Economia da Suécia

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Economia da Suécia
Produto interno bruto por regiões (2004)
Moeda Coroa sueca
Ano fiscal ano calendário
Banco Central Banco da Suécia
Estatísticas
Exterior
Finanças públicas
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A Economia da Suécia é caracterizada por se tratar de um país altamente orientado para a exportação, com uma atividade industrial baseada na produção de automóveis, sistemas de telecomunicações, produtos farmacêuticos, máquinas avançadas, equipamentos de precisão, produtos químicos, produtos florestais, artigos de aço e ferro.[1] [2]
Tem uma economia de mercado, com um volumoso setor público alimentado por elevados impostos, e orientado para a segurança social, administração pública, saúde e educação.[3] [4]

Após um período de recessão, aumento do desemprego e altas taxas de inflação no começo da década de 1990 - a "crise financeira dos anos 90" (finanskrisen 1990) - a Suécia foi capaz de atingir o crescimento sustentável através de ajustes fiscais e dinamização da economia.[5] [6]

O país é o décimo no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.[7]

Cenário econômico recente[editar | editar código-fonte]

Cartão-postal de Estocolmo, século XIX.

Historicamente, a economia sueca sempre experimentou avanços consideráveis quando foi capaz de aumentar suas exportações. No século XIX, uma elevação da demanda européia e o acesso a infra-estrutura barata dentro do país possibilitaram o nascimento da indústria na Suécia. Abertura econômica, liberdade de imprensa e desregulamentação tiveram papel importante.

A Suécia manteve-se neutra durante as duas Grandes Guerras Mundiais na primeira metade do século XX. O país se beneficiou, no pós-II Guerra, de uma combinação de demanda intensa por seus produtos e da devastação do parque industrial de outras nações do Oeste europeu, suas principais concorrentes. A desvalorