Alegria, Alegria

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"Alegria, Alegria"
Capa original da gravadora Philips (1967)
Canção de Caetano Veloso
do álbum Caetano Veloso
Lançamento 1967
Gravação 1967
Gênero(s) Tropicalismo, rock psicodélico
Duração 2:48
Gravadora(s) Philips
Letrista(s) Caetano Veloso

"Alegria, Alegria" é uma canção composta por Caetano Veloso que foi o marco inicial do movimento Tropicalismo em 1967. O single foi lançado (com Remelexo no lado B) em 1967 e também integrou o álbum Caetano Veloso, do mesmo ano.

O nome da música veio, por sua vez, de um bordão que o cantor Wilson Simonal utilizava em seu programa na TV Record, Show em Si... Monal.[1] O cantor carioca aproveitaria para intitular também de Alegria, Alegria seu álbum que saíria em novembro de 1967, assim como os próximos três.[1]

Composição[editar | editar código-fonte]

Caetano Veloso, em parte inspirado pelo sucesso de A Banda, de Chico Buarque, que havia concorrido no Festival de música da TV Record do ano anterior, quis compor uma marcha assim como a canção de Chico. Ao mesmo tempo, queria que fosse uma música contemporânea, pop, lidando com elementos da cultura de massa da época.

A letra possui uma estrutura cinematográfica, conforme definiu Décio Pignatari, trata-se de uma "letra-câmera-na-mão", citando o mote do Cinema Novo. Caetano ainda incluíu uma pequena citação do livro As Palavras, de Jean-Paul Sartre: "nada nos bolsos e nada nas mãos", que acabou virando "nada no bolso ou nas mãos". Como a ideia do arranjo incluía guitarras elétricas, Caetano e seu empresário na época, Guilherme Araújo convidaram o grupo argentino radicado em São Paulo Beat Boys.[2] O arranjo foi fortemente influenciado pelo trabalho dos Beatles.

Ela é considerada a 10ª maior canção brasileira de todos os tempos pela revista Rolling Stone Brasil.[3]

Apresentação no Festival da Record[editar | editar código-fonte]

Apresentada pela primeira vez no Festival da Record daquele ano, a canção chocou os chamados "tradicionalistas" da música popular brasileira devido a simples presença de guitarras.[2] No ambiente político-cultural da época, setores de esquerda classificavam a influência do Rock como alienação cultural, o que também foi sentido por Gilberto Gil quando apresentou Domingo no Parque no mesmo festival.

Apesar da rejeição inicial, a música acabou conquistando a maior parte da platéia. Acabou se tornando uma das favoritas, com as manifestações favoráveis superando as facções mais nacionalistas. A música acabou chegando em quarto lugar na premiação final.

Com o improvável sucesso de Alegria, Alegria, Caetano se tornou de imediato um popstar, febre que só passou após alguns meses, embora a música tenha lançado Caetano para a fama, e sua carreira posterior só confirmado sua popularidade.

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b ALEXANDRE, Ricardo. Nem vem que não tem: a vida e o veneno de Wilson Simonal. São Paulo: Globo, 2009. ISBN 978-85-750-4728-1.
  2. a b Terron, Pablo. «Nº 10 - Alegria, Alegria». Rolling Stone. Consultado em 23/06/2011. 
  3. «100 Maiores Músicas Brasileiras». Rolling Stone. Consultado em 23/06/2011. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Bibliografia
  • Carlos Calado (1997). Tropicália: a história de uma revolução musical Editora 34 [S.l.]  Parâmetro desconhecido |volumes= ignorado (|volume=) (Ajuda)
  • Celso Fernando Favaretto (2000). Tropicália, alegoria, alegria Atelie Editorial [S.l.]  Parâmetro desconhecido |volumes= ignorado (|volume=) (Ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]