K-pop

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
K-pop
Origens estilísticas
Contexto cultural 1980—1990, Coreia do Sul
Instrumentos típicos
Popularidade Mundialmente
Subgêneros
Gêneros de fusão
Formas regionais
Cidade de Seul
Outros tópicos

K-pop (abreviação de korean pop (música pop coreana ou música popular coreana);[1] em coreano: 케이팝; romanização revisada: kei-pap[1]) é um gênero musical originário da Coreia do Sul, que se caracteriza por uma grande variedade de elementos audiovisuais. Embora designe todos os gêneros de "música popular" dentro da Coreia do Sul, o termo é usado mais frequentemente em um sentido mais restrito, para descrever uma forma moderna da música pop sul-coreana, que abrange estilos e gêneros incorporados do ocidente como pop, rock, jazz, hip hop, R&B, reggae, folk, country, além de suas raízes tradicionais de música coreana.[2] O gênero surgiu com Seo Taiji and Boys, um dos primeiros grupos de K-pop e formado em 1992. Sua experimentação realizada com diferentes estilos de música "remodelou a cena musical da Coreia do Sul".[3] Como resultado, a integração de elementos musicais estrangeiros, tornou-se uma prática comum aos artistas de K-pop da atualidade.[4]

O K-pop conquistou popularidade primeiramente no Leste da Ásia no final da década de 1990 e entrou no mercado de música japonês na virada do século 21. No final dos anos 2000, cresceu de um gênero musical comum entre adolescentes e jovens adultos pertencentes ao Oriente e Sudeste da Ásia, para uma subcultura.[5][6] Atualmente, com o advento dos serviços de redes sociais online, a atual disseminação global do K-pop e do entretenimento coreano, conhecidos como a Onda Coreana, podem ser vistos na América Latina,[7][8][9] Índia,[10][11] Norte da África,[12][13] Oriente Médio[14][15] e em outras partes do ocidente.[16][17][18][19][20][21][22]

Características[editar | editar código-fonte]

Conteúdo audiovisual[editar | editar código-fonte]

Embora o K-pop geralmente se refira a música popular sul-coreana, alguns consideram que seja um gênero abrangente, exibindo um vasto espectro de elementos musicais e visuais.[23] O Institut national de l’audiovisuel da França, define o K-pop como uma "fusão de música sintetizada, rotinas de dança afiadas e roupas coloridas e modernas".[24] As canções consistem tipicamente em uma ou mais misturas de pop, rock, hip hop, R&B e gêneros de musica eletrônica.

O treinamento sistemático dos artistas[editar | editar código-fonte]

As agências de gestão de artistas na Coreia do Sul oferecem contratos vinculativos para potenciais artistas, na maioria da vezes em uma idade jovem. Eles são conhecidos como trainees, e vivem juntos em um ambiente supervisionado, passando muitas horas diárias aprendendo sobre música, dança, línguas estrangeiras e outras habilidades de preparação para sua estreia. Este sistema de treinamento "robótico" é muitas vezes criticado pelos meios de comunicação ocidentais.[25] Em 2012, o The Wall Street Journal informou que o custo de treinamento de um único idol da S.M. Entertainment custou em média US$ 3 milhões de dólares.[26]

Gênero híbrido e valores transnacionais[editar | editar código-fonte]

Volume de pesquisa para o K-pop desde 2008 de acordo com o Google Trends

O K-pop é um produto cultural que caracteriza "valores, identidade e significados que vão além de seu valor estritamente comercial".[27] É caracterizada por uma mistura de sons ocidentais com elementos de performance asiática. Foi observado a existência de uma "visão de modernização" inerente à cultura pop coreana.[28] Para alguns, os valores transnacionais do K-pop são os responsáveis por seu sucesso. Um comentarista da Universidade da Califórnia disse que "a cultura pop coreana contemporânea é construída sobre [...] fluxos transnacionais [...] que ocorrem além das fronteiras nacionais e institucionais".[29] Alguns exemplos dos valores transnacionais inerentes ao K-pop que podem atrair pessoas de diferentes origens étnicas, nacionais e religiosas, incluem a dedicação a apresentação de idols em produções de alta qualidade, bem como sua ética de trabalho e comportamento social educado, tornando-se possível devido a seu período de formação.[30]

Divulgação[editar | editar código-fonte]

Muitas agências tem apresentado seus novos grupos de ídols para o público, através de "programas de estreia", que consiste em publicidade online e promoções em canais de televisão em oposição ao rádio.[31] Os grupos recebem um nome e um "conceito". Ás vezes sub-unidades ou sub-grupos são formados entre os membros existentes, como o Super Junior-M, que tornou-se um dos sub-grupos de K-pop mais vendidos na China.[32]

A divulgação online inclui o lançamento de vídeos musicais no Youtube a fim de alcançar uma audiência mundial.[31]Estes vídeos muitas vezes são precedidos por uma série de anúncios na forma de imagens e trailers. Os ciclos promocionais dos singles são chamados comumente de "comebacks", independente se o artista ou grupo estava em atividade anteriormente.[33]

Uso de frases em inglês[editar | editar código-fonte]

O K-pop moderno é marcado pelo uso de frases em inglês, para o escritor Jin Dal-yong, o seu uso pode ter sido influenciado pelos "americanos-coreanos e/ou coreanos que estudaram nos Estados Unidos, [que] tiraram o máximo proveito de sua fluência em inglês e em recursos culturais que não são encontrados comumente entre aqueles que foram criados e educados na Coreia".[34] Em 1995, a porcentagem de títulos de canções em inglês que alcançaram as primeiras posições nas paradas musicais era de 8%. Este percentual variou em 30% em 2000, 18% em 2005 e 44% em 2010. Similarmente ao número crescente de grupos que usam nomes em inglês ao invés de coreanos. Isso permite que músicas e artistas sejam comercializados para um público mais amplo em todo o mundo. Um exemplo de canção coreana com uma grande quantidade de letras em inglês é "Jumping" do grupo Kara, que foi lançado ao mesmo tempo, tanto na Coreia do Sul como no Japão, com muito êxito.[34] Cada vez mais, compositores e produtores estrangeiros são contratados para trabalhar em canções para idols, como will.i.am e Sean Garrett.[35] Músicos como Akon, Kanye West, Ludacris e Snoop Dogg, também já participaram de canções de K-pop.[36][37]

Entretanto, o uso do inglês não garantiu a popularidade do K-pop no mercado norte-americano. Para alguns comentaristas, a razão para isto é porque o gênero pode ser visto como uma apropriação ou uma versão destilada da música ocidental, tornando difícil para o K-pop encontrar aceitação nesses mercados.[34] Além disso, o público ocidental tende a colocar ênfase na autenticidade e expressão individual da música, do qual o sistema de ídols pode ser visto como suprimido.[25]

Coreografia[editar | editar código-fonte]

As principais canções dos artistas são convencionalmente acompanhadas por coreografia, que inclui frequentemente um movimento de dança chave (conhecido como o "ponto" da dança), que combine com suas características ou a letra da canção.[38] "Sorry Sorry" do Super Junior e "Abracadabra" do Brown Eyed Girls são exemplos de canções com coreografia notável. Recentemente, coreógrafos internacionais bem conhecidos como Parris Goebel e Anthony Joseph Testa tem trabalhado com artistas como CL, BIGBANG e SHINee.[39][40][41]

Moda[editar | editar código-fonte]

O K-pop possui uma influência significativa na moda da Ásia, onde as tendências iniciadas pelos idols são seguidas pelo público jovem.[42] Alguns artistas se estabeleceram como ícones de moda como G-Dragon[43] e CL.[44] Atualmente, existe uma preocupação sobre as tendências de beleza, como o clareamento da pele sendo popularizado pela indústria, o que tem sido alvo de criticas por seus padrões de beleza restritivos.[45]

O Banco da Coreia atribuiu o rápido aumento das exportações culturais desde 1997, ao aumento da popularidade mundial do K-pop.[46]

Apoio governamental[editar | editar código-fonte]

O governo sul-coreano reconheceu benefícios para o setor de exportação do país como resultado da Onda Coreana (estima-se que em 2011, o aumento de US$100 dólares na exportação de produtos culturais tenha sido resultado do aumento de US$412 nas exportações de outros bens de consumo como alimentos, roupas, cosméticos e produtos de TI)[47] e, por conseguinte tenham subsidiado alguns projetos.[48] As iniciativas governamentais para expandir a popularidade do K-pop são realizadas principalmente pelo Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, que é o responsável por criar os centros mundiais de cultura coreana. As embaixadas sul-coreanas e os consulados também organizaram concertos de K-pop fora do país,[49] e o Ministério de Relações Exteriores convida regularmente fãs de K-pop estrangeiros a participarem do K-Pop World Festival no país.[50]

História[editar | editar código-fonte]

Origens da música popular coreana[editar | editar código-fonte]

Trot de 1938 escrito por Kim Song-kyu e Park Yeong-ho. Interpretado por Park Hyang-rim.

