Economia da Coreia do Sul

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Economia da Coreia do Sul
Vista aérea de Seul à noite. Ao fundo o rio Han.
Moeda won sul-coreano
Blocos comerciais OMC, APEC, OCDE, G-20
Estatísticas
PIB US$1,531 trilhões (nominal) (2017)
Variação do PIB + 3% (2017)
PIB per capita $32,774 (2018)
PIB por setor setor primário 2,7%, setor secundário 39,8%, setor terciário 57,5% (2012)
Inflação (IPC) 1,1% (2014)
População
abaixo da linha de pobreza
15% (2006)
Coeficiente de Gini 30,2 (2010)
Força de trabalho total 25 180 000 (2012)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 2,6%, indústria 39,2%, serviços 58,2% (2010)
Desemprego 3,1% (2015)
Principais indústrias eletrônica, telecomunicações, produção de automóveis, produtos químicos, construção naval, aço
Exterior
Exportações 526,72 bilhões (2015)
Produtos exportados semicondutores, equipamentos para telecomunicações sem fio, veículos a motor, computadores, aço, navios, petroquímicos
Principais parceiros de exportação República Popular da China 24.4%, Estados Unidos 10.1%, Japão 7.1% (2011)
Importações 542,9 bilhões (2014)
Produtos importados maquinaria, equipamentos eletrônicos e componentes, petróleo, aço, equipamento de transporte, produtos químicos orgânicos, plásticos
Principais parceiros de importação República Popular da China 16.5%, Japão 13%, Estados Unidos 8.5%, Arábia Saudita 7.1%, Austrália 5% (2011)
Dívida externa bruta 436,9 mil milhões (2012)
Finanças públicas
Receitas $296,1 bilhões (2013)
Despesas $287,2 bil milhões (2013)
Fonte principal: [[1] The World Factbook]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$
Noite em Seul - Córrego Cheonggyecheon.
Busan à noite.
Fila de carros na Ponte Seogang, em Seul.

A economia da Coreia do Sul é a quarta maior economia da Ásia e a décima-primeira maior do mundo. Possui uma economia mista[2][3][4] dominado por conglomerados liderados por famílias conhecidas a como chaebols, contudo, sua dominância está declinando e perdendo força.[5][6][7] A Coreia do Sul foi de um dos países mais pobres do mundo (década de 1950 e 60) até se tornar uma nação desenvolvida e de alta renda em apenas uma geração (particularmente a partir da década de 1980). Este avanço econômico repentino, conhecido como 'Milagre do Rio Han',[8] tornou o país um dos polos industriais e tecnológicos do mundo, com uma economia diversificada e avançada. Analistas colocam a Coreia do Sul na lista conhecida como "Próximos Onze", como um dos países que irão se tornar protagonistas no cenário econômico mundial em meados do século XXI.

História[editar | editar código-fonte]

O crescimento econômico da Coreia do Sul nos últimos 30 anos foi espetacular. O PIB per capita, que era apenas de US$ 100 em 1963, chegou a quase US$ 9.800 em 2002. Nas décadas de 1960 e 1980, a Coreia do Sul seguiu uma política econômica protecionista. A maioria dos produtos importados é proibida, o sistema financeiro é nacionalizado, planos quinquenais são adotados, o governo toma muito pouco emprestado e o investimento estrangeiro não é incentivado. A reforma agrária levou à expropriação de grandes propriedades japonesas sem compensação e a terra foi dividida em pequenas parcelas. No entanto, os agricultores eram legalmente obrigados a vender a sua produção a preços baixos, deixando-os na pobreza.[9]

Devido ao contexto da Guerra Fria e à sua localização geográfica, a Coreia do Sul foi particularmente favorecida pelos Estados Unidos, que lhe concederam uma forte assistência económica anual. A ponta de lança da política governamental foi a criação do chaebol; esses conglomerados familiares (Hyundai, Samsung], LG Group, etc.) beneficiaram de subsídios públicos, proteção da concorrência internacional, terras disponibilizadas a eles, baixa tributação e normas específicas. O governo não reconhece um salário mínimo ou férias semanais, e os dias de trabalho são de 12 horas. Além disso, os sindicatos e as greves são proibidos. Na década de 1980, a semana de trabalho de um trabalhador sul-coreano foi a mais longa do mundo.[9]

