Rio voador

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Rios voadores (aéreos ou flutuantes) são fluxos concentrados de vapores atmosféricos formados por massas de ar, são invisíveis em determinada região da Amazônia e sobrevoam em meio a copa das árvores. Eles não tem margens como os rios terrestres,[1] porém realizam a mesma função de transportar umidade e vapor de água, advindos da evapotranspiração das árvores, para outras regiões do Brasil como sudeste, sul e centro-oeste.[2]

Como funciona[editar | editar código-fonte]

Para bombear a água ela suga a umidade evaporada pelo Oceano Atlântico próximo a linha do equador[1] e carrega-a pelos ventos alísios[3] formando-se assim nuvens. Quando chegam sobre a mata, com influência do calor e já "carregadas", ficam mais pesadas que o ar e caem em forma de chuva. Posteriormente as árvores evapotranspiram sob o sol e a floresta devolve toda água que absorveu para a atmosfera na forma de vapor de água. Portanto, o ar é recarregado e continua sendo transportado rumo a curvatura do Acre, uma vez que por causa da Cordilheira dos Andes não passa direto, seguindo pela Bolívia, Paraguai e enfim os estados brasileiros: MT, MS, MG, SP, PA, SC e RS. Antes precipita levemente próximo as montanhas, dando origem aos rios amazônicos.[2][1]

Capacidade[editar | editar código-fonte]

A vazão dos rios flutuantes é equivalente a vazão dos rios amazônicos, lançando cerca de 200.000 m3/s. Isso acontece porque uma árvore bombeia para a atmosfera mais de 300 litros de água, em um dia, sendo que uma árvore maior, pode evapotranspirar mais de 1.000 litros por dia. Imagina-se que haja 600 bilhões de árvores na Amazônia.[2]

Importância[editar | editar código-fonte]

A umidade levada para o sudeste e centro-oeste brasileiro garante a esta região capacidade para não se tornar um deserto, uma vez que outros países na mesma faixa subtropical são desertos como o Australiano, Kalahari, Namíbia e Atacama localizados nas regiões próximas da latitude de 30° sul.[4]

Referências

  1. a b c «Um rio que flui pelo ar - FAPESP» 
  2. a b c «Rios Voadores» 
  3. Molion, Luiz. «Climatologia Dinâmica da Região Amazônica: Mecanismos de Precipitação» 
  4. Augusto Diniz Lira, André. «DESERTOS E DESERTIFICAÇÃO: ABORDAGENS TEÓRICAS E CONCEITUAIS»