Refazenda

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Refazenda é um álbum de 1975 do cantor, compositor e músico Gilberto Gil.

Músicas[editar | editar código-fonte]

  1. Ela (Gilberto Gil)
  2. Tenho Sede (Dominguinhos/Anastácia)
  3. Refazenda (Gilberto Gil)
  4. Pai e Mãe (Gilberto Gil)
  5. Jeca Total (Gilberto Gil)
  6. Esse é Pra Tocar no Rádio (Gilberto Gil)
  7. Ê, povo, ê (Gilberto Gil)
  8. Retiros Espirituais (Gilberto Gil)
  9. O Rouxinol (Gilberto Gil/Jorge Mautner)
  10. Lamento Sertanejo (Gilberto Gil/Dominguinhos)
  11. Meditação (Gilberto Gil)

Ficha Técnica[editar | editar código-fonte]

  • Gravadora: Warner Music
  • Direção de produção: Mazola
  • Coordenação musical e arranjos de orquestra: Perinho Albuquerque
  • Arranjos de base: Gilberto Gil
  • Técnico de gravação: Luigi, João Moreira e Luiz Cláudio
  • Assistentes: Paulo Sérgio e José Guilherme
  • Mixagem: Mazola
  • Fotos: João Castrioto
  • Capa: Aldo Luiz
  • Marca de Refazenda: Rogério Duarte

Recepção[editar | editar código-fonte]

Depois do experimentalismo da época do Tropicalismo e da primeira metade da década de 1970, Gil surpreendeu o público e a crítica com a sonoridade mais simples de Refazenda, inspirada no baião e nos ritmos nordestinos[1] . Segundo a crítica Ana Maria Bahiana, tratava-se porém de uma falsa simplicidade, em que o músico se propunha a retomar elementos da tradição musical brasileira e transformá-los por meio de um "despojamento voluntário". Da mesma forma, José Miguel Wisnik apontou um "jogo sutil de imprevistos" no rendado dos arranjos[2].

O sucesso do disco, porém, levou o compositor a estendê-lo na "Trilogia Re", completada por Refavela (1977) e Realce (1979), tendo ainda no meio destes o disco ao vivo com Rita Lee Refestança (1978)[3][4].

As canções[editar | editar código-fonte]

Refazenda se apoia no neologismo do título[5] para, com influência do movimento hippie, falar sobre o meio ambiente e defender uma aproximação com a natureza. Antônio Risério vê no abacateiro, com quem o autor dialoga, uma representação da Árvore da Vida[6].

Pai e Mãe, o único chorinho do álbum, é outro exemplo de uma forma musical tradicional, com acompanhamento por um regional, em oposição a uma letra que desafia os valores conservadores, com o autor falando abertamente de "beijar outros homens"[7].

Zizi Possi regravou Meditação no álbum Valsa Brasileira (1993)[8]

Referências

  1. 40 anos de “Refazenda”, uma obra singular de Gilberto Gil. Moozyca, 23 de outubro de 2015
  2. GARCIA, Jonas Bertuol. “Pai e Mãe” de Gilberto Gil: laços entre tradição e modernidade. Revista Brasileira de Estudos da Canção – ISSN 2238-1198 Natal, n.3, jan-jun 2013. Página 111
  3. ZAPPA, Regina. Gilberto bem de perto. Nova Fronteira, 2013
  4. WEINSCHELBAUM, Violeta. Estação Brasil: conversas com músicos brasileiros. Editora 34, 2006. Página 134
  5. CARVALHO, Carlos André Rodrigues de. Tropicalismo – Geléia geral das vanguardas poéticas contemporâneas brasileiras. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Letras e Lingüística da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, como requisito para obtenção do grau de mestre em Teoria da Literatura. Recife, 2006. Página 59
  6. CAVALCANTE, Andréa Coutinho. "Refazendo tudo": Trânsitos entre música, cultura e política em Gilberto Gil. Trabalho apresentado no II ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, realizado de 03 a 05 de maio de 2006, na Faculdade de Comunicação/UFBa, Salvador-Bahia-Brasil
  7. GARCIA, Jonas Bertuol. “Pai e Mãe” de Gilberto Gil: laços entre tradição e modernidade. Revista Brasileira de Estudos da Canção – ISSN 2238-1198 Natal, n.3, jan-jun 2013. Página 115
  8. Zizi Possi. Cantoras do Brasil