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Prednisolona

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Prednisolona
Estrutura química de Prednisolona
Nome IUPAC (sistemática)
11,17-dihidroxi-17-(2-hidroxiacetil)-10,13-dimetil-6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17-dodecahidrociclopenta[a]fenantreno-3-ona
Identificadores
50-24-8
A07EA01
5755
APRD00197
Informação química
360,444 g/mol
Farmacocinética
Hepático
2 a 4 horas
Urina
Considerações terapêuticas
Oral
Aviso médico

Prednisolona é um fármaco pertencente ao grupo dos anti-inflamatórios esteroidais. A Prednisolona é um metabólito ativo da prednisona. A prednisona é um pró-fármaco que é metabolizado pelo fígado convertendo-se à forma ativa prednisolona. É indicado no tratamento de doenças que envolvam dor e inflamação. Pode ser administrado por via oral, intramuscular (injetável) e ocular (colírio).

É um fármaco de baixa atividade mineralocorticóide, podendo ser usada em vários casos de inflamação e doenças autoimunes tais como: asma, colite, artrite reumatóide, esclerose múltipla, lupus, Doença de Crohn, entre outras. Pode ser usado como uma droga imunosupressora em terapia de transplante de órgãos.

Efeitos colaterais

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Retenção de líquidos na face (rosto em forma de lua), Síndrome de Cushing, acne, constipação. Sua administração por mais de 7 dias causa uma supressão adrenal, diminuindo gradativamente o tamanho da glândula adrenal devido sua incapacidade de produzir corticosteróides e catecolaminas naturalmente. Por esta razão, pacientes que fazem uso prolongado desta droga não devem fazer uma parada abrupta, sendo necessário o desmame, ou seja, uma retirada lenta da prednisona, a qual varia de acordo com o tempo de tratamenta realizado, podendo levar dias, semanas ou meses. Uma retirada abrupta poderia levar a uma insuficiência suprarenal secundária, colocando em risco a vida do paciente. Outros efeitos ao organismo incluem a supressão da função tireoideana, redução acentuada nos níveis de hormônios sexuais (testosterona e estrogênio), aumento da excreção de cálcio, hiperglicemia e hipertensão arterial.

Precauções

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Pode mascarar sinais de infecção bacteriana.

Na presença de doença hepática grave, deve-se utilizar a prednisolona, ao invés da prednisona, visto que esta última exige a sua conversão hepática para se tornar ativa. [1]

Referências

  1. As Bases Farmacológicas da Terapêutica de Goodman & Gilman. Porto Alegre: artmed. 2012. p. 1232 
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