Sistema Jornal do Commercio de Comunicação
| Sistema Jornal do Commercio de Comunicação | |
|---|---|
| Razão social | TV e Radio Jornal do Commercio LTDA |
| Nome(s) anterior(es) | Empresa Jornal do Commercio (1919-1987) |
| Sociedade Anônima | |
| Gênero | Comunicação |
| Fundação | 1 de janeiro de 1919 (107 anos) |
| Fundador(es) | F. Pessoa de Queiroz |
| Sede | |
| Locais | |
| Proprietário(s) | João Carlos Paes Mendonça |
| Empresa-mãe | Grupo JCPM |
O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação é um conglomerado de mídia brasileiro com sede em Pernambuco.
História
[editar | editar código]O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação teve início em 1919 com a criação do Jornal do Commercio pelo jornalista, empresário e político F. Pessoa de Queiroz. O primeiro exemplar do jornal foi vendido no dia 3 de abril do mesmo ano. O Diário da Noite foi outro periódico da empresa, de circulação vespertina, tendo porém vida curta.
Em 1948, F. Pessoa inaugurou a Rádio Jornal do Commercio, cujo slogan era "Pernambuco falando para o mundo", ancorado em seus transmissores com potência de 100 kW. Em 1951 a interiorização do rádio teve início, com a Rádio Difusora de Caruaru, seguida das rádios de Pesqueira, Garanhuns, Limoeiro, e por último, Petrolina. A TV Jornal do Commercio, em 1960, foi a primeira estação de televisão a transmitir sinais e a segunda a ser inaugurada em Pernambuco.[1]
Em 1970, a então Empresa Jornal do Commercio entrou em crise financeira, com reflexos nos três setores: jornal, rádio e televisão. A crise deveu-se ao afastamento de seu fundador, que foi assumir o mandato de Senador por Pernambuco, e a má gerência então exercida pelo seu filho, Paulo Pessoa de Queiroz.[2] Em 1974, a Justiça Federal decretou uma intervenção no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. A crise financeira foi responsável pelo fechamento das emissoras de rádio existentes no Interior de Pernambuco e do Diário da Noite, o primeiro a sofrer.[2]

A sucessão de crises administrativas e financeiras do grupo levou a uma grande greve em 1987, que resultou em uma nova mudança de controle acionário.[3] A Empresa Jornal do Commercio foi adquirida pelo empresário João Carlos Paes Mendonça, então proprietário da rede de supermercados Bompreço, iniciando a formação do Grupo JCPM, com a aquisição de ações e a administração de shopping centers no Brasil. A mudança de controle acionário e de administração levou o conglomerado, que passou a ser chamado de Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, a uma recuperação.[2]
Atualmente, o Jornal do Commercio vem mantendo uma liderança há vários anos no setor de jornais impressos. A TV Jornal é afiliada ao SBT e vice-líder de audiência no estado. A Rádio Jornal ostenta a liderança de audiência entre as emissoras AM e FM e também a liderança do segmento jornalístico na Região Metropolitana do Recife e a liderança entre as emissoras AM em Caruaru.
Ativos
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Internet
[editar | editar código]Rádio
[editar | editar código]- JC FM
- Rádio Jornal
- Rádio Jornal Caruaru
- Rádio Jornal Garanhuns
- Rádio Jornal Limoeiro
- Rádio Jornal Pesqueira
- Rádio Jornal Petrolina
Televisão
[editar | editar código]Antigos ativos
[editar | editar código]- Diário da Noite
- JC News FM
- Primeira Edição
Referências
- ↑ * LINS, Alice Maria Grego. A TV JORNAL E OS ANOS 60: GLÓRIAS E CRISES DE UMA EMISSORA LOCAL. Florianópolis: II Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho, 2004.
- ↑ a b c de Barros, Rosário (fevereiro de 2009). «DAS RELAÇÕES POLÍTICAS À RACIONALIZAÇÃO DAS INDÚSTRIAS CULTURAIS: A TRAJETÓRIA DO SISTEMA JORNAL DO COMMERCIO DE COMUNICAÇÃO» (PDF). Universidade Federal de Pernambuco. Consultado em 7 de dezembro de 2025
- ↑ «Passeata marca início de greve na Empresa Jornal do Commercio». Diário de Pernambuco: A-9. 19 de fevereiro de 1987. Consultado em 7 de dezembro de 2025