Teen pop

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Teen pop
Origens estilísticas Década de 1940: Swing
1960–70: bubblegum pop
1980s: synthpop, dance-pop
1990s: R&B, hip hop, rock
2000s–presente: pop, R&B, dance, electropop, pop punk, pop-rap, country pop, pop rock
Contexto cultural Década de 1940 nos Estados Unidos[1]
Instrumentos típicos
Formas derivadas Europop
Outros tópicos
Boy band · Girl group · Ícone pop

Teen pop é um subgênero da música pop criado, comercializado e orientado para pré-adolescentes e adolescentes;[1] no entanto, pode atingir um público mais abrangente.[2] O teen pop incorpora elementos de diversos gêneros, como pop, R&B, dance, eletrônica, hip hop, country e rock, embora não possa ser "confundido com nada além do pop mainstream".[1] As características típicas da música pop adolescente incluem vocais auto-tunados, dança coreografada, ênfase no apelo visual, letras focadas em questões adolescentes como amor/relacionamentos, encontros românticos, amizade, a chegada da idade adulta (independente da idade do artista), se encaixar em um determinado grupo, além de repetidas linhas de refrão. O site AllMusic definiu o teen pop como sendo "essencialmente dance-pop, pop e baladas urban que são comercializadas para adolescentes."[2]

Ainda de acordo com a definição do site, "a música feita para adolescentes já existe desde o início da indústria de gravação moderna, porém, o teen pop é a música adolescente feita durante o final dos anos 80 e 90, quando grupos e artistas adolescentes cavalgavam para o estrelato com músicas lúdicas, cativantes, comerciais e dançantes, além de baladas."[2]

Durante a década de 1940 nos Estados Unidos, o estilo de música comercializado por artistas adolescentes era um subgênero do jazz chamado swing. Com o passar dos anos, cada "Era" do teen pop teve suas particularidades. Na década de 1960 e início dos anos 70, o bubblegum pop era o estilo mais comercializado para o público teen. Nos anos 80, o synthpop e dance-pop foram bastante explorados, e, na década seguinte, o R&B, hip hop e rock também foram incorporados ao pop adolescente. Desde o início dos anos 2000, quando o teen pop sofreu uma significativa queda de popularidade, os artistas adolescentes começaram a migrar para outros gêneros, como R&B, electropop, dance, pop rock, pop punk, pop-rap e country pop.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Século 20[editar | editar código-fonte]

Ricky Nelson
Paul Anka
No contexto do mercado norte-americano, Ricky Nelson (esquerda) e Paul Anka (direita) foram alguns dos artistas que ficaram famosos durante a "Era de Ouro" dos ídolos adolescentes, na década de 1960.[1]

A música popular direcionada ao público adolescente havia se tornado comum até o final da Era Swing, no final dos anos 40, com Frank Sinatra sendo um ídolo adolescente da época. No entanto, foi o início dos anos 1960 que se tornou conhecido como a "Era de Ouro" para os ídolos adolescentes, que incluiu Paul Anka, Fabian, Ricky Nelson e Frankie Avalon. Durante os anos 70, um dos mais populares artistas da música teen foi o grupo norte-americano The Osmonds. Outros cantores bem-sucedidos e bandas com apelo adolescente foram Bobby Sherman, The DeFranco Famíly, The Partridge Famíly, Shaun Cassidy, David Cassidy e também os Bee Gees numa época pré-disco.

A primeira grande onda de pop adolescente após a contracultura dos anos 1960 e 1970 ocorreu em meados dos anos 1980, com artistas como Menudo, New Edition, Debbie Gibson, Tiffany, Martika e New Kids on the Block. No início da década de 1990, o teen pop dominou as paradas; o estilo permaneceu popular no Reino Unido com a boy-band Take That durante este período, até meados dos anos 1990, quando o Britpop tornou-se a próxima grande onda no Reino Unido, eclipsando o estilo, semelhante ao que o grunge fez na América do Norte.

Spice Girls
Backstreet Boys
Spice Girls (acima) e Backstreet Boys (abaixo) foram respectivamente a maior girl group e boy band do teen pop na década de 1990.[2]

Em 1996, o girl-group britânico Spice Girls lançou seu single de estreia, "Wannabe", que as tornou as maiores estrelas do pop no Reino Unido, assim como nos EUA no ano seguinte.[2] Em seguida, outros grupos de teen pop e cantores solo vieram à proeminência, incluindo Hanson, Backstreet Boys, NSYNC, Robyn, All Saints, Atomic Kitten, S Club, B*Witched e Destiny's Child. A boy band Backstreet Boys foi creditada pelo site AllMusic por ter "iniciado a mania do pop adolescente do final dos anos 90",[3] embora as Spice Girls já tivessem consolidado o estilo com seu álbum de estreia em 1996.[2] O sucesso fenomenal de artistas como Britney Spears, Christina Aguilera, NSYNC, Spice Girls e Backstreet Boys na década de 1990 provou que o teen pop não era consumido apenas por jovens garotas adolescentes, mas também por um público mais abrangente.[2]

Britney Spears
Christina Aguilera
Britney Spears (esquerda) e Christina Aguilera (direita) são exemplos femininos de sucesso da última grande "Era" do teen pop; elas tiveram seu auge comercial entre o final da década de 90 e início dos anos 2000.[2]

Em 1999, o sucesso das cantoras pop adolescentes Britney Spears, Christina Aguilera, Jessica Simpson e Mandy Moore marcou o desenvolvimento do que o site Allmusic chamou de "tendência pop-Lolita", abrindo espaço para as curtas carreiras de cantoras como Willa Ford, Brooke Allison, Samantha Mumba, Jamie-Lynn Sigler, Mikaila, Nikki Cleary e Kaci Battaglia. Em 2001, artistas como Aaron Carter, o grupo sueco A-Teens e as girlbands 3LW e Eden's Crush também tiveram notoriedade.

