Túnel Rebouças
| Túnel Rebouças | |
|---|---|
Entrada do Túnel Rebouças. | |
| Nome oficial | Túnel Antônio Rebouças |
| Tipo | Túnel urbano |
| Engenheiro | Eng. Antonio Russell Raposo de Almeida |
| Início da construção | abril de 1962 |
| Inauguração | 3 de outubro de 1967 (58 anos) |
| Dimensões | |
| Comprimento | 2800 m (9186 ft) |
| Número de galerias | 2 galerias(uma para cada sentido) |
| Geografia | |
| Via | 3 vias para cada sentido. |
| Cruza | Maciço Carioca |
| Localização | Rio de Janeiro-RJ |
| Coordenadas | 22° 56′ 25,93″ S, 43° 12′ 08,13″ O |
O Túnel Rebouças localiza-se na cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
Ligando os bairros do Rio Comprido à Lagoa, este túnel foi projetado no governo Carlos Lacerda com o objetivo de conectar diretamente as zonas Norte e Sul da então capital, evitando o Centro.
O túnel foi assim nomeado em memória dos irmãos André Rebouças e Antônio Rebouças, engenheiros baianos que tiveram destacada atuação em projetos de infraestrutura viária e de saneamento no Brasil, durante o Segundo Reinado.[1]
História
[editar | editar código]
Segundo grande túnel construído na cidade, as suas obras ficaram a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem da Guanabara (DER-GB), tendo sido iniciadas em abril de 1962. O Maciço da Tijuca teve a perfuração finalizada em 1965.[2] O túnel foi inaugurado em 3 de outubro de 1967 na gestão de Francisco Negrão de Lima à frente do extinto Estado da Guanabara. O projeto do tunel é do eng. Antonio Russell Raposo de Almeida. (O Globo, 07/01/1961)
O túnel possui 2 800 metros de comprimento, em duas galerias paralelas, cada uma com nove metros de largura, num total de 5 600 metros de escavação em rocha viva.
Atravessa o Maciço Carioca em dois trechos:
- do Rio Comprido ao Cosme Velho, com 760 metros; e
- do Cosme Velho à Lagoa com 2 040 metros.
Dois viadutos permitem o escoamento do tráfego: um sobre a rua Cosme Velho, com oitenta metros, ligando os dois trechos, e outro na Lagoa, sobre a rua Jardim Botânico.
O bairro do Cosme Velho tem acesso aos túneis por um conjunto de pistas construídas entre o Largo do Boticário e a Ladeira dos Guararapes.
Em extensão e volume o Túnel Rebouças equivale à metade do Túnel do Mont Blanc, maior túnel rodoviário à época, com 11 600 metros de comprimento. Recebeu o seu nome em homenagem aos engenheiros e irmãos André Rebouças e Antônio Rebouças.
O tráfego, atualmente, é de 190 mil veículos por dia. As galerias são monitoradas por câmeras de TV e sistema de controle de poluição. Nelas, o limite de velocidade é de 90 km/h, controlado por radares, nos dois sentidos.
O túnel fecha para manutenção e limpeza às terças e quintas-feiras, das 23h às 5h, exceto nos feriados. e em 2010 foi anunciada a sua remodelação, na qual foi mudada toda estrututra, como: asfaltos, sistema de iluminação, entre outros.[3]
O deslizamento de terra
[editar | editar código]Na madrugada de 24 de outubro de 2007, devido às fortes chuvas na cidade do Rio de Janeiro, um deslizamento de terra fechou a entrada da galeria no sentido Laranjeiras-Lagoa, causando sérios transtornos ao trânsito na cidade. No momento do acidente não havia veículos no local, em razão da manutenção mensal que se iniciara na noite do dia anterior, terça-feira.
Referências
- ↑ «Os Baianos Rebouças». Consultado em 17 de abril de 2014. Arquivado do original em 21 de fevereiro de 2014
- ↑ Serra, Victor (4 de agosto de 2025). «O dia em que o Túnel Rebouças virou salão de gala (e sumiu da memória carioca)». Diário do Rio. Consultado em 5 de agosto de 2025
- ↑ O Globo (30 de janeiro de 2010). «Rebouças passará por 2 anos de reforma para ficar hi-tech». Consultado em 4 de maio de 2011
