assembléia Legislativa do Estado, tendo como caso mais recente o de Itambé, em 1975, ficando Pontas de Pedra, por ser distrito, e à espera da iniciativa de um vereador, desfalcada de seu nome original”...

A justificação diz que diante dos fatos a praia goianense deveria voltar a chamar-se Ponta de Pedras, respeitando e homenageando “as suas origens tabajaras, seus primitivos habitantes, em cuja aldeia o padre fransciscano Frei Antonio de Campo Maior fundou, em 1589, uma missão de índios”...

Faz alusão também “ao saudoso desembargador goianense Ângelo Jordão de Vasconcelos Filho, que tanto batalhou pela conservação do nome primitivo, cujas palavras tomamos como nossas:“Se havia de ser sacrificada alguma duplicata, que fosse a cidade do Pará. A nossa tem precedência, não aquela, pois teve o seu início nos primórdios da nossa vida colonial”.

E acrescenta que, “quando em 1501 a coroa portuguesa enviou a primeira expedição, comandada por Gaspar de Lemos, para reconhecer as terras que Cabral descobrira em 1500, o primeiro ponto de referência foi o cabo de São Roque, no Rio Grande do Norte, e não algum outro acidente geográfico localizado no Pará...

Conclui a justificativa que “por antiguidade que, aliás, é posto, pelos estudos geográficos daquela região, caberia à nossa praia o direito de conservação de seu nome antigo Ponta de  Pedras  sem  a  deturpação que lhe foi imposta, contrariando a própria história,desde sua origem, e a sua projeção internacional no passado como marco nos limites das terras brasileiras, que foi sacrificada à época por uma decisão equivocada, “já que era vila, e a outra por ser cidade mereceu as regalias do veredicto”...


Continuando, diz que, “em 1589, nem sequer o Pará existia como aglomerado de colonizadores portugueses, pois sua capital Nossa Senhora de Belém foi fundada por Francisco Caldeira Castelo Branco, em 24 de dezembro de 1615, donde se concluirá com facilidade que a sua cidade Ponta de Pedras só teria surgido posteriormente...


Assim foi aprovado o projeto, onde agora tentamos melhor divulgá-lo para acabar de uma vez por todas nossas dúvidas sobre o nome de uma das mais belas praias do litoral norte de Pernambuco. Litoral este tão esquecido pelas autoridades do Estado, com o Prodetur tendo seus olhos mais voltados para o litoral sul.

Num passado recente, um tal Projeto Costa Verde, decantado pelo deputado federal Pedro Eugênio, falava em investimentos turísticos para o Norte. Queremos saber o paradeiro do projeto deputado! Já o governador Eduardo Campos, mais recentemente defendendo a possibilidade do Recife ser sede da Copa do Mundo de 2014, ventilou a hipótese dos turistas aproveitarem e conhecerem os sítios históricos de Recife, Olinda e Igarassu. E Goiana governador? O presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco, deputado Gulherme Uchoa, defendeu recentemente investimentos para o litoral norte lembrando da beleza das praias de Olinda, Paulista e Igarassu. E Goiana deputado?

O Governo do Estado, no final de 2007, anunciou a pavimentação em asfalto de trecho que liga Ponta de Pedras a Catuama e à Barra de Catuama, salvo engano. Muito obrigado governador! Mesmo assim, aqui faço um apelo: Lembrem mais de nossa rica história e de nossas belas praias Catuama, Barra de Catuama, Carne de Vaca, e PONTA DE PEDRAS, com sua beleza, seu povo hospitaleiro, a passagem do navegador Gaspar de Lemos, o trabalho do missionário Frei Campo Maior, o naufrágio do vapor Bahia...

Economia[editar | editar código-fonte]

Praia

O distrito possui uma pequena zona comercial e uma rede hoteleira, além de diversos restaurantes que garantem a economia da região, o período que o comércio mais recebe lucro é no verão, porque recebe um grande número de turistas de Goiana, Região Metropolitana de Recife, João Pessoa e região.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Além de seus milhares de visitantes no verão, a praia também recebe visitantes no Carnaval e no "Aparauá Ecoaventura", um parque Ecológico que fica na região.

Referências


Bandeira de Goiana 

Goiana, Pernambuco, Brasil Bandeira de Goiana Bandeira de Pernambuco Bandeira do Brasil

Centro


Balde do Rio | Boa Vista | Caioé | Carrapicho | Castelo Branco | Centro |
Chã da Alegria | Flexeiras | Impoeira | Multirão |
Nova Goiana | Nova Terra | Tanquinho | Usina Santa Tereza |
Usina Nossa Senhora das Maravilhas | Vila Operária

Tejucopapo


Tejucopapo | Itapessoca | São Lourenço | Gambá | Atapuz

Pontas de Pedras


Pontas de Pedras | Carne de Vaca | Tabatinga |
Catuama | Barra de Catuama

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