Wannabe (canção)

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"Wannabe"
Single de Spice Girls
do álbum Spice
Lado B "Bumper to Bumper"
Lançamento 8 de julho de 1996 (1996-07-08)
Formato(s)
Gravação 1995–96
Gênero(s)
Duração 2:52
Gravadora(s) Virgin
Composição
Produção
  • Matt Rowe
  • Richard Stannard
Cronologia de singles de Spice Girls
"Say You'll Be There"
(1996)
Lista de faixas de Spice
"Say You'll Be There"
(2)

"Wannabe" é uma canção do grupo feminino britânico Spice Girls, contido em seu álbum de estreia Spice (1996). Foi composta pela própria banda em conjunto com Matt Rowe e Richard Stannard, sendo produzida por estes últimos. Em 1994, depois de colocarem um anúncio no jornal The Stage, Bob e Chris Herbert, com a ajuda do financiador Chris Murphy, selecionaram um grupo de cinco jovens: Victoria Adams, Melanie Brown, Melanie Chisholm, Geri Halliwell e Michelle Stephenson; esta última veio a ser substituída por Emma Bunton. Após fazerem uma apresentação na frente de compositores, produtores e profissionais de artistas e repertórios, o conjunto entrou em estúdio com Rowe e Stannard, com os quais gravaram e compuseram "Wannabe" em menos de uma hora nos Olympic Studios em Londres. A versão inicial da faixa foi descrita como "medíocre" por executivos da Virgin Records, e foi mixada por Dave Way; entretanto, o grupo não satisfez-se com a nova edição e enviou a composição para Mike "Spike" Stent, que mixou-a novamente em seis horas.

Antes de lançarem a canção em 8 de julho de 1996 como seu primeiro single, as Spice Girls foi altamente divulgada através de jornais e revistas do Reino Unido; a Virgin preparou a promoção cuidadosamente, pois o formato de grupo feminino ainda não havia sido testado pela editora. Após a estreia de seu vídeo musical no canal britânico The Box, a faixa começou a ser tocada intensamente em rádios do Reino Unido e a banda começou a ganhar interesse da mídia. Em termos musicais, "Wannabe" é uma canção dance-pop que incorpora elementos do hip hop e do rap. Descrita como a canção assinatura do conjunto, a obra possui um metrônomo de 110 batidas por minuto, sendo "energizada" por teclados e um riff sintetizado e altamente sincopado. Suas letras abordam o valor da amizade feminina no vínculo heterossexual e tornaram-se um símbolo icônico da capacitação feminina.

Críticos musicais analisaram a faixa de forma geralmente mista, elogiando seu conteúdo lírico mas tendo reações mistas em relação à sua produção e sua melodia. Apesar das avaliações mistas, o tema acabou vencendo as condecorações de Best British-Written Single e Best Singles nos Ivor Novello Awards e Brit Awards de 1997, respectivamente. Em termos comerciais, "Wannabe" obteve um desempenho bastante positivo, listando-se como a mais vendida em 20 países até o final de 1996 — um número que aumentou para 37 territórios no ano seguinte —, como Austrália, Bélgica, Dinamarca, Escócia, Irlanda, Noruega e Suécia. Atingiu ainda a primeira posição da britânica UK Singles Chart, onde permaneceu por sete semanas, e da estadunidense Billboard Hot 100, onde tornou-se o primeiro e único número um do grupo. Mundialmente, comercializou mais de sete milhões de unidades, sendo o single mais vendido por um grupo feminino.

O vídeo musical correspondente foi dirigido por Jhoan Camitz e filmado em abril de 1996 no Midland Grand Hotel, situado em Londres. Originalmente previsto para ser gravado em um exótico edifício localizado em Barcelona, o trabalho foi filmado em uma única tomada e retrata o grupo cantando, dançando e fazendo travessuras em uma excêntrica festa boêmia. Transmitido frequentemente nos canais The Box — onde foi o mais transmitido por 13 semanas — e MTV, o projeto foi indicado para Best British Video nos Brit Awards de 1997 e venceu o prêmio de Best Choreography nos MTV Video Music Awards do mesmo ano. Para a divulgação de "Wannabe", a banda apresentou-a em programas televisivos e premiações como Saturday Night Live e Irish Music Awards, respectivamente, bem como na na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, vindo a incluí-la no repertório de todas as suas turnês e concertos residenciais. Além disso, o número foi regravado por uma série de artistas e incluso em séries e telenovelas.