Chaebol são por vezes considerados como "colossos com pés de barro"; sobreendividados, sobrevivem apenas com o apoio infalível do sistema bancário e do governo. Este conluio entre empresas, governos e altos funcionários gerou um nível muito elevado de corrupção. Assim, o general Roh Tae-woo (no poder de 1988 a 1993), recebeu US$ 650 milhões em subornos e o escândalo Choi Soon-sil causou a queda do governo em 2016. Além disso, os chaebol são prejudicados pela sua dependência tecnológica de países estrangeiros, levando-os a praticar uma política sistemática de espionagem tecnológica e industrial.[9]

O sucesso econômico do país se deve a um sistema de laços íntimos desenvolvidos entre o governo e a iniciativa privada, que inclui crédito facilitado, restrição a importações, subsídios a determinados setores e incentivo ao trabalho. As reformas começaram na década de 1960, com Park Chunghee, que praticou reformas econômicas com ênfase na exportação e desenvolvimento de indústrias leves. O governo também promoveu uma reforma financeira, ajustando as instituições, e introduziu planos econômicos flexíveis. Nos anos da década de 1970 a Coreia do Sul começou a destinar recursos para a indústria pesada e indústria química, bem como as indústrias eletrônica e de automóveis. A indústria continuou seu rápido desenvolvimento na década de 1980 e começo da década seguinte.

O país é o 24º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.[10]

Em 21 de janeiro de 2014, ocorreu a detenção de um funcionário de uma empresa de estudos de solvência, a Korea Credit Bureau (KCB), suspeito de ter roubado as informações pessoais de clientes de três empresas emissoras de cartões de crédito. Tal notícia provocou um pânico generalizado no país, fazendo com que mais de 1,15 milhão de pessoas cancelassem seus cartões de crédito e com que 9 milhões de usuários consultassem suas contas na internet para ver se estavam entre as vítimas de roubo de informações bancárias sigilosas. A presidente Park Geun-Hye pediu pessoalmente à justiça sanções exemplares para os ladrões de dados. As três sociedades de crédito em foco se comprometeram a cobrir as eventuais perdas financeiras de seus clientes.[11]

Liderança na tecnologia da informação[editar | editar código-fonte]

Entre fins dos anos 1990 e começo do século XXI, a tecnologia sul-coreana ultrapassou a do Japão e de Taiwan, passando a dominar internacionalmente o setor de semicondutores e tecnologia da informação. Os gigantes da indústria coreana, Samsung e LG, rapidamente ultrapassaram a Sony como líderes no campo da tecnologia da informação. Os telefones celulares e televisões de tela plana da Coreia do Sul são hoje os mais avançados do mundo. Nos últimos anos a economia da Coreia do Sul tem se distanciado do modelo de planificação centralizada e investimentos governamentais diretos, e adotado um modelo mais orientado ao mercado. O país recuperou-se da crise econômica de 1997-98 com ajuda do FMI, e como consequência foi obrigado a adotar uma série de reformas financeiras, restabelecendo a estabilidade do mercado. A reforma econômica instituída pelo presidente Kim Dae-jung ajudou a Coreia do Sul a manter-se como uma das poucas economias dinâmicas e em expansão da Ásia, com taxas de crescimento próximas altas; no entanto, a retração da economia mundial fez com que em 2001 a taxa de crescimento sul-coreana caísse para 3%, recuperando-se em 2002 (6%). O arroz é a produção agrícola mais importante da Coreia. Na mineração destaca-se o carvão mineral e o volfrâmio. Na Coreia, o potencial hidrelétrico favoreceu o desenvolvimento industrial. Lá também apresenta importante atividade industrial, é o mais forte dos tigres asiáticos.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bandeira da Coreia do Sul Coreia do Sul
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