Problemas para escutar este arquivo? Veja a ajuda.

A história da música popular coreana pode ser traçada em torno de 1885, quando um missionário estadunidense, Henry Appenzeller, começou a ensinar canções folclóricas estadunidenses e britânicas em uma escola. Essas músicas eram chamadas em coreano de changga, e eram tipicamente baseadas em uma melodia popular ocidental porém cantadas com letras em coreano. Durante o domínio japonês no país (1910–1945), a popularidade das canções changga aumentou com os coreanos expressando seus sentimentos contra a opressão japonesa através da música. Uma das canções mais populares da época foi "Huimangga" (희망가, The Song of Hope). Contudo, os japoneses confiscaram as coleções de changga existentes e publicaram seus próprios livros com letras.

O primeiro álbum de pop coreano conhecido foi Yi Pungjin Sewol (This Tumultuous Time), de Park Chae-seon e Lee Ryu-saek datado de 1925, que continha canções populares traduzidas do japonês. A primeira canção pop escrita por um compositor coreano é considerada a "Nakhwayusu" (낙화유수, Fallen Blossoms on Running Water) por Lee Jeong-suk em 1929. Em meados da década de 1920, o compositor japonês Masao Koga misturou a música tradicional coreana com música gospel que foi introduzida pelos evangelistas estadunidenses na década de 1870. Este tipo de música ficou conhecido como enka no Japão e mais tarde na Coreia como trot (coreano: "트로트").

1940–1960: Chegada da cultura ocidental[editar | editar código-fonte]

Depois que a península coreana foi dividida entre Norte e Sul após sua libertação da dominação japonesa em 1945, a cultura ocidental foi introduzida no país em pequena escala, com bares de estilo ocidental e clubes tocando música ocidental. Após a Guerra da Coreia (1950–53), tropas estadunidenses permaneceram na Coreia do Sul para sua proteção. Com a presença contínua das forças armadas estadunidenses durante esse período, tanto a sua cultura como a mundial espalharam-se pelo país e a música ocidental gradualmente se tornou mais aceita.

Marilyn Monroe entretendo soldados estadunidenses na Coreia do Sul em 1954.

O United Service Organizations fez o possível para que diversas figuras proeminentes do entretenimento estadunidense da época, como Marilyn Monroe e Louis Armstrong, visitassem os soldados situados na Coreia do Sul. Estas visitas despertaram a atenção do público sul-coreano. Em 1957, a rede de rádio das forças armadas estadunidenses iniciou a sua transmissão, disseminando a popularidade da música ocidental. Sua música começou a influenciar a música sul-coreana, como a escala pentatônica sendo gradualmente substituída pelo hexacorde e com as canções populares passando a ser modeladas após isso.[51]

Na década de 1960, com o desenvolvimento de gravações em LP e melhorias na tecnologia de gravação, possibilitou-se a busca por diversos tons de voz.[52] Muitos cantores cantaram para as tropas estadunidenses, geralmente em clubes exclusivos. Eles apresentavam diversos gêneros musicais como country, blues, jazz e rock & roll. A economia sul-coreana começou a florescer e a música popular seguiu essa tendência, disseminada pelas primeiras estações de rádio comerciais do país. O cinema também começou a desenvolver-se e os músicos sul-coreanos passaram a se apresentar para um público cada vez mais amplo.

Quando a Beatlemania chegou a costa da Coreia do Sul, as primeiras bandas de rock locais surgiram, a primeira das quais é dita ser a Add4, formada em 1962.[53] O primeiro concurso de talentos para bandas de rock em Seul foi organizado em 1968. Além do rock e do pop, as músicas trot continuaram populares. Alguns cantores sul-coreanos conquistaram popularidade internacional: The Kim Sisters, Yoon Bok-hee e Patti Kim foram os primeiros cantores a estrearem em países como o Vietnã e Estados Unidos. The Kim Sisters tornou-se o primeiro grupo coreano a lançar um álbum nos Estados Unidos, apresentando-se em Las Vegas e realizando diversas aparições no programa de televisão de Ed Sullivan.[54] Além disso, a canção de 1961 de Han Myeong Suk intitulada "The Boy in The Yellow Shirt", recebeu uma versão cover da cantora francesa Yvette Giraud e também tornou-se popular no Japão.[51]

1970: Influências Hippie e folk[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1960 a música pop coreana sofreu outra transformação. Cada vez mais, músicos tornaram-se estudantes universitários e graduados, estes foram influenciados fortemente pela cultura estadunidense e seu estilo de vida (incluindo o movimento hippie), produzindo música alegre ao contrário de seus antecessores, que foram influenciados pela guerra e a opressão japonesa. A geração mais jovem se opôs à Guerra do Vietnã tanto quanto os hippies estadunidenses o fizeram, o que resultou no governo sul-coreano proibindo canções com letras mais liberais. Apesar disso, a influência popular do folk apreciado entre os mais jovens, fez com que o canal de televisão MBC, organizasse um concurso musical para estudantes universitários em 1977, sendo a base de diversos outros festivais de música moderna.[55]

Uma dos principais artistas da época foi o cantor Han Dae-soo, que foi criado nos Estados Unidos e influenciado por artistas como Bob Dylan, Leonard Cohen e John Lennon. Sua canção "Mul jom juso" (물 좀 주소, Give Me Water) , tornou-se icônica entre os jovens da Coreia do Sul. Suas apresentações consideradas ousadas e o estilo único de cantar, frequentemente chocaram o público e mais tarde, o mesmo foi proibido de se apresentar no país. Han mudou-se para a cidade de Nova York e prosseguiu com sua carreira musical, só retornando a seu país de origem nos anos de 1990. Outros cantores notáveis ​​do período incluem Song Chang-sik, Young Nam-cho e Hee Eun-yang, além disso, nessa mesma época os DJs começaram a tornarem-se populares.[52]

1980: A era das baladas[editar | editar código-fonte]

A década de 1980 viu a ascensão de cantores de balada após o álbum You’re Too Far Away to Get Close to (가까이 하기엔 너무 먼 당신, Gakkai Hagien Neomu Meon Dangsin) de Lee Gwang-jo em 1985 vender mais de 300,000 cópias. Outros cantores populares de balada incluíram Lee Moon-se (이문세) e Byun Jin-seob (변진섭), apelidado de "O princípe das baladas". Um dos compositores do gênero mais procurados da época foi Lee Young-hoon (이영훈), cujas músicas foram compiladas em um musical moderno em 2011, intitulado Gwanghwamun Yeonga (광화문 연가, Gwanghwamun's Song).

O The Asia Music Forum foi um evento lançado em 1980, com representantes de cinco países asiáticos diferentes competindo. O cantor coreano Cho Yong-pil venceu o primeiro lugar e passou a ter uma carreira de sucesso, se apresentando em Hong Kong e no Japão. Seu primeiro álbum Chang bakkui yeoja (창 밖의 여자, Woman outside the window), tornou-se um sucesso comercial o levando a ser o primeiro cantor sul-coreano a subir no palco do Carnegie Hall em Nova York. Seu repertório musical incluiu rock, dance, trot e folk pop.

1990: Desenvolvimento do K-pop moderno[editar | editar código-fonte]

DJ Doc, um dos trios de hip hop mais populares da década de 1990.[56]

Na década de 1990, os artistas pop do país incorporaram em sua música, os estilos de música estadunidenses populares como rap, rock e techno.[57] Em 1992, o surgimento do grupo Seo Taiji and Boys, marcou um momento revolucionário na história da música pop sul-coreana. Eles estrearam em um programa de talentos da MBC, com sua canção "Nan Arayo" (난 알아요, I Know) e obtiveram a classificação mais baixa do júri.[58] No entanto, a música e o álbum homônimo tornaram-se tão bem sucedidos, que abriram caminho para o lançamento de canções do mesmo formato. O sucesso da canção, foi atribuído as batidas inspiradas no gênero new jack swing e seu refrão marcante, bem como a introdução de letras inovadoras que lidou com os problemas da sociedade sul-coreana. Posteriormente, seus passos foram seguidos por diversos artistas de hip hop e R&B como Yoo Seung-jun, Jinusean, Deux, 1TYM e Drunken Tiger.[58]

Em 1995, o produtor musical e cantor Lee Soo-man fundou a empresa de entretenimento, S.M. Entertainment. Em 1996, o ex-integrante do Seo Taiji & Boys, Yang Hyun-suk, fundou a YG Entertainment, assim como o também cantor Park Jin-young, que por sua vez fundou a JYP Entertainment em 1997.

Inspirados em Seo Taiji and Boys, diversos grupos de idols foram formados neste período, a fim de suprir a demanda crescente vindo do público adolescente.[58] O grupo H.O.T. foi um dos primeiros grupos idol masculinos lançados, com estreia em 1996. Seu êxito foi seguido pelo surgimento de grupos como Sechs Kies, S.E.S., Fin.K.L, NRG, Baby V.O.X., Diva, Shinhwa e g.o.d.[59] A década de 1990 também tornou-se um período de sucesso para clubes de música underground e bandas de punk rock como Crying Nut.[58]

A crise financeira asiática de 1997, levou os artistas sul-coreanos a buscarem novos mercados: com o H.O.T lançando um álbum em mandarim[58] e Diva um álbum em inglês em Taiwan.

Anos 2000–presente: Ascensão da onda coreana[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Hallyu
BoA, uma das principais expoentes da chamada onda coreana.

Durante o início dos anos 2000, grupos idols que haviam experimentado um intenso sucesso na década de 1990, estavam em declínio. O grupo H.O.T. encerrou suas atividades em 2001, enquanto outros grupos como Sechs Kies, S.E.S., Fin.K.L, Shinhwa e g.o.d, tornaram-se inativos nos anos seguintes. Contudo, idols do K-pop começaram a receber popularidade de outras partes da Ásia como o grupo Baby V.O.X., que em 2002 tornou-se popular em muitos países asiáticos, após a canção "Coincidence" ser lançada e promovida durante a Copa do Mundo na Coreia do Sul, e em 2003, ao alcançar o primeiro lugar nas paradas de música chinesas com a canção "I'm Still Loving You", sendo o primeiro grupo ídol a fazê-lo. Neste período de início do século 21, cantores solo como BoA e Rain foram lançados e destacaram-se em popularidade, com a primeira tornando-se a primeira artista do país a alcançar o primeiro lugar na parada da Oricon no Japão[60] e o segundo, realizando um concerto para uma audiência de 40.000 pessoas em Pequim na China.[61] No entanto, os êxitos dos grupos TVXQ e SS501, após suas estreias em 2003 e 2005, respectivamente, marcaram o ressurgimento de grupos de idols no entretenimento sul-coreano e o crescimento do K-pop como parte da Hallyu, que refere-se a popularidade da cultura sul-coreana em outros países.[62] O grupo TVXQ destacou-se ainda pelo surgimento de boy bands no Japão. Em 2008 a canção "Purple Line" tornou-os a primeira boy band estrangeira e o segundo artista após BoA, a conquistar o primeiro lugar na parada da Oricon.

O nascimento da chamada segunda geração do K-pop, foi seguido pelas estreias bem sucedidas de Super Junior (2005) que tornaram-se o primeiro artista sul-coreano a vencer no Teen Choice Awards;[63] BIGBANG (2006) que tornaram-se o primeiro artista sul-coreano a vencer no Europe Music Awards,[64] a entrar na parada Billboard 200[65] e possuir a maior turnê mundial já realizada por um artista sul-coreano;[66] Wonder Girls (2007) que entraram na parada Billboard Hot 100;[67] Girls' Generation (2007) que receberam o prêmio de Vídeo do Ano no YouTube Music Awards[68] e Kara (2007). O desenvolvimento das mídias sociais online tem sido uma ferramenta vital para a indústria de música coreana atingir um público mais amplo,[69] auxiliando o K-pop a realizar aparições cada vez maiores em paradas ocidentais como a Billboard.[70][71]

Desde meados dos anos 2000, uma enorme porção do mercado de música do Leste Asiático tem sido dominada pelo K-pop.[72] Em 2008, as exportações culturais da Coreia do Sul (incluindo dramas televisivos e jogos de computador) aumentaram para US$ 2 bilhões, mantendo uma taxa de crescimento anual de mais de 10%.[73] Naquele ano, o Japão representou quase 68% de todas as receitas de exportação do K-pop, à frente da China (11,2%) e dos Estados Unidos (2,1%).[74]

Em outros lugares do mundo, o gênero rapidamente cresceu em popularidade, especialmente após o vídeo musical de "Gangnam Style" do rapper Psy, conquistar o feito de ser o primeiro vídeo do YouTube a atingir um bilhão de visualizações, alcançando uma cobertura generalizada na mídia convencional.[75][76] Em março de 2017, o vídeo atingiu a marca de 2,8 bilhões de visualizações. Apesar das diversas tentativas realizadas pelas empresas de entretenimento (com idols como BoA, Wonder Girls, Seven e CL lançando singles em inglês), os mesmos não conseguiram atingir êxito global.[77][78]

Como parte da onda coreana, o K-pop foi abraçado pelo governo sul-coreano como uma ferramenta de poder de persuasão, particularmente aos jovens do exterior.[79][80] Em 2014, o The Economist apelidou a cultura pop coreana de "líder de tendências da Ásia".[81]

Indústria[editar | editar código-fonte]

Agências[editar | editar código-fonte]

O K-pop gerou uma indústria completa que abrange a residência de produção musical, empresas de gestão de eventos, distribuidores de música e outros fornecedores de mercadorias e serviços. As três maiores empresas em termos de vendas e receita são a S.M. Entertainment, YG Entertainment e JYP Entertainment, muitas vezes referidos como Big Three.[82] Estas gravadoras também funcionam como agências de representação de seus artistas. Eles são responsáveis pelo recrutamento, financiamento, treinamento e promoção de novos artistas, bem como a gestão de suas atividades musicais e relações públicas. Atualmente, a agência com a maior participação de mercado é a S.M. Entertainment.[82] Em 2011, juntamente com a Star J Entertainment, AM Entertainment e Key East, as agências da Big 3 fundaram a companhia de gestão conjunta United Asia Management.[83][84][85]

Receitas totais das gravadoras de K-pop (em milhões de dólares)
Ano de
fundação
Gravadora 2008 2010 2011 2012 2013 2014 Fonte
1995 S.M. Entertainment 42.5 87.1 129 241 268 286.9 [86]
1996 YG Entertainment 51.8 70.3 96.9 116.6 156.3 [87]
1997 JYP Entertainment 3.1 9.1 17.8 13.5 21.4 48.5 [88]

Vendas e valor de mercado[editar | editar código-fonte]

Em 2009, a DFSB Kollective tornou-se a primeira empresa distribuidora de K-pop no iTunes.[89] Em 2011, um número de 1,100 álbuns foram lançados na Coreia do Sul. O gênero de hip hop foi o que possuiu a maior representação com um total de dois terços do total de álbuns.[90] Um terço deles, eram de uma variedade de outros gêneros, incluindo rock, folk moderno e crossover.[90]

Em 2012, o custo médio de obtenção de uma música K-pop na Coreia do Sul foi de US$ 0,10 para um único download, e de US$ 0,002 quando transmitido online.[91] No primeiro semestre do ano, de acordo com a Billboard, a indústria musical sul-coreana arrecadou cerca de US$ 3,4 bilhões - um aumento de 27,8% em relação ao ano anterior - e foi reconhecida pela revista Time como "a maior exportação da Coreia do Sul".[92][93]

Ranking do mercado musical global
do K-pop (Coreia do Sul)
Ano Físico* Digital
2005 27[94]
2006 27[95]
2007 32[96] 23[97]
2008 24[98]
2009 24[99] 14[97]
2010 21[100]
2011 11[95] 11[97]
2012 11[95] 8[101]
* inclui a vendagem de álbuns, singles e DVDs