Antecedentes e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Mais do que tudo, elas me fizeram rir. Eu não pude acreditar que havia entrado nessa situação. Você não se importava se elas estavam dançando corretamente, se alguma delas estava acima do peso, ou se alguma delas não era tão boa como as outras. Era mais do que isso. Fazia você se sentir feliz. Como boas músicas pop.

—Stannard comentando seus sentimentos após ouvir a apresentação do grupo no Nomis Studios.[1]

Em março de 1994, com a ajuda do financiador Chic Murphy, Bob e Chris Herbert, que estavam trabalhando na empresa Heart Management, colocaram o seguinte anúncio no jornal The Stage: "Você é esperta, extrovertida, ambiciosa e capaz de cantar e dançar?". Depois de receber centenas de respostas, a empresa selecionou um grupo de cinco jovens, formado por Victoria Adams, Melanie Brown, Melanie Chisholm, Geri Halliwell e Michelle Stephenson. O conjunto mudou-se para uma casa em Maidenhead e recebeu o nome provisório de Touch. Stephenson foi eventualmente substituída por Emma Bunton pois não conseguia unir-se às outras integrantes.[2] Em novembro daquele ano, a banda — que trocou o nome para Spice —, sugeriu aos seus empresários que organizassem uma apresentação na frente de compositores, produtores e profissionais de artistas e repertório da indústria musical no Nomis Studios em Shepherd's Bush, Londres.[3][4][5] O produtor Richard Stannard, que estava no estúdio para uma reunião com Jason Donovan, foi para a apresentação depois de ouvir a voz de Brown ecoar no corredor.[1]

Stannard permaneceu no local após a apresentação para conversar com o grupo. Ele comentou com Matt Rowe, seu parceiro de composição, que havia encontrado "o grupo pop dos seus sonhos". Chris Herbert reservou a primeira sessão de composição profissional do conjunto com Stannard e Rowe no Strongroom em Curtain Road, Londres, em janeiro de 1995.[1] Este último lembrou ter tido sensações semelhantes às do primeiro: "Eu as amei imediatamente. (...) Elas eram como ninguém que eu havia encontrado anteriormente". A sessão foi produtiva; Stannard e Rowe discutiram o processo de composição com as jovens, e falaram sobre o que elas queriam fazer na canção.[1] Em sua autobiografia, Brown escreveu que o duo entendeu imediatamente seu ponto de vista, bem como o de suas companheiras, e souberam como incorporar "o espírito de cinco garotas barulhentas em boa música pop".[6]

A primeira canção composta pelas Spice Girls com Stannard e Rowe chamava-se "Feed Your Love"; uma faixa lenta e sentimental, a obra chegou a ser gravada e masterizada para o álbum de estreia do grupo, mas foi descartada por ter sido considerada "muito rude" para seu público-alvo. Em seguida, o conjunto propôs escrever uma música com um ritmo acelerado.[7] Rowe fez um loop em sua caixa de ritmos MPC3000. Seu ritmo rápido fez Stannard lembrar-se da cena na qual John Travolta e Olivia Newton-John cantam "You're the One That I Want" no filme Grease (1978).[7] Em entrevista com o The Daily Telegraph, Stannard comentou que o único conceito pré-planejado para a faixa foi o de que ela deveria representar a essência do que as jovens eram.[8] A banda acrescentou suas próprias contribuições para o tema.[7] Rowe lembrou:

