Tropicalia ou Panis et Circencis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Tropicália ou Panis et Circencis
Álbum de estúdio de Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé
Lançamento Julho de 1968[1]
Gravação Estúdio RGE, São Paulo-SP, maio de 1968
Gênero(s) Tropicália, MPB
Duração 38:38
Gravadora(s) Philips Records (LP, fita cassete e CD até 1998)
Universal Music (CD a partir de 1999)
Produção Manuel Barembein
Cronologia de Caetano Veloso
Último
Caetano Veloso
(1967)
Caetano Veloso
(1969)
Próximo
Cronologia de Gal Costa
Último
Domingo
(1967)
Gal Costa
(1969)
Próximo
Cronologia de Gilberto Gil
Último
Gilberto Gil
(1968)
Gilberto Gil
(1969)
Próximo
Cronologia de Nara Leão
Último
Nara Leão
(1968)
Coisas do Mundo
(1969)
Próximo
Cronologia de Os Mutantes
Último
Os Mutantes
(1968)
Mutantes
(1969)
Próximo
Cronologia de Tom Zé
Último
Grande Liquidação
(1968)
Próximo

Tropicalia ou Panis et Circencis é um álbum de estúdio lançado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé - acompanhados dos poetas Capinam e Torquato Neto, e do maestro Rogério Duprat - em julho de 1968 pela gravadora Philips Records (atual Universal Music).[1]

Obra[editar | editar código-fonte]

Caetano Veloso e Gilberto Gil causaram grande impacto em suas apresentações no III Festival de Música Popular da TV Record, no ano de 1967. Ali, foram lançadas as bases para o Tropicalismo em sua versão musical - um movimento que mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais daquela época, como correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o Rock e o Concretismo). Antes de fins sociais e políticos, a Tropicália foi um movimento nitidamente estético e comportamental.

Em maio de 1968, começaram as gravações do álbum que seria o manifesto musical do movimento, do qual participaram artistas como Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé - além dos poetas Capinam e Torquato Neto e do maestro Rogério Duprat (responsável pelos arranjos do LP).

A primeira música do álbum é "Miserere Nóbis", de Gil e Capinan. Na sequência vem "Coração Materno" - canção até então considerada de mau gosto. A faixa-título é interpretada pelo grupo paulista Os Mutantes, com sinais nítidos do conjunto: a psicodelia. "Baby", grande hit deste álbum, foi cantada por Gal Costa.

O LP ficou em segundo lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira, feita pela revista Rolling Stone Brasil.[2] Em setembro de 2012, foi eleito pelo público da Rádio Eldorado FM, do portal Estadao.com e do Caderno C2+Música (estes dois últimos pertencentes ao jornal O Estado de S. Paulo) como o nono melhor disco brasileiro da história.[3] Na época do lançamento, a crítica do jornal considerou-o um dos melhores discos lançados no Brasil naquele ano.[4]

Faixas[editar | editar código-fonte]

Lado A
N.º Título Compositor(es) Intérprete(s) Duração
1. "Miserere Nóbis"   Capinam, Gilberto Gil Gilberto Gil 3:44
2. "Coração Materno"   Vicente Celestino Caetano Veloso 4:17
3. "Panis et Circencis"   Caetano Veloso, Gilberto Gil Os Mutantes 3:35
4. "Lindoneia"   Caetano Veloso Nara Leão 2:14
5. "Parque Industrial"   Tom Zé Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Os Mutantes e Tom Zé 3:16
6. "Geleia Geral"   Gilberto Gil, Torquato Neto Gilberto Gil 3:42
Duração total:
20:48
Lado B
N.º Título Compositor(es) Intérprete(s) Duração
1. "Baby"   Caetano Veloso Gal Costa e Caetano Veloso 3:31
2. "Três Caravelas (Las Tres Carabelas)"   Algueró Jr., Moreau. Versão: João de Barro Caetano Veloso e Gilberto Gil 3:06
3. "Enquanto seu Lobo Não Vem"   Caetano Veloso Caetano Veloso, Gilberto Gil e Rita Lee 2:31
4. "Mamãe, Coragem"   Caetano Veloso, Torquato Neto Gal Costa 2:30
5. "Bat Macumba"   Caetano Veloso, Gilberto Gil Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Os Mutantes 2:33
6. "Hino ao Senhor do Bonfim"   Artur de Sales, João Antônio Wanderley Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Os Mutantes 3:39
Duração total:
17:50
Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 5 de 5 estrelas. link

Referências

  1. a b Ana de Oliveira. Cronologia 68-3. Página lançada em 2007.
  2. «Os 100 maiores discos da música brasileira». Rolling Stone. Consultado em 20 de dezembro de 2012. 
  3. Bomfim, Emanuel (7 de setembro de 2012). «'Ventura' é eleito o melhor disco brasileiro de todos os tempos». Combate Rock. Grupo Estado. Consultado em 28 de janeiro de 2016. 
  4. Leite, Edmundo (31 de agosto de 2012). «Alguns discos clássicos já nascem grandes». Acervo Estadão. Grupo Estado. Consultado em 28 de janeiro de 2016. 
Ícone de esboço Este artigo sobre um álbum de Vários artistas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.