Sistema de trainees[editar | editar código-fonte]

Ver também: Contrato escravo

Por convenção no K-pop moderno, os trainees passam por um sistema de treinamento rigoroso por um período de tempo indeterminado antes de sua estreia. Este método foi popularizado por Lee Soo-man, fundador de S.M. Entertainment,[102] como parte de um conceito rotulado como "tecnologia cultural".[103] O The Verge descreveu este sistema de gestão de artistas como "extremo".[104] De acordo com o CEO da filial do Sudeste Asiático da Universal Music, o sistema de trainee de idol coreano é único no mundo.[105]

Por causa do período de treinamento, que pode durar por muitos anos, e a quantidade significativa de investimentos que as agências colocam em seus trainees, a indústria é muito séria sobre o lançamento de novos artistas. Os trainees podem entrar em uma agência através de audições ou serem recrutados, e uma vez que são selecionados, são lhes dadas acomodação e aulas (geralmente de canto, dança, rap e línguas estrangeiras como mandarim, inglês e japonês), enquanto se preparam para a estreia. Os jovens trainees às vezes frequentam a escola ao mesmo tempo. Além disso, não há limite de idade para se tornar um trainee e não há limite de duração de tempo que esse período pode levar.[106][107][108]

Paradas musicais[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Gaon Chart

A parada musical oficial da Coreia do Sul é o Gaon Chart [109] desde o ano de 2010. Em 2011, a Billboard criou a parada Korea K-Pop Hot 100 através da Billboard Korea, porém a mesma foi descontinuada em 2014.[110][111] Através do crescimento internacional do K-pop, trabalhos de alguns artistas já posicionaram-se na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos, além de destacarem-se em outras paradas da mesma. Há alguns anos, suas canções e álbuns, também entram nas paradas da Oricon no Japão.

Televisão[editar | editar código-fonte]

A indústria de música sul-coreana tem gerado inúmeros programas do tipo reality shows, incluindo programas de talent shows como Superstar K e K-pop Star, os especialistas em competição de rap Show Me The Money e sua contraparte feminina Unpretty Rapstar, além de muitos programas de "sobrevivência", onde trainees competem uns contra os outros, a fim de formar um novo grupo de ídols. Exemplos de programas neste gênero são MyDOL da Jellyfish Entertainment, que formou o boy goup VIXX;[112][113] WIN: Who Is Next, da YG Entertainment que formou o boy group Winner e MIX&MATCH, que formou o iKON; Sixteen da JYP Entertainment que formou o girl group Twice; No.Mercy da Starship Entertainment que formou o boy group Monsta X; Produce 101 da Mnet que formou o girl group I.O.I[114][115][116] e mais recentemente o Finding Momo Land da Duble Kick Entertainment que formou o girl group Momoland.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os artistas do K-pop são frequentemente referidos como idols ou grupos idols. Os grupos geralmente costumam possuir um líder, e o mais jovem é chamado de maknae (막내). O uso popular do termo no Japão foi influenciado pelo grupo SS501, quando expandiram suas atividades ao país em 2007. Sua tradução para o japonês "マ ン ネ", foi muitas vezes usado para nomear o maknae do grupo Kim Hyung-jun, a fim de diferenciá-lo de seu líder de nome e ortografia semelhante, Kim Hyun-joong.

Expressões específicas da indústria[editar | editar código-fonte]

Coreano Romanizado Significado
대상 Daesang

Em premiações musicais, os artistas podem receber o Bonsang, um prêmio adquirido por suas realizações musicais proeminentes. Um dos vencedores do Bonsang, é então premiado com o Daesang, o "grande prêmio".[117]

본상 Bonsang
All-Kill (AK) Refere-se a posição de uma canção nas paradas. Uma certificação de all-kill ("AK") é obtida através do Instiz, quando uma canção individual, alcança a primeira colocação simultaneamente em todas paradas de música sul-coreanas online, tanto em tempo real quanto na parada diária. Conquistando dessa forma, a primeira colocação no iChart em tempo real do Instiz.[118][119]
Perfect All-Kill (PAK) Um perfect all-kill ("PAK") acontece quando uma canção individual conquista um all-kill e ao mesmo tempo a primeira colocação no gráfico semanal do Instiz.
Mini album (mini álbum) É o equivalente próximo do EP. Contém múltiplas faixas, porém é mais curto que um álbum completo.[120]
Title track (faixa-título) É a faixa principal de um álbum, que é lançada juntamente com um vídeo musical e promovida através de apresentações ao vivo em programas de música televisionados.[120]
Repackage Album (álbum reembalado ou repaginado) Refere-se ao relançamento de um mesmo álbum com um novo design e canções novas. Geralmente é acompanhado de uma nova faixa-título e vídeo musical.[120]
Promoção Ocorre quando uma faixa-título é lançada. Assim, os artistas apresentam-se em programas de televisão e realizam entrevistas. As promoções em programas televisivos geralmente duram um mês, com um 'debut stage' (estágio de estreia) para os estreantes, um 'comeback stage' (estágio de retorno) para os artistas regulares e um 'goodbye stage' (estágio de despedida) ao final deste ciclo.[120]

Apelo e base de fãs[editar | editar código-fonte]

Fãs do BIGBANG (VIPs) segurando bastões luminosos em formato de coroa durante um concerto: este é um símbolo do fã-clube.

Diversos fãs viajam ao exterior para verem seus ídolos em turnê. Os turistas geralmente visitam a Coreia vindos do Japão e da China para verem os concertos de K-pop,[121] como os 7,000 fãs japoneses que foram a Seul em 2012 verem a apresentação do grupo JYJ[122] e também durante seu concerto em Barcelona em 2011, onde fãs de diversas partes do mundo acamparam durante a noite para garantir ingressos.[123] Uma pesquisa realizada em 2011 pelo Korean Culture and Information Service informou que havia mais de três milhões de membros ativos de fã-clubes pertencentes a Hallyu.[124]

Um artigo do The Wall Street Journal indicou que o futuro poder do K-pop será moldado pelos fãs, cujas atividades online evoluíram para "micro-negócios".[125] Geralmente, os grupos possuem fã-clubes dedicados que recebem um nome coletivo e ás vezes uma cor atribuída,[126][127] por meio do qual irão comercializar produtos. Um exemplo, são os fãs do Girls' Generation que são conhecidos como 'Sones' e sua cor oficial é o 'rosa'. Alguns dos grupos mais populares tem personalizado bastões luminosos (chamados de light sticks) para o uso em seus concertos, como o BIGBANG, onde seus fãs seguram bastões de luz amarelos em formato de coroa amarela.[128]

Fan rice do grupo EXO.

Fã-clubes muitas vezes participam de eventos de caridade a fim de apoiar seus artistas, através da compra de sacos de arroz de fãs (conhecidos como fan rice). Estes sacos de arroz são então doados para os necessitados.[129] Segundo a Time, para uma única apresentação do BIGBANG, 12.7 toneladas de arroz foram doados vindo de cinquenta fã-clubes ao redor do mundo. Na Coreia do Sul, existem empresas dedicadas ao transporte deste arroz, vindos diretamente dos agricultores para os locais de concerto.[130] Outra maneira dos fã-clubes demonstrarem sua devoção está no envio de refeições aos idols durante suas atividades. Há empresas de catering no país específicas para este fim.[131]

Uma característica única na base de fãs de K-pop é o chamado fan chant. Quando um grupo idol realiza o lançamento de uma nova canção, os fã-clubes organizam um fan chant e o aprendem, assim eles podem cantar determinados trechos ou palavras da canção, durante as apresentações ao vivo, além disso, chamar os nomes do artista ou grupo em questão durante sua apresentação, também faz parte do fan chant.[120]

Obsessão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Fã sasaeng

Alguns idols e grupos de idols têm enfrentado problemas com fãs obsessivos que se permitem realizar perseguições ou possuir um comportamento invasivo. Estes fãs são conhecidos como fãs sasaeng (do coreano: vida privada), que assim são chamados por suas invasões de privacidade. Há relatos de comportamentos extremos por parte de fãs tentando conseguir a atenção dos artistas, bem como serviços de táxi que atendem aqueles que desejam seguir idols.[132] As autoridades públicas sul-coreanas, reconhecem este comportamento como uma preocupação séria.[133]

Alguns idols tem reagido com indignação aos fãs sasaeng, por meio dos quais já receberam atos ou situações vindo destes, como os membros do JYJ, Kim Hee-chul do Super Junior e Jang Keun-suk.[132][134][135] Em resposta a esta questão, uma nova lei foi introduzida em fevereiro de 2016 na Coreia do Sul, considerando o aumento da pena de perseguição para cerca de US$ 17.000 dólares, bem como uma possível pena de dois anos de detenção.[136]

Eventos[editar | editar código-fonte]

Turnês internacionais[editar | editar código-fonte]

Psy, cujo vídeo musical de "Gangnam Style", tornou-se o primeiro a alcançar mais de um bilhão de visualizações no Youtube.[137]

Turnês de K-pop são realizadas fora da Coreia do Sul desde meados da década de 2000. A maioria dos artistas sul-coreanos realizam turnês asiáticas, entretanto, turnês em todo o mundo também tornaram-se frequentes desde 2011, quando a SM Town realizou a sua primeira turnê não-asiática, intitulada SMTown Live '10 World Tour.[138]

Convenções e festivais de música[editar | editar código-fonte]

Mídias sociais[editar | editar código-fonte]

As mídias sociais tem sido um instrumento de alcance global do K-pop, principalmente o site de compartilhamento de vídeos Youtube. Dos 2,28 bilhões de visualizações mundiais que o K-pop obteve em 2011 no referido site, 240 milhões vieram dos Estados Unidos, valor mais que o dobro do que aquele obtido em 2010, quando seus números foram de 94 milhões.[139]

Popularidade e impacto[editar | editar código-fonte]

Ásia[editar | editar código-fonte]

Japão[editar | editar código-fonte]

Na sequência do levantamento das restrições de importação/exportação entre Coreia do Sul e Japão, que estavam presentes desde a Segunda Guerra Mundial, o álbum Listen to My Heart de BoA foi o primeiro álbum de um artista coreano a estrear no topo das paradas japonesa da Oricon e recebeu um certificado-RIAJ por um milhão de cópias vendidas no país.[140] Em 16 de janeiro de 2008, o TVXQ (conhecido como Tohoshinki no Japão) alcançou o topo das paradas da Oricon, com seu décimo sexto single japonês, "Purple Line". Isso fez-lhes o primeiro grupo masculino estrangeiro e coreano a ter um single número um no Japão.[141][142] Depois disso, o mercado de música japonesa tem visto o afluxo de artistas pop coreanos incluindo SS501, T-ara, Shinee,[143] Super Junior,[144] BIGBANG,[145] Kara, Girls' Generation, 2NE1, 2PM e Brown Eyed Girls.[146] Em 2011, foi relatado que as vendas totais de artistas de K-pop aumentaram 22,3% entre 2010-2011 no Japão. Alguns artistas entraram no top 10 de vendas de 2011 no Japão.[147]

De acordo com a Fundação de Cultura do Intercâmbio Internacional da Coreia, o K-pop tem sido um sucesso de exportação da cultura coreana na Ásia. No seu índice de "Korean Wave", o principal país em 2010 foi o Japão, em uma lista que também incluía Taiwan, China, Tailândia, Indonésia, Vietnã, Malásia e Filipinas.[148]

China[editar | editar código-fonte]

O K-pop ainda tem que fazer um grande impacto na China, mas tem havido um considerável sucesso. Em 2005 Rain realizou um concerto em Pequim para 40.000 pessoas.[61] Wonder Girls ganhou um prêmio no 5th annual China Mobile Wireless Music Award por ter as maiores vendas digitais para um artista estrangeiro com cinco milhões de downloads digitais em 2010.[149] Super Junior e seu subgrupo Super Junior-M tiveram resultados bem sucedidos nas paradas musicais Kuang Nan Record, CCR e Hit Fm Taiwan.[150]

Índia[editar | editar código-fonte]

Na Índia no estado de Manipur, onde separatistas proibiram filmes de Bollywood, os consumidores têm se voltado para a cultura popular coreana para as suas necessidades de entretenimento. O correspondente da BBC Sanjoy Majumder informou que produtos de entretenimento coreanos são na sua maioria cópias piratas contrabandeadas do vizinho Birmânia, e é geralmente bem recebido pela população local.[151][152]

Isto levou a língua coreana se tornar mais popular entre os jovens, com frases como "Annyeong-haseyo" (안녕하세요) e "Kamsahamnida" (감사 합니다) agora comumente ouvida no discurso diário.[151] Em resposta à crescente influência cultural coreana, o Professor Amar Yumnam a partir da Universidade Manipur propôs a criação de cursos de línguas para estudantes coreanos, depois de uma reunião entre funcionários da universidade e diplomatas da Embaixada da Coréia em Nova Deli realizada em 2011.[153]

A fim de capitalizar sobre a popularidade do K-pop em Manipur, muitos salões de cabeleireiro ofereceram cortes "estilo coreano" com base nos penteados de boy groups de K-pop.[151][152] Esta onda de cultura popular coreana está se espalhando de Manipur para o estado vizinho de Nagaland,[154] e Nepal.[155]

Filipinas[editar | editar código-fonte]

Em 2015 o cantor/comediante Filipino-coreano Ryan Bang lançou Shopping, um single mashup P-Pop-K-Pop.[156]

Regulamentos[editar | editar código-fonte]

Em 2014, a Coreia do Sul passou de lei para regulamentar a sua indústria de música, protegendo estrelas K-pop menores de idade de práticas de trabalho insalubres e performances abertamente sexualizadas, bem como ações de sensibilização para as regras que garantem o direito de "aprender, descanso e sono." De acordo com o Hollywood Reporter, "o entretenimento da Coréia é notoriamente improvisado e não regulamentado. Na procura de estrelas - muitos dos quais são "ídolos" adolescentes - tem sido conhecido a ensaiar e se apresentar sem dormir".[157]

Lista de artistas de K-pop[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o portal:
  • K-pop

Referências

  1. a b Holden, Todd Joseph Miles; Scrase, Timothy J. (2006). Medi@sia: global media/tion in and out of context. [S.l.]: Taylor & Francis. p. 144. ISBN 978-0-415-37155-1. Since the 1990s, the term “K-pop” has become popularized to refer to Korean popular music, being widely used throughout East and Southeast Asia. 
  2. Laurie, Timothy (2016), «Toward a Gendered Aesthetics of K-Pop», Global Glam and Popular Music : Style and Spectacle from the 1970s to the 2000s: 214–231 
  3. Cho, Chung-un (23 de março de 2012). «K-pop still feels impact of Seo Taiji & Boys». The Korea Herald. Consultado em 12 de abril de 2016 
  4. Dae Ryun Chang and Kyongon Choi. «What Marketers Can Learn from Korean Pop Music». Harvard Business Review. Consultado em 19 de outubro de 2012 
  5. «South Korea's pop-cultural exports». The Economist. 25 de janeiro de 2010 
  6. Russell, Mark James. «The Gangnam Phenom». Foreign Policy. Consultado em 28 de dezembro de 2012. First taking off in China and Southeast Asia in the late 1990s, but really spiking after 2002, Korean TV dramas and pop music have since moved to the Middle East and Eastern Europe, and now even parts of South America. 
  7. Anjani Trivedi (1 de agosto de 2013). «Forget Politics, Let's Dance: Why K-Pop Is a Latin American Smash». Time (magazine). Consultado em 9 de janeiro de 2014 
  8. Marlon Bishop (15 de dezembro de 2013). «Meet Latin America's Teenage Korean Pop Fanatics». NPR. Consultado em 9 de janeiro de 2014 
  9. «South Korea's K-pop spreads to Latin America». Agence France-Presse. Consultado em 28 de março de 2013 
  10. Kember, Findlay. «Remote Indian state hooked on Korean pop culture». Agence France-Presse. Consultado em 24 de fevereiro de 2013 
  11. Anugya Chitransh (3 de junho de 2012). «'Korean Wave' takes Indian kids in its sway». The Times of India. Consultado em 9 de janeiro de 2014 
  12. «Korean pop culture spreads in Cairo». Egypt Independent. Consultado em 14 de abril de 2013 
  13. «Egyptian-Korean ties endorsed through pop idol competition». Egypt Independent. Consultado em 30 de julho de 2011 
  14. «Middle East: Korean pop 'brings hope for peace'». BBC. 7 de agosto de 2013 
  15. Natalie Long (7 de dezembro de 2013). «Infinite lead K-Pop invasion in Dubai». Gulf News. Consultado em 9 de janeiro de 2014 
  16. Brown, August (29 de abril de 2012). «K-pop enters American pop consciousness». Los Angeles Times. Consultado em 24 de março de 2013. The fan scene in America has been largely centered on major immigrant hubs like Los Angeles and New York, where Girls' Generation sold out Madison Square Garden with a crop of rising K-pop acts including BoA and Super Junior. 
  17. Seabrook, John. «Cultural technology and the making of K-pop». The New Yorker. Consultado em 4 de março de 2013. The crowd was older than I’d expected, and the ambience felt more like a video-game convention than like a pop concert. About three out of four people were Asian-American, but there were also Caucasians of all ages, and a number of black women. 
  18. Chen, Peter (9 de fevereiro de 2013). «'Gangnam Style': How One Teen Immigrant Fell For K-Pop Music». Huffington Post. Consultado em 4 de março de 2013. It is common for Chinese teens in the U.S. to be fans of K-pop, too. 
  19. «K-pop magazine published in Russia». Korea.net. 15 de outubro de 2012. Consultado em 17 de janeiro de 2015 
  20. «K-pop Comes to Poland». The Warsaw Voice 
  21. James Russell, Mark. «The Gangnam Phenom». Foreign Policy. Consultado em 11 de outubro de 2012. First taking off in China and Southeast Asia in the late 1990s, but really spiking after 2002, Korean TV dramas and pop music have since moved to the Middle East and Eastern Europe, and now even parts of South America. 
  22. Yoon, Lina. (26 de agosto de 2010) "K-Pop Online: Korean Stars Go Global with Social Media". Time. Consultado em 20 de fevereiro de 2011
  23. «K-pop Music: For the Eyes or For the Ears?». Seoulbeats. 1 de outubro de 2011. Consultado em 27 de março de 2012 
  24. Rousee-Marquet, Jennifer. «K-pop : the story of the well-oiled industry of standardized catchy tunes». Institut national de l’audiovisuel. Consultado em 25 de janeiro de 2013. K-pop is a fusion of synthesized music, sharp dance routines and fashionable and colorful outfits. 
  25. a b «NYT Draws Attention to K-Pop Idol-Making Factories». Chosun Ilbo. Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  26. Yang, Jeff. «Can Girls' Generation Break Through in America?». The Wall Street Journal. Consultado em 25 de janeiro de 2013. The management firms pay for everything; leading talent house S.M. Entertainment has pegged the cost of rearing a single idol at around $3 million, which for Girls’ Generation would be multiplied by nine. 
  27. Choi, JungBong and Roald Maliangkay (2015). K-pop – The International Rise of the Korean Music Industry. New York: Routledge. ISBN 9781138775961 
  28. Doboo Shim (2005). «Hybridity and the rise of Korean popular culture in Asia» (PDF). National University of Singapore 
  29. Eun-Young Jung (2009). «Transnational Korea: A Critical Assessment of the Korean Wave in Asia and the United States» (PDF). University of California, San Diego 
  30. Lyan, Irina. «Hallyu across the Desert: K-pop Fandom in Israel and Palestine». Consultado em 19 de janeiro de 2015 
  31. a b Chace, Zoe. «Gangnam Style: Three Reasons K-Pop Is Taking Over The World». NPR. Consultado em 26 de dezembro de 2012 
  32. Kallen, Stuart A. (2014). K-Pop: Korea's Musical Explosion. [S.l.]: Twenty-First Century Books. p. 37–38. ISBN 9781467720427 
  33. Ramstad, Evan. «Korea Counts Down Not Just To New Year, But to New Girls' Album». The Wall Street Journal. Consultado em 5 de janeiro de 2013. K-pop news sites for the past couple of weeks have seemed to have some new video or bit of Girls-related gossip to chew over once or twice a day. There’s been a “drama” teaser and a “dance” teaser (that’s the one above) and countdown videos from each of the group’s nine members. ... One of the unique things about album releases by K-pop artists is that they are routinely called 'comebacks' even when there's been no evidence that the musician or group went away or, in the conventional sports usage of the term, experienced a setback or loss. 
  34. a b c Jin, Dal Yong; Ryoo, Woongjae (15 de março de 2014). «Critical Interpretation of Hybrid K-Pop: The Global-Local Paradigm of English Mixing in Lyrics». Popular Music and Society. 37 (2): 113–131. doi:10.1080/03007766.2012.731721. ISSN 0300-7766 
  35. Lindvall, Helienne (20 de abril de 2011). «Behind the music: What is K-Pop and why are the Swedish getting involved?». The Guardian. London. Consultado em 27 de março de 2012 
  36. Xu, Tina. «The K-Pop/U.S. Music Connections You Never Knew Existed». Fuse. Consultado em 7 de março de 2013 
  37. Hampp, Andrew. «Secrets Behind K-Pop's Global Success Explored at SXSW Panel». Billboard. Consultado em 28 de março de 2013. The American hip-hop community's recent interest in K-pop has helped open a lot of doors for other artists and managers Stateside, too. 
  38. «K-Pop success for easy choreography». Consultado em 7 de junho de 2013 
  39. Unterberger, Andrew (21 de novembro de 2015). «CL Plays the Baddest Ringleader in 'Hello Bitches' Video». SPIN. Consultado em 2 de março de 2017 
  40. «Meet The Mystery Dancer Who Choreographed Justin Bieber's 'Sorry' Music Video» 
  41. Kamarudin, Syahida (12 de março de 2012). «SHINee meets Tony Testa». Yahoo! Singapore. Consultado em 2 de março de 2017 
  42. «K-pop's slick productions win fans across Asia». Inquirer. 21 de setembro de 2011. Consultado em 2 de abril de 2012 
  43. «G-Dragon Voted Best-Dressed Celebrity of the Year». The Chosun Ilbo. 25 de dezembro de 2012. Consultado em 2 de março de 2017 
  44. PAPERMAG. «Jeremy Scott and CL On Moschino, Pop Culture and the Power Of Girls». PAPERMAG. Consultado em 12 de abril de 2016 
  45. «Warning: This fad may kill you». Global Post. 26 de agosto de 2010. Consultado em 2 de abril de 2012 
  46. «K-Pop Leads Record Earnings from Cultural Exports». The Chosun Ilbo. Consultado em 26 de janeiro de 2013. A BOK official said the increase “is related to a surge in exports of cultural products amid the rising popularity of K-pop in Europe and the U.S. as well as in Asia." 
  47. «Korean Wave Gives Exports a Boost». The Chosun Ilbo. Consultado em 26 de janeiro de 2013. But for every $100 increase in exports of cultural products themselves, outbound shipments of processed food, clothes, cosmetics and IT products also grew $412 on average. 
  48. Rousee-Marquet, Jennifer. «K-pop : the story of the well-oiled industry of standardized catchy tunes». Institut national de l'audiovisuel. Consultado em 25 de janeiro de 2013. The government then identified the cultural industry as the next growth driver. Numerous state research agencies were created and some projects were subsided in an attempt to boost the nation’s cultural industry. 
  49. «'Hallyu' to highlight Korea-Indonesia ties in March». Jakarta Post. Consultado em 26 de janeiro de 2013 
  50. «K-POP World Festival (케이팝월드페스티벌)». Visit Korea. Korean Tourism Organization. Consultado em 2 de março de 2017 
  51. a b K-Pop: A New Force in Pop Music, pp. 50–54
  52. a b 대중가요. Encyclopedia of Korean Culture (em coreano). Academy of Korean Studies. Consultado em 7 de dezembro de 2012 
  53. «ADD4 & KOREAN PSYCH-ROCK & FOLK-POP reissues : ADD 4». psychemusic.org. Consultado em 27 de fevereiro de 2012 
  54. «"Csomagolhattok és mehettek vissza Szöulba." Mia Kim a Quartnak» (em húngaro). Quart.hu. 12 de setembro de 2011. Consultado em 27 de fevereiro de 2012 
  55. K-Pop: A New Force in Pop Music, pp. 54–57
  56. «DJ DOC». KBS World. Consultado em 10 de dezembro de 2012 
  57. Hartong, Jan Laurens (2006). Musical terms worldwide: a companion for the musical explorer. [S.l.]: Semar Publishers. p. 15. ISBN 978-88-7778-090-4. Since the 1990s, popular genres like rap, rock and techno house have been incorporated into Korean popular music... which often emulates American models. 
  58. a b c d e K-Pop: A New Force in Pop Music, pp. 63–66
  59. MacIntyre, Donald (29 de julho de 2002). «Flying Too High?». Time. Consultado em 3 de julho de 2012 
  60. «The first video on MTV K: BoA "My Name"». MTV K. 26 de junho de 2006. Consultado em 29 de setembro de 2008. Cópia arquivada em 5 de julho de 2006 
  61. a b K-Pop: A New Force in Pop Music, pp. 67–71
  62. Ryoo, Woongjae (2009). «Globalization, or the logic of cultural hybridization: The case of the Korean wave». Asian Journal of Communication. 19 (2): 139 
  63. Jeon, Su Mi. «Super Junior Wins Choice International Artist at 2015 Teen Choice Awards». M! Wave. Mnet. Consultado em 2 de março de 2017 
  64. Frost, Caroline. «MTV EMA Awards: Britney Spears Loses Out To BIGBANG, Lady Gaga, Justin Bieber, Bruno Mars, Eminem All Winners». Huffington Post. Consultado em 4 de dezembro de 2012 
  65. «BIGBANG Reflect on Their World Tour in Exclusive Q&A». Billboard K-Town. Billboard. 21 de fevereiro de 2013. Consultado em 2 de março de 2017 
  66. Hancocks, Paula. «Will South Korea's military service derail K-pop mega-group Big Bang?». CNN. Consultado em 11 de setembro de 2016 
  67. «Wonder Girls Enters Billboard Hot 100». The Korea Times. Consultado em 3 de dezembro de 2012 
  68. Jeff Yang. «Why Girls' Generation and K-Pop Won Big at the YouTube Music Awards». The Wall Street Journal. Consultado em 4 de novembro de 2013 
  69. Oliver, Christopher. «South Korea's K-pop takes off in the west». Financial Times. Consultado em 11 de outubro de 2012 
  70. «Breaking & Entering: The Wonder Girls». Billboard. Consultado em 12 de abril de 2016 
  71. «K-Pop Hot 100: BIGBANG Is Unstoppable». Billboard. Consultado em 12 de abril de 2016 
  72. «K-pop : the story of the well-oiled industry of standardized catchy tunes». INA Global. Consultado em 2 de maio de 2013 
  73. «South Korea's K-pop craze lures fans and makes profits». BBC. 26 de abril de 2011. Consultado em 2 de maio de 2013. According to South Korea's Trade and Investment Agency, income from cultural exports like pop music and TV shows has been rising by about 10% a year. In 2008, it was worth almost $2bn. 
  74. «K-pop : the story of the well-oiled industry of standardized catchy tunes». INA Global. Consultado em 2 de maio de 2013. It accounts for most of K-pop albums’ overseas sales. As of 2008, Japan accounted for 68 percent of Korea’s total music industry exports in 2008, while the Chinese and U.S. markets accounted for only 11.2 percent and 2.1 percent, respectively. 
  75. «Gangnam Style hits one billion views on YouTube». BBC News. Consultado em 12 de abril de 2016 
  76. «Gangnam Style statue built in South Korea's Seoul». BBC News. Consultado em 12 de abril de 2016 
  77. CHOE SANG-HUN; MARK RUSSELL (4 de março de 2012). «Bringing K-Pop to the West». The New York Times. Consultado em 12 de setembro de 2012 
  78. «K-Pop Idols And The Formidable American Debut - KultScene». KultScene (em inglês). Consultado em 12 de abril de 2016 
  79. Constant, Linda (23 de setembro de 2012). «K-Pop Soft Power for the SK Government». Huffington Post 
  80. «South Korea pushes its pop culture abroad». BBC. 8 de novembro de 2011. Consultado em 7 de setembro de 2012 
  81. South Korea’s soft power: Soap, sparkle and pop The Economist (9 de agosto de 2014). Consultado em 12 de agosto de 2014
  82. a b «The big 3 of Korean pop music and entertainment». The Dong-A Ilbo. 26 de julho de 2011. Consultado em 5 de fevereiro de 2012 
  83. «United Asia Management to hold a 'talent meeting' at the 16th 'Busan International Film Festival'». Allkpop. 8 de setembro de 2011. Consultado em 1 de março de 2012 
  84. «Global Star Agency, United Asia Management». Hancinema. 6 de maio de 2011. Consultado em 1 de março de 2012 
  85. «UAM -United Asia Management». uam.asia. Consultado em 12 de abril de 2016 
  86. «S.M. Entertainment (041510:KOSDAQ): Financial Statements». Bloomberg Businessweek. Consultado em 29 de março de 2013 
  87. «YG Entertainment (122870:KOSDAQ): Financial Statements». Bloomberg Businessweek. Consultado em 29 de março de 2013 
  88. «JYP Entertainment Corp (035900:KOSDAQ): Financial Statements». Bloomberg Businessweek. Consultado em 29 de março de 2013 
  89. «Korean Pop, with Online Help, Goes Global». Time. 26 de agosto de 2010. Consultado em 3 de abril de 2013. DFSB Kollective was the first company to begin direct distribution of Korean music acts on iTunes, in 2009. It began with more than 50 Korean artists in the alternative, hip-hop and electronica genres; now there are hundreds of Korean artists available in the online music store. 
  90. a b 이, 동연 (11 de janeiro de 2012). "케이팝에 왜 열광하지?"…케이팝의 두 얼굴. PRESSian (em coreano). Consultado em 11 de março de 2012 
  91. «PSY's riches from 'Gangnam Style' not made at home». Associated Press. Consultado em 30 de dezembro de 2012. South Koreans pay less than $10 a month for a subscription to a music service that allows them to download hundreds of songs or have unlimited access to a music streaming service. That makes the cost of a downloaded song about 10 cents on average. The average price for streaming a song is 0.2 cent. 
  92. «South Korea's Greatest Export: How K-Pop's Rocking the World». Time. 7 de março de 2012. Consultado em 28 de abril de 2013 
  93. Kwak, Donnie. «PSY's 'Gangnam Style': The Billboard Cover Story». Billboard. Consultado em 2 de novembro de 2012. The Korean music industry grossed nearly $3.4 billion in the first half of 2012, according to Billboard estimates, a 27.8% increase from the same period last year. 
  94. «RIAJ: Yearbook 2007, IFPI 2005 Report, p. 24» (PDF). Recording Industry Association of Japan. Consultado em 25 de fevereiro de 2011 
  95. a b c "RIAJ: Yearbook 2013, pg 24". Recording Industry Association of Japan. Consultado em 25 de julho de 2013.
  96. «RIAJ: Yearbook 2009, IFPI 2007 Report, p. 24» (PDF). Recording Industry Association of Japan. Consultado em 13 de fevereiro de 2011 
  97. a b c «Digital Music Report 2012» (PDF). IFPI. Consultado em 11 de março de 2012 
  98. «RIAJ: Yearbook 2010, IFPI 2008 Report, p. 24» (PDF). Recording Industry Association of Japan. Consultado em 7 de novembro de 2010 
  99. «RIAJ: Yearbook 2011, IFPI 2009 Report: 33. Global Sales of Recorded Music by Country in 2009 (Page 23)» (PDF). Recording Industry Association of Japan. Consultado em 25 de abril de 2011 
  100. «RIAJ: Yearbook 2012, IFPI 2010 Report: 31. Global Sales of Recorded Music by Country in 2010, p. 24» (PDF). Recording Industry Association of Japan. Consultado em 26 de abril de 2012 
  101. Marchand, Ruby. «Trade Mission Engages Key Korean Music Professionals». Grammy Award. Consultado em 14 de janeiro de 2013. Korea is the eighth-largest digital music market in the world, larger than Sweden, China and India. It's also the first country where digital surpassed physical sales. Currently, physical is making a modest comeback as merchandise, thanks to elaborate packaging. 
  102. «Lee Soo Man: Taking Korean Pop Culture Global». Stanford Graduate School of Business. Consultado em 12 de abril de 2016 
  103. Seabrook, John (8 de outubro de 2012). «Factory Girls». The New Yorker. ISSN 0028-792X. Consultado em 12 de abril de 2016 
  104. Flatley, Joseph. «K-Pop takes America: how South Korea's music machine is conquering the world». The Verge. Consultado em 19 de outubro de 2012 
  105. K-Pop: A New Force in Pop Music, p. 39
  106. Leong, Melissa (2 de agosto de 2014). «How Korea became the world's coolest brand». Financial Post. Consultado em 18 de janeiro de 2015 
  107. Woo, Jaeyeon (3 de maio de 2012). «Journey to K-Pop Star, 'I Am.' – Korea Real Time». The Wall Street Journal. Consultado em 17 de setembro de 2012 
  108. «KPop's Frontiers: How Does the Big 3 Teach Foreign Languages to Their Trainees?». Kpopstarz. 7 de fevereiro de 2012. Consultado em 1 de março de 2012 
  109. «Gaon Music Chart». Gaon. Consultado em 30 de julho de 2010 
  110. Lent, Jesse (13 de junho de 2014). «U.S. Version Of Billboard K-Pop Hot 100 Removed Indefinitely For 'Adjustments' [EXCLUSIVE]». KpopStarz. Consultado em 19 de junho de 2014 
  111. «2014/07/16 K-POP HOT 100». Billboard Korea. Consultado em 1 de maio de 2016 
  112. «Sung Si Kyung to feature debut process of idol stars through 'Mydol'». Consultado em 28 de março de 2012 
  113. «Jellyfish Male Trainees Revealed Ahead of ′My Dol′ Premiere». CJ E&M enewsWorld. Consultado em 19 de março de 2016 
  114. Sung, So-young. «TV competition aims to form a K-pop supergroup». Korea JoongAng Daily. Consultado em 25 de janeiro de 2016 
  115. Kim, Ji-young. «Produce 101' girl group to be named 'IOI'». Kpop Herald. Consultado em 2 de abril de 2016 
  116. Ko, Dong-hwan. «101 girls down to 'I.O.I'». Korea Times. The Korea Times. Consultado em 7 de abril de 2016 
  117. «Winners from the 21st Seoul Music Awards». Allkpop. 19 de janeiro de 2012. Consultado em 1 de janeiro de 2013 
  118. «Big Bang first to achieve 'Perfect All Kill' in 2012». Allkpop. 26 de fevereiro de 2012. Consultado em 26 de fevereiro de 2012 
  119. «Taeyeon gets a certified all-kill with 'Fine'». Allkpop. 2 de março de 2017. A certified all-kill happens when a song is #1 on all major real-time and daily charts, as well as instiz's realtime iChart. 
  120. a b c d e «K-Pop Culture Glossary». Soompi. 2012. Consultado em 31 de janeiro de 2012 
  121. Mahr, Krista (7 de março de 2012). «K-Pop: How South Korea's Great Export Is Rocking the World». Time. Consultado em 17 de setembro de 2012 
  122. «Latest K-Pop Invasion: The Fans». The Wall Street Journal. 15 de junho de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  123. «JYJ First K-Pop Band to Perform Solo in Europe». The Chosun Ilbo. 13 de outubro de 2011. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  124. Mukasa, Edwina (15 de dezembro de 2011). «Bored by Cowell pop? Try K-pop». The Guardian. London. Consultado em 25 de janeiro de 2013. The result, according to a survey conducted by the Korean Culture and Information Service, is that there are an estimated 460,000 Korean-wave fans across Europe, concentrated in Britain and France, with 182 hallyu fan clubs worldwide boasting a total of 3.3m members. 
  125. Ramstad, Evan. «Behind K-pop's Pop: The Work of Fans». The Wall Street Journal. Consultado em 26 de janeiro de 2013. Others handle things like publishing lyrics, translations of lyrics or spreading news about K-pop groups and stars. To get a feel for this micro-business, we asked the operators of a K-pop lyrics translation site called pop!gasa.com to provide a glimpse of their role in the Korean Wave. Our takeaway: it’s as competitive as any business. 
  126. «What's Your Name?: A Compendium of K-pop Fandoms». seoulbeats (em inglês). Consultado em 12 de abril de 2016 
  127. «Official Fan Clubs and Fan Colors». Kpop Lists. Consultado em 12 de abril de 2016 
  128. 아이돌 팬 '응원 풍선 색깔찾기 전쟁' (em coreano). Hani.co.kr. 13 de junho de 2011. Consultado em 25 de junho de 2012 
  129. «'Rice wreaths' indicate that K-Pop fandoms are becoming more mature». Allkpop. 16 de agosto de 2011. Consultado em 30 de janeiro de 2012 
  130. Mahr, Krista (7 de março de 2012). «South Korea's Greatest Export: How K-pop's Rocking the World». Time. Consultado em 13 de setembro de 2012 
  131. «Video: Treating Your Idol to Lunch Is the True Test of Fandom». The Wall Street Journal. 24 de fevereiro de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  132. a b «'Sasaeng Stalkers' (Part 1): K-pop fans turn to blood, poison for attention». Yahoo! Singapore. 2 de agosto de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  133. «When an autograph isn't enough». Korea JoongAnd Daily. 13 de abril de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  134. «JYJ apologises over rough treatment of obsessive "sasaeng" fans». Channel NewsAsia. 9 de março de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  135. «JYJ's Sasaeng fan at the center of the recorded audio clip speaks up». Allkpop. 10 de março de 2012. Consultado em 15 de março de 2012 
  136. «Stalkers to face harsher punishment». Koreatimes. Consultado em 21 de abril de 2016 
  137. Anthony Wing Kosner (21 de dezembro de 2012). «Out Of This World! Gangnam Style Hits One Billion Views And Now Even NASA's In PSY's Orbit». Forbes. Consultado em 21 de dezembro de 2012 
  138. «SMTOWN LIVE '10 WORLD TOUR in Los Angeles». Allkpop. Consultado em 4 de dezembro de 2012 
  139. «K-Pop Videos Set New Record on YouTube». Soompi. 2 de janeiro de 2012. Consultado em 17 de setembro de 2012 
  140. «RIAJ 2002 million-seller list by year». RIAJ 
  141. «東方神起-リリース-ORICON STYLE ミュージック» (em Japanese). Oricon. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  142. 동방신기 오리콘 위클리 1위 아시아-남성가수 최초 (em Korean). Newsen. 22 de janeiro de 2008. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  143. «SHINee Ranks #2 on Oricon Upon Release». 17 de maio de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  144. «CDシングル 月間ランキング-ORICON STYLE ランキング» (em Japanese). Oricon. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  145. «BIGBANG Major Debut in Japan» (em Japanese). Oricon. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  146. «How Korean Pop Conquered Japan». The Atlantic. Consultado em 19 de dezembro de 2012 
  147. 지은, 백 (17 de fevereiro de 2012). «韓가수, 지난해 日서 3490억 벌었다! "소시-카라, 견인차 역할"». Sports Joseon. Consultado em 10 de março de 2012 
  148. «Highest 2010 Korean Wave Index Goes to Japan». Consultado em 23 de setembro de 2012 
  149. Mendoza, Jaime (31 de dezembro de 2009). «Wonder Girls to Invade China in 2010». Asia Pacific Arts 
  150. «슈퍼주니어M, 중국 가요계 완전 싹쓸이». Newsis. 8 de março de 2011 
  151. a b c Kember, Findlay. «Remote Indian state hooked on Korean pop culture». Agence France-Presse. Consultado em 24 de fevereiro de 2013 
  152. a b «A little corner of Korea in India». BBC. 17 de outubro de 2010. Consultado em 30 de agosto de 2012 
  153. Roy, Esha. «Manipur finds a Seoul-mate in Korean culture». The Indian Express. Consultado em 24 de fevereiro de 2013 
  154. Sugathan, Priya. «South Korean films inundate Manipur market». Daily News and Analysis. Consultado em 24 de fevereiro de 2013 
  155. Kala, Advaita (30 de novembro de 2012). «Seoul mate to the world: What is it about the Koreans that makes them so popular?». Daily Mail. London. Consultado em 2 de dezembro de 2012 
  156. «Next Psy? Ryan Bang wants 'Shopping' to go viral». ABS-CBN News and Current Affairs. 23 de junho de 2015 
  157. South Korea Passes Law Regulating K-Pop Industry WonderingSound.com (July 8, 2014). Retrieved on August 3, 2014.