"Wannabe" foi composta em 30 minutos — principalmente devido ao fato de que o grupo havia escrito partes da canção antecipadamente —, no que foi descrito por Brown como uma "súbita agitação criativa".[9][10] Durante a sessão de composição, ela e Bunton conceberam a ideia de incluir um rap perto do fim da canção. Nesse ponto, o grupo estava muito motivado, e incorporou a palavra "zigazig-ha" nas letras.[7] Chisholm disse à revista Billboard: "Sabe quando você está em um grupo, ri e inventa palavras bobas? Bem, nós estávamos rindo e fizemos essa palavra boba, 'zigazig-ha'. Estávamos no estúdio, e tudo isso veio junto com a música".[11][12]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Enquanto diversas canções no disco Spice precisaram de dois ou três dias para serem gravadas, "Wannabe" foi gravada em menos de uma hora.[9] As partes solo foram dividas entre Brown, Bunton, Bunton, Chisholm e Halliwell. Adams perdeu grande parte das sessões de composição e comunicou-se com as outras integrantes através de um celular.[13] Em sua autobiografia, ela disse: "Eu simplesmente não pude suportar [o fato de] não estar lá. Porque tudo que elas diziam como isso não importava, [na verdade] importava. Dizendo 'sim, eu gosto disso' ou 'não tenho certeza' [que] vieram no telefone não são a mesma coisa". Ela contribuiu fornecendo vocais de apoio e cantando durante o refrão.[13] Rowe ficou acordado a noite inteira trabalhando na faixa, e finalizou-a na manhã do dia seguinte.[10] A única adição tardia foi o som dos passos de Brown enquanto ela corria até o microfone.[8] Em março de 1995, o grupo saiu da Heart Management devido à frustração com a falta de disponibilidade da empresa em ouvir suas visões e ideias.[5] As jovens então encontraram-se com o empresário artístico Simon Fuller, que contratou-as para a 19 Entertainment.[14] A banda considerou uma variedade de gravadoras, vindo a fechar um acordo com a Virgin Records em julho.[15]

A mixagem original de "Wannabe" foi definida como "medíocre" pelos executivos da gravadora.[16] Ashley Newton, que estava no comando do departamento de artistas e repertórios da editora, enviou a canção para o produtor estadunidense Dave Way, para que ele a re-mixasse; todavia, o produto final não satisfez o grupo. Conforme descrito posteriormente por Halliwell, "o resultado estava muito ruim".[17] Em sua segunda biografia, Just for the Record, ela elaborou o seguinte: "Bem no começo das Spice Girls (...) Ashley Newton tentou nos transformar em um grupo R&B. Ele enviou 'Wannabe' para a América, para ser remixada por alguns produtores R&B legais. Ele nos trouxe versões jingle e misturas hip hop, e eu odiei todas elas. Embora Mel B[rown] fosse uma grande fã do R&B, ela concordou comigo que aquelas versões não dariam certo, então nós aplicamos nosso veto Spice!".[18] Fuller entregou a composição para o engenheiro de áudio Mike "Spike" Stent, que a definiu como uma "música pop esquisita". Stent a re-mixou em seis horas, no que ele descreveu como "apertar" e "fazer os vocais soarem [de forma] realmente boa".[16] A música foi gravada em 1995 nos Olympic Studios, em Londres, com a produção de Rowe e Stannard.[19] Além de terem participado da elaboração lírica da faixa juntamente com o grupo, Rowe e Stannard responsabilizaram-se pela programação e pelos teclados da canção.[19] Stent encarregou-se da mixagem, enquanto a engenharia de áudio foi feita por Adrian Bushby, com a assistência de Patrick McGovern.[19]

Composição[editar | editar código-fonte]

Demonstração de 26 segundos de "Wannabe" na qual pode ser ouvido Brown e Halliwell cantando o pré-refrão em uma interação de chamada e resposta, o uso da palavra "zigazig-ha", e o grupo cantando o primeiro refrão da canção.