De acordo com Gayle Ward, a queda de popularidade do teen pop foi motivada por:[4]

  • Saturação promocional da música pop adolescente em 2000 e 2001;
  • A atitude de mudança do público em relação a ela, considerando o pop adolescente como algo não-autêntico e produzido pela mídia;
  • A transição dos pré-adolescentes e adolescentes para a idade adulta jovem (a mudança de gosto musical desse público antes adolescente);
  • Uma crescente base de jovens adultos classificando a música, especialmente as boybands, como efeminada, e
  • Outros gêneros musicais começaram a crescer em popularidade.

Os artistas do teen pop antes em evidência começaram a entrar em hiatus e semi-aposentadorias (* NSYNC, Dream e Destiny's Child) ou mudaram seu estilo musical, incluindo Backstreet Boys, Britney Spears, Christina Aguilera, Jessica Simpson, Mandy Moore, 3LW, Aaron Carter e Hanson. Muitos artistas adolescentes começaram a incorporar gêneros como pop rock, R&B e hip hop em seus trabalhos.[1]

Por volta de 2005, os então cantores adolescentes Hilary Duff, Lindsay Lohan, JoJo, Aly & AJ, Jesse McCartney, Rihanna, Cheyenne Kimball, Bow Wow e Chris Brown alcançaram o sucesso, indicando uma espécie de revival do teen pop na metade dos anos 2000.

Século 21[editar | editar código-fonte]

Desde o início dos anos 2000, mas alguns fizeram muitos anos antes disso, muitas estrelas adolescentes desenvolveram carreiras através de seu envolvimento com a Disney. Ao lado da Disney, outras estrelas do pop adolescente surgiram em 2007, entre elas a vencedora do American Idol Jordin Sparks e as estrelas da Nickelodeon Miranda Cosgrove, Victoria Justice e Ariana Grande. Enquanto isso, a cantora e compositora Taylor Swift surgiu como uma grande estrela no cenário country e pop. Miley Cyrus é outro exemplo de uma cantora adolescente cuja carreira também começou no Disney Channel, além de Demi Lovato e Selena Gomez, que também protagonizaram séries do canal.

A introdução do cantor canadense Justin Bieber, um protegido de Usher, criou um ressurgimento do interesse no pop adolescente. No momento do lançamento do seu álbum de estreia, Bieber estabeleceu recordes; ele foi o primeiro artista a colocar todas as músicas de um álbum na parada de singles Billboard Hot 100.

Em 2010, a criação da Ark Music Factory ajudou a contribuir com uma nova geração de artistas pop teen através da internet, como Rebecca Black e Jenna Rose, apesar da grande crítica com esses artistas devido ao uso excessivo de auto-tune. Quanto à cultura pop japonesa, a categoria de "ídolo" tem sido dada a artistas do chamado k-pop. A boy band britânica One Direction se tornou um dos grandes fenômenos adolescentes da década. Grupos femininos como Little Mix e Fifth Harmony também alcançaram o sucesso entre o público adolescente.

No Brasil e América Latina[editar | editar código-fonte]

Na metade dos anos 90, a dupla brasileira Sandy & Junior se tornou um dos grandes nomes do teen pop. Os irmãos foram creditados por "abrir espaço para o pop no Brasil"[5] e fizeram a transição de ídolos infantís para ídolos adolescentes com grande êxito; a dupla possui quatro álbuns que ultrapassaram a marca de 1 milhão de cópias vendidas. O grupo feminino Rouge, formado em 2002, vendeu 6 milhões de álbuns e teve como maiores sucessos "Ragatanga", "Brilha La Luna" e "Um Anjo Veio Me Falar"; elas ainda são consideradas a mais bem-sucedida girl group formada no País. Também se destacaram Kelly Key, SNZ, Br'oz, KLB, Wanessa Camargo, Felipe Dylon[6] e, mais recentemente, Manu Gavassi.[7] O grupo pop mexicano RBD também obteve grande êxito. Tanto sua música quanto sua série homônima para a TV tiveram bastante sucesso entre o público adolescente.[8]

Definições e características[editar | editar código-fonte]

Segundo o site About.com, "a espinha dorsal do teen pop é uma linha de melodia simples, direta e ultra-atraente. É quase sempre fácil de cantar um clássico do pop adolescente. As músicas podem incorporar elementos de outros gêneros de música pop, mas elas geralmente nunca serão confundidas com nada além do pop mainstream. A música é projetada para o máximo foco no artista e um apelo direto aos ouvintes." Ainda de acordo com a definição do site, "uma característica comum significativa do pop orientado para adolescentes é que ele é projetado por um produtor ou executivo de gravadora criando o conceito e, em seguida, contratando um artista para executá-lo no palco e no álbum."[1]

De acordo com o AllMusic, o teen pop, em sua forma contemporânea, se concebeu durante as décadas de 1980 e 1990:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências