Timbiriche

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Timbiriche
Timbiriche3.jpg
Apresentação ao vivo da banda na Festa Telcel em 2007
Informação geral
Origem Cidade do México
País  México
Gênero(s) Pop Latino
Pop-Rock
Teen-Pop
Período em atividade 1982 - 1994
1998 - 1999
2007 - 2008
Gravadora(s) Discos y Cintas Melody (1982-1993), Fonovisa (1998-1999), EMI Televisa (2007- )
Página oficial Site Oficial
Integrantes Alix Bauer (1982-1988)* **
Benny Ibarra (1982-1985)* **
Diego Schoening (1982-1994)* **
Mariana Garza (1982-1987) * **
Paulina Rubio (1982-1991)*
Sasha Sokol (1982-1986)* **
Erik Rubín (1983-1991)* **
Eduardo Capetillo (1985-1989)
Thalía Sodi (1986-1989)
Edith Márquez (1987-1991)
Bibi Gaytán (1989-1991)
Claudio Bermudez (1989-1991)
Patty Tanus (1989-1990)
Silvia Campos (1990-1994)
Tannya Velasco (1991-1994)
Kennya Hijuelos (1991-1992)
Alexa Lozano (1991-1993)
Lorena Shelley (1991-1994)
Daniel Gaytan (1991-1994)
Jean Duverger (1992-1994)

(*) Participaram do primeiro reencontro
(**) Participam do atual reencontro

Timbiriche foi um grupo musical de pop mexicano conhecido inicialmente como La Banda Timbiriche, que surgiu como um grupo infantil. Timbiriche começou em 1982 e se desintegrou en 1994. Em 1999, os sete integrantes originais decidem se reencontrar com seu público para fazer uma série de shows e lançar um CD duplo ou vivo que incluiu três novas músicas e seus grandes éxitos. Lançou cantores como Thalía, Paulina Rubio e Eduardo Capetillo.

História[editar | editar código-fonte]

O grupo, apadrinhado pelo cantor espanhol Miguel Bosé, lançou seu primeiro disco "Timbiriche" em 1982, sendo os integrantes originais Alix Bauer, Benny Ibarra, Diego Schoening, Mariana Garza, Paulina Rubio y Sasha Sokol.

Un ano depois lançam seu segundo LP "La Banda Timbiriche" e posteriormente "La Banda Timbiriche en Concierto". Nesse mesmo ano Erik Rubín se une ao grupo e lançam um novo disco: "Disco Ruido". Nesse disco os integrantes tentam aos poucos desvencilhar-se da imagem infantil, não usando mais uniformes e tendo letras mais variadas.

Algum tempo depois, os sete meninos passam também a atuar na peça de teatro "Vaselina", e como consequência lançam o disco "Vaselina com Timbiriche". Na obra teatral também participaram Eduardo Capetillo, Thalia e Edith Marquez; nem imaginavam que mais tarde fariam parte da banda.

1985 a 1989: A era de ouro do grupo[editar | editar código-fonte]

Em 1985 começa a evolução do grupo para um estilo mais adolescente. Lançam o disco Timbiriche Rock Show, onde a banda afasta definitivamente as características infantis. É o último disco com a formação original. Dois integrantes deixam o grupo: Benny, ainda em 1985, para continuar os estudos e Sasha, em 1986, para começar a sua carreira como solista. No lugar deles, entram Eduardo Capetillo e Thalia Sodi.

Por coincidência ou não, é justamente durante as transições de integrantes que Timbiriche chega ao primeiro lugar nas paradas com os hits "Soy Un Desastre", solo de Diego; e "Corro, Vuelo, Me Acelero", cantado pelas garotas. Os videoclipes também passaram por melhoras, sendo mais realistas e com cenários mais decentes.

Em 1987 acontecem as maiores mudanças. É nesse ano, com o disco "Timbiriche VII" que a banda se consolida como grupo juvenil. O disco chegou a vender seis milhões de cópias, sendo um dos mais vendidos no México.[1]. A partir deste disco cada integrante passou a ter uma música para si. A grande vantagem é que cada membro teve a oportunidade de interpretar suas próprias canções, que as identificaria como seres individuais, porém sem deixar de pertencer ao conceito Timbiriche. São lembrados até hoje pelos fãs os sucessos "Si No Es Ahora", "Con Todos Menos Conmigo", "Mirame (Cuestión de Tiempo)", "Besos de Ceniza", "Rompecabezas", "No Seas Tán Cruel", entre outros.

Ainda em 1987, Thalia protagoniza sua primeira novela, Quinceañera. A música do tema foi gravada pela banda. Com isso Thalía gozou de bastante popularidade e teve maior destaque, o que chegou a incomodar alguns da banda. Muito se discute da relação que havia entre ela e Paulina Rubio: as duas começaram sendo grande amigas porém com o tempo se distanciaram.