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Descrita como a canção assinatura da banda,[20] "Wannabe" é uma faixa derivada do dance-pop que incorpora elementos do hip hop e do rap.[21] A música é construída na forma de verso-pré-refrão-refrão, com uma ponte rimada antes do terceiro e último refrão.[22] Musicalmente, é "energizada" por teclados e um riff sintetizado e altamente sincopado, com letras e ritmo repetitivos sendo destacados durante a ponte.[23] O número apresenta uma versão diferente das tradicionais canções amorosas pop cantadas por mulheres; seu estilo energético e auto afirmativo expressa uma independência confiante que não é presente na figura masculina.[24]

"Wannabe" começa com o som da risada de Brown,[25] seguido por "notas de piano não deslocáveis".[26] Sobre estas notas, as primeiras linhas do pré-refrão são interpretadas com vocais falados e quase gritados em uma interação de chamada e resposta entre Brown e Halliwell.[24][25] As palavras "dizer" ("tell") "realmente" ("really") e "eu quero" ("I wanna") são repetidas,[23] de forma que o tom vocal e as letras construam uma imagem de uma mulher auto afirmativa.[24] O pré-refrão termina com a palavra "zigazig-ha",[23] um eufemismo para o desejo feminino, o qual é ambiguamente sexualizado ou amplamente econômico.[27][28] Segue-se a primeira estrofe, que é interpretada por Chisholm, Bunton, Brown e Halliwell, nesta ordem. Durante esse trecho, as letras apresentam um sentido pragmático de controle da situação ("Se quiser meu futuro, esqueça meu passado"), as quais, segundo a musicóloga Sheila Whiteley, referem-se diretamente às emoções do público infanto-juvenil.[23]

Durante o refrão, as linhas "Se quiser seu meu namorado / Você tem que estar com os meus amigos"[nota 1] abordam o valor da amizade masculina no vínculo heterossexual — as quais tornaram-se um símbolo icônico da capacitação feminina e fizeram "Wannabe" a canção mais emblemática da filosofia de poder feminino elaborada pela banda[21] —, enquanto o grupo ascendente de acordes e o número de vozes criam um senso de poder que contribuem ao nível de emoção da faixa.[24] O mesmo padrão ocorre na segunda estrofe, levando ao segundo refrão. Perto do fim da música, Brown rima a ponte, que serve como uma apresentação às personalidades de cada uma das integrantes.[21] O grupo repete o refrão pela última vez, finalizando a obra com as linhas energéticas "Balance seu corpo até o chão e gire-o ao seu redor"[nota 2] e a palavra "zigazig-ha".[25] De acordo com a partitura publicada no Musicnotes.com pelas empresas Polygram Music Publishing e EMI Music Publishing, "Wannabe" é composta na chave de si maior, sendo definida na assinatura de tempo comum e desenvolvendo-se em um metrônomo de 110 batidas por minuto.[29] O tema utiliza a sequência básica formada por Si, , mi, e lá sustenido como sua progressão harmônica durante o pré-refrão, o refrão e a ponte; esta sequência é constituída pelas notas fá sustenido, sol sustenido maior, mi e si nos versos.[29][22]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

'Wannabe' seria um sucesso ou um fracasso, amor ou ódio. Faria parte de tudo ou de nada. Bem, nós sentimos que, se ninguém gostasse dela, nós teríamos outras músicas conosco, mas era [canção] essa queríamos lançar.

—Halliwell falando sobre o lançamento de "Wannabe".[30]

Depois de contratar a banda, a Virgin Records lançou uma grande campanha para a canção de estreia do grupo, com o intuito de promover suas integrantes como novas artistas de alto nível.[15] Houve um período de indecisão sobre qual composição serviria como o primeiro single das Spice Girls; a gravadora queria que a divulgação desse certo e preparou-a cuidadosamente, uma vez que o formato de grupo feminino ainda não havia sido testado pela editora.[16] Liderado por Brown e Halliwell, o conjunto fez questão de lançar "Wannabe" como sua primeira faixa de trabalho, sentido que ela servia como uma introdução às suas personalidades, bem como para a declaração do poder feminino; de acordo com Chisholm, "assim que gravamos ['Wannabe'], sabíamos que queríamos que fosse o nosso primeiro single".[12] Os executivos da Virgin, contudo, acreditaram que "Say You'll Be There" deveria ser distribuída como o primeiro single do grupo, considerando-a como uma faixa "mais legal".[16] "Love Thing" também chegou a ser considerada como single inicial.[8] No início de 1996, o impasse entre a banda e a editora em relação ao lançamento da canção foi temporariamente resolvido.[16][17] Em março daquele ano, Fuller anunciou que havia concordado com a gravadora em não comercializar "Wannabe" como o primeiro single das Spice Girls. A Virgin queria uma música que apelasse para o mercado mainstream, e nada que fosse considerado "muito radical". Halliwell chocou-se e ficou furiosa; de acordo com sua biografia, ela disse ao empresário: "Não é negociável, tanto que nos preocupamos. 'Wannabe' é o nosso primeiro single". Fuller e os executivos da Virgin aceitaram a proposta, e a canção foi lançada como a primeira faixa de trabalho do grupo.[31]

