Síndrome coronária aguda

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Síndrome coronária aguda
Trombose de arteria coronária (em espanhol).
Classificação e recursos externos
CID-10 I24.9
eMedicine emerg/31
MeSH D054058
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Síndrome Coronária Aguda (SCA) é um conjunto de sinais e sintomas relacionados à obstrução de uma arteria coronária, causando infarto agudo do miocárdio. É sempre uma emergência médica. A presença dessa síndrome não é exclusiva do infarto de miocárdio, portanto não é patognomônico.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas típicos são).[1]:

  • Dor torácica opressiva, no local do coração (precordial);
  • Essa dor pode irradiar para braço esquerdo, ombros ou mandíbula;
  • Pode também apresentar sintomas associados como sudorese, náusea, vômito, palpitação, ansiedade, pânico (angor animi) e dificuldade para respirar (dispnéia).

Dores atípicas podem começar no epigástrio (abdomen superior central) ou irradiar para braço direito. Sintomas atípicos são mais comuns em mulheres e podem incluir também insonia nas semanas anteriores ao infarto, tosse, sensação de afogamento, fatiga e distensão abdominal. Em diabéticos a dor nem sempre está presente (pois a neuropatia diabética causa insensibilidade a dor).[2]

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

Fatores que aumentam as probabilidades de sofrir Síndrome Coronária Aguda em qualquer momento da vida incluem[2]:

Tipos[editar | editar código-fonte]

Os tipos da síndrome coronariana aguda incluem[3]:

  • Angina instável: É o tipo mais comum, representando quase 40% dos casos. Aparece subitamente em repouso ou com esforços menores que o usual.
  • Infarto Agudo do Miocardio Sem Elevação do segmento ST (IAMSEST): Cerca de 30% dos casos. É diagnosticada quando o eletrocardiograma (ECG) detecta eleveção do segmento ST, indicando nova lesão do miocárdio(músculo cardíaco).
  • Infarto Agudo do Miocárdio Com Elevação do segmento ST (IAMCEST): Cerca de 25% dos casos. É similar à angina inestável, mas com exame sanguíneo de enzimas cardíacas positivo e onda Q alterada.

Essas duas formas de infarto do miocárdio foram definidas de acordo com a aparência do eletrocardiograma (ECG) e servem para definir o melhor tratamento.

A SCA não inclui a angina estável, que se apresenta como dor torácica durante atividade física que melhora com repouso.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Quando começa uma dor torácica aguda, o eletrocardiograma(ECG) deve ser feito o mais rápido possível, incluindo na ambulância, se possível. É útil para distinguir entre várias causas da dor torácica aguda. Também são úteis a radiografia de tórax, os exames de sangue de marcadores de lesão miocárdica (mioglobulina específica, troponina I e T e CPK) e o monitor cardíaco.

Diagnósticos diferenciais[editar | editar código-fonte]

Embora a SCA geralmente esteja associada à trombose coronariana a dor no peito de origem cardíaca também pode ocorrer devido a anemia, consumo de cocaína, arritmia, severa bradicardias (batimento cardíaco muito diminuído) ou severa taquicardias (batimentos cardíacos aumentados).

Prevenção[editar | editar código-fonte]

A prevenção da SCA envolve reduzir os fatores de risco: alimentação saudável, exercício, tratamento da hipertensão (com diuréticos), tratamento do diabetes, evitar fumar, controlar os níveis de colesterol e perder o sobrepeso. Em pacientes com fatores de risco significativos, aspirina em pequenas doses reduz o risco de eventos cardiovasculares.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Na angioplastia, um cateter com um balão re-abre o espaço obstruído.

Caso se detecte elevação da onda ST, o tratamento de primeira escolha é angioplastia coronária percutânea. Neste procedimento minimamente invasivo um cateter flexível é introduzido em uma artéria femoral (perna) ou radial (antebraço) e segue ao local do bloqueio das artérias do coração, onde inflam um balão para abrir o espaço obstruído, posteriormente se coloca um stent(tubo metálico) para manter essa artéria aberta. Quanto mais cedo o tratamento começa melhor o prognóstico.[4]

Se a angioplastia não pode ser feita imediatamente, são injetados trombolíticos para romper o trombo das coronárias (fibrinólise). Os trombolíticos são contraindicados em caso de hemorragia nos últimos meses.

Caso não se detecte elevação da onda ST são usados dois anticoagulantes (aspirina mais clopidogrel ou prasugrel ou ticagrelor), heparina de baixo peso molecular (enoxaparina), com trinitrato de glicerilo intravenoso e opióides (morfina) se a dor persiste muito forte.

Referências

  1. Acute Coronary Syndrome. https://www.heart.org/HEARTORG/Conditions/HeartAttack/AboutHeartAttacks/Acute-Coronary-Syndrome_UCM_428752_Article.jsp
  2. a b Síntomas atípicos de un infarto en las mujeres. https://mejorconsalud.com/sintomas-atipicos-infarto-las-mujeres/
  3. Grech ED, Ramsdale DR (2003). «Acute coronary syndrome: unstable angina and non-ST segment elevation myocardial infarction». BMJ. 326 (7401): 1259–61. doi:10.1136/bmj.326.7401.1259. PMC 1126130Acessível livremente. PMID 12791748 
  4. Blankenship JC, Skelding KA (2008). "Rapid Triage, Transfer, and Treatment with Percutaneous Coronary Intervention for Patients with ST-Segment Elevation Myocardial Infarction". Acute Coronary Syndromes. 9 (2): 59–65.