No final de 1987, Mariana sai do grupo para ser atriz de televisão e é substituída por Edith Márquez. Em 1988, a banda lança o disco duplo "Timbiriche VIII y IX". O disco marcou o auge da fama do grupo, que novamente muda a imagem para roqueiros rebeldes; visto que o movimento "Rock en tu Idioma" estava em vigor na América Latina. O disco emplaca mais hits #1, como "Tu y Yo Somos Uno Mismo", "Amame Hasta con Los Dientes", "Acelerar", "No Sé Si Es Amor", "Me Estoy Volviendo Loca", "Tu Me Vuelves Loco", dentre outros. O êxito de Timbiriche ultrapassa o território mexicano e causa furor internacional. No entanto, apesar de tanto sucesso, o grupo sofre mais mudanças de integrantes. A próxima a sair é Alix[2], em 1989, que decide deixar o grupo para preparar sua carreira como solista e em seu lugar entra Bibi Gaytán. Em 1990 saem mais dois, Thalia e Eduardo[2] para seguirem carreira solo, sendo substituídos por Claudio Bermúdez e Patty Tanus, que alguns meses depois foi substituída por Silvia Campos. Com a nova formação, a banda lança em 1990 o disco "Timbiriche X".

Problemas internos[editar | editar código-fonte]

Apesar da banda sempre aparentar um clima de amizade e de tolerância,o Timbiriche não escapou dos problemas emocionais, devido à personalidade distinta de cada um.

Paulina Rubio sempre foi apontada pelos fãs como "A Rebelde", e provavelmente seu comportamento irreverente tenha causado mal estar em seus colegas. Erik se queixou de sofrer "bullying" causado por Benny e Diego quando entrou na banda. Outra que também se queixou de maus tratos foi Edith; por três vezes ela tentou sair da banda. A mídia costumava relacionar Thalia com Eduardo; o que era péssimo pois na época ela namorava Diego. Mas o maior problema que a banda teve foi com respeito à rivalidade entre Thalia e Paulina; as duas chegaram a brigar fisicamente durante um show[3]. Atualmente as duas cantoras negam existir ressentimentos, mas se mantêm distanciadas, cada uma com sua vida e carreira.

Nos anos 90, a banda teve outra surpresa com a curta estadia de Patty Tanús, que gravou o disco X, mas foi dispensada do grupo logo após o lançamento dele. A justificativa dada pelos produtores é que ela mentiu sobre seus dados pessoais. Algum tempo depois, houve mais uma polêmica na gravação e lançamento do disco XI, dessa vez com a integrante Kenya Hijuelos, que foi dispensada do grupo antes do lançamento do disco; desta vez acusada por seus colegas de ser ter péssimos comportamentos. Esses tristes acontecimentos, mais a constante entrada e saída de integrantes, só contribuíram para a desunião e o fim do grupo.

Anos 90: Decadência e fim da Primeira Geração[editar | editar código-fonte]

A partir de 1990 Timbiriche não foi mais o mesmo, o grupo já não estava tão unido como antes e devido a compromissos profissionais,algum integrante sempre não aparecia, mas ainda conseguiram emplacar alguns hits com Timbiriche X, como "Me Pongo Mal", "Princesa Tibetana", "Como Te Diré" e "Sacudate". O estilo do grupo mudou para dance, house e ritmos tropicais que não agradaram seu público fiel. Foi nessa época que Timbiriche sofreu o maior desfalque de sua história: cinco dos sete integrantes saíram para seguirem carreira solo, foram Paulina, Erik, Edith, Bibi e Cláudio.

Mas em 1991, com cinco novos integrantes: Tanya Velasco, Kenya Hijuelos que alguns meses depois foi substituída por Jean Duverger, Alexa Lozano, Lorena Shelley e Daniel Gaytán (irmão de Bibi) o grupo entrou em crise e o disco daquele ano foi um fracasso de vendas e repercussão.Como consequência da saída dos integrantes,muitos passaram a acompanhar as suas carreiras solo e o grupo foi deixado de lado. A admissão de Jean foi curiosa, pois o rapaz não cantou uma música nos dois discos lançados. O último disco lançado foi "Timbiriche XII" mas, apesar de conseguirem emplacar um último hit em 1993, o grupo perdeu seu encanto e acabou em 1994.

Os Reencontros[editar | editar código-fonte]

Em 1998, sem Erik Rubín, os integrantes originais de Timbiriche se reencontram no festival Acapulco 98. Por causa da repercussão desse encontro é lançado o dico "Timbiriche Sinfónico" com as músicas clássicas da banda gravadas com uma orquestra e é planejada um turnê que se torna realidade em 1999. A turnê percorre todo o México e algumas partes da América Latina, com recordes de audiência. É também lançado um disco ao vivo.

Seis dos sete membros originais (Paulina não participou) voltam a se reunir em 2007 para festejar o 25º aniversario da banda (30 de Abril de 2007). O grupo faz shows e lança dois cds: um antes dos shows e outro cd (duplo) do show.

A Nova Banda Timbiriche[editar | editar código-fonte]

Ainda com o mesmo objetivo, decidem lançar um grande convocatória para a formação de uma nova Banda Timbiriche, desta vez formada por seis jovens entre 15 e 22 anos. O processo é levado a cabo mediante um reality show chamado Buscando a Timbiriche: La Nueva Banda, no qual participam 30 jovens e conta con o aval dos criadores originais do conceito (Luis de Llano, Memo Méndez, Marco Flavio Cruz, Marta Zavaleta, Amparo Rubin e Kiko Campos) bem como dos seis integrantes do projeto Timbiriche 25 (Diego, Erik, Sasha, Alix, Mariana y Benny) que participam como jurados avaliando o desempenho dos aspirantes. Deste modo se busca que o conceito Timbiriche continue vivo entre a juventude latino-americana. Os jovens escolhidos para a Nova banda Timbiriche foram: Brissia Mayagoitia, Fernanda Arozqueta, Alberto Dogre, Gaby Sánchez, Eduardo Brito, Taide Rodríguez e Yurem Rojas.

No dia 4 de maio de 2008 vai ao ar na XEW TV México o programa "Noche de Estrellas - El Adiós de Timbiriche", onde a banda se apresenta junta pela última vez na TV e declara não voltar a reunir-se mais. O programa teve a maior audiência no horário. No dia seguinte, 5 de maio, a banda faz seu último show no Foro Sol - Cidade do México - onde compareceram 50 mil pessoas.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Diego Schoening foi o integrante que mais tempo permaneceu no Timbiriche, Diego permaneceu no grupo do seu início em 1982 até o final do grupo em 1994.
  • A palavra Timbiriche possui vários significados na língua espanhola, ela é conhecida como: uma planta, um jogo de estratégia ou como um quiosque, como é conhecido em Cuba.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1982 - Timbiriche 500.000
  • 1982 - La Banda Timbiriche 400.000
  • 1983 - En concierto 450.000
  • 1983 - Disco Ruido 400.000
  • 1983 - Que No Acabe Navidad (Disco especial) 200.000
  • 1984 - Vaselina 350.000
  • 1985 - Timbiriche Rock Show 500.000
  • 1986 - Arriba México (Disco especial) 100.000
  • 1987 - Timbiriche VII 6.000.000
  • 1987 - Quinceañera (Disco especial) 300.000
  • 1987 - Esta Navidad (Disco especial) 500.000
  • 1988 - Timbiriche VIII y IX 800.000
  • 1989 - Los Clásicos de Timbiriche 400.000
  • 1989 - Morir para Vivir (Disco especial) 450.000
  • 1990 - Timbiriche X 500.000
  • 1992 - Timbiriche XI 500.000
  • 1993 - Timbiriche XII 200.000
  • 1993 - Los Optimistas II (Disco especial) 200.000
  • 1994 - Que viva México Mejor (Cassette especial)
  • 1994 - Nos Vamos al Mundial (Disco especial) 300.000
  • 1998 - Timbiriche Clásico: Simphonic 500.000
  • 1998 - El Concierto 550.000
  • 2007 - Timbiriche 25 150 .000
  • 2007 - Somos Timbiriche 25 En Vivo
  • 2008 - Vivo En Vivo
  • 2009 - La misma Piedra (Documentario)

Músicas Regravadas no Brasil[editar | editar código-fonte]

Vários grupos brasileiros fizeram versões em português de músicas do Timbiriche, entre eles, a Turma do Balão Mágico, Grupo Dominó e o Grupo Polegar que regravou oito músicas do Timbiriche.[4]

Ano Artista Título Título Original
1984 Turma do Balão Mágico Amigos Do Peito Somos amigos
1988 Dominó Com todos menos comigo Con Todos Menos Conmigo
1989 Grupo Polegar Ando Falando Sozinho Tu Y Yo Somos Uno Mismo
1989 Grupo Polegar Dá Para Mim Amame Hasta Con Los Dientes
1989 Grupo Polegar Sou Como Sou Soy Como Soy
1990 Grupo Polegar Ela Não Liga Soy Un Desastre
1990 Grupo Polegar Estou Ficando Louco Me Estoy Vuelvendo Loca
1990 Grupo Polegar Fogo do amor Corro, Vuelo, Me Acelero
1991 Grupo Polegar Qualquer Hora Si No Es Ahora(Será Mañana)
1991 Grupo Polegar Prisioneiro Princesa Tibetana

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ángel González (20 de dezembro de 2009). «Timbiriche VII entre os dez discos mais vendidos do México». Consultado em 06 de novembro de 2015. 
  2. a b «Alix, Eduardo e Thalía saem de Timbiriche». Consultado em 31 de outubro de 2015. 
  3. «Thalía explica a briga com Paulina Rubio». Consultado em 05 de novembro de 2015. 
  4. http://www.rabisco.com.br/08/musicafc.htm