A ajuda para a estreia do grupo foi o lançamento do vídeo musical da canção em maio de 1996. Seu sucesso rápido no canal televisivo britânico The Box atraiu interesse da mídia em relação à banda, apesar de a ideia de grupo feminino ter sofrido resistência inicial.[32] No mesmo mês, as primeiras entrevistas do Spice Girls com a imprensa musical apareceram nas revistas Music Week, Top of the Pops e Smash Hits,[33][34] e a primeira aparição ao vivo do conjunto foi transmitida no programa da LWT Suprise Suprise.[35] Um mês após o lançamento do vídeo, "Wannabe" começou a ser tocada constantemente nas principais rádios do Reino Unido, ao passo em que o grupo começou a aparecer na televisão — principalmente em programas infantis como Live & Kicking — e fazer entrevistas e sessões de fotos para revistas voltadas para o público adolescente.[36] O seguinte anúncio de página inteira foi colocado na edição de julho da Smash Hits: "Procurado: Alguém com senso de diversão, liberdade e aventura. Aguente firme, esteja pronto! O poder feminino está chegando até você".[37] As integrantes participaram do programa This Morning with Richard and Judy, e apresentaram-se pela primeira vez em um concerto feito em Birmingham, promovido pela BBC Radio 1.[38]

"Wannabe" foi lançada no Reino Unido em 8 de julho de 1996 pelas gravadoras Virgin e EMI, em duas versões diferentes.[39] A primeira, lançada em dois formatos — um CD single padrão e uma fita cassete — incluiu a edição radiofônica da canção, o Motiv 8 Vocal Slam Remix e o lado B "Bumper to Bumper".[39] A segunda edição, lançada em maxi single, apresentou a edição de rádio, o instrumental, o remix supracitado e o Dave Way Alternative Mix. Esta vertente veio acompanhada de uma incrustação de cartão dobrável e uma caixa com adesivos.[39] Durante as semanas após o lançamento de "Wannabe" no Reino Unido, o grupo começou a fazer visitas promocionais no exterior. As integrantes fizeram três viagens ao Japão, bem como visitas rápidas para a Alemanha e Países Baixos. Em uma viagem ao Extremo Oriente, elas visitaram Hong Kong, Tailândia e Coreia do Sul.[40] Em janeiro de 1997, a banda viajou para a América do Norte, onde fizeram uma campanha promocional descrita como "absolutamente massiva" por Phil Quartararo, presidente da Virgin Records America.[41][42] Além disso, a Virgin convenceu 50 rádios a adicionarem a obra em seus catálogos, antes mesmo de seu lançamento na região,[43] com a MTV colocando o vídeo musical em alta rotação.[44]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Paul Gorman, da revista Music Week, concedeu uma análise positiva para "Wannabe", descrevendo-a como um "single de estreia [com] leve [influência] R&B" e definindo o grupo como "inteligente, espirituoso, abrasivo e francamente divertido".[45] Avaliando a faixa negativamente para a publicação Smash Hits, a banda pop britânica Deuce descreveu-a como "tépida", "horrível" e "não forte o suficiente para um single de estreia".[46] Editora da Top of the Pops, a jornalista Kate Thornton comentou que a ideia de grupo feminino "não vai acontecer", adjetivando-a de muito ameaçadora.[32] Escrevendo para o periódico britânico The Guardian, Caroline Sullivan avaliou a obra de forma positiva, definindo-a como uma combinação de "hip pop atraente e uma letra vagamente feminista"; ela também ficou surpresa que o grupo recebeu grandes ofertas de várias gravadoras, "considerando a leveza de 'Wannabe'".[47] A revista NME deu uma crítica negativa para a canção, com Dele Fadele chamando o rap durante a ponte de "irritante" e adicionando: "Não é boa. Não é hábil. Mas é divertida".[48]

Analisando o álbum Spice, Edna Gundersen, do USA Today, definiu "Wannabe" como uma "canção melodiosa mas descartável que simboliza a [música] grudenta ácida e a sexualidade empacotada desse álbum de estreia".[49] Greg Kot, do Chicago Tribune, chamou-a de "insidiosamente irritante (...) que está virando a 'Macarena' desse ano".[50] Karla Peterson, do The San Diego Union-Tribune" disse que "'Wannabe' tem o 'ugh' escrito por completo", caracterizando-a de "implacavelmente grudenta e horrivelmente melodiosa".[51] Anthony Violanti, do The Buffalo News, chamou-a de "irresistível".[52] Sarah Rodman, escrevendo para o The Boston Globe, descreveu-a de "um single loucamente vigoroso".[53] Stephanie Zacharek, do portal Salon, referiu-se à canção como um "sucesso dançante desconsoladamente audacioso".[54] Melissa Ruggieri, do Richmond Times-Dispatch, comentou que "baseadas em seu single de estreia americano eficaz (...) as Spice Girls talvez esperem entregar mais desse pop energético em seu álbum de estreia", mas sentiu que "exceto 'Wannabe', as faixas dançantes do álbum são suaves [e] incompletas".[55]

Larry Flick, da Billboard, disse que "os fãs de grupos femininos mais ousados (...) possam achar esse single muito fofo", mas adicionou: "Todos com um amor por ganchos pop saborosos, positividade lírica e ritmos alegres ouvirão esse single pelos próximos meses".[56] Christina Kelly, da Rolling Stone, criticou a imagem do grupo, acrescentando que suas canções, incluindo "Wannabe", eram "uma mistura regada de hip hop e baladas pop de péssima qualidade, trazidas por um empresário com um conceito de marketing".[57] Para Matt Diehl, da revista Entertainment Weekly, a faixa é "mais uma coleção de estilos musicais (desde refrões ao estilo do ABBA até hip hop inconvincente" do que uma canção de verdade".[58] Sara Scriber, do Los Angeles Times, descreveu a música como uma "confecção de hip hop grudento de rimas descartas de álbuns de Neneh Cherry e Monie Love".[59] Charles Aaron, da Spin, chamou-a de uma "rápida brochura de adolescentes dos anos 1980 (...) tão pretensiosa que derrete nas suas mãos, não na boca".[60]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

A NME nomeou "Wannabe" o pior single do ano nos NME Awards de 1997. Por outro lado, a canção ganhou o prêmio de Best Single nos Brit Awards do mesmo ano; ainda em 1997, nos Ivor Novello Awards, apresentado pela British Academy of Composers and Songwriters, venceu os troféus de International Hit of the Year e Best British-Written Single.[61] Na lista anual Pazz & Jop, conduzida pelo crítico Robert Christgau e publicada pelo The Village Voice, a obra foi posicionada na 15.ª colocação.[62]

Informações Técnicas[editar | editar código-fonte]

"Wannabe" foi lançado em 1996 pelas Spice Girls. Stannard e Matt Rowe co-produziram a faixa. A música descreve as garotas explicando o que alguém tem que fazer "se quiser ser meu amante". A música é considerada como a "música identidade" das Spice Girls.

Em 2014, a Universidade de Amesterdão fez um estudo sobre as canções mais "orelhudas" da história da música moderna, que nos contagiam e não nos saem da cabeça com base nas respostas de 18 mil participantes. Em primeiro lugar ficou o tema "Wannabe", das Spice Girls.[63]

Faixas[editar | editar código-fonte]

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. No original: "If you wannabe my lover / you gotta get with my friends".
  2. No original: "Slam your body down and wind it all around".

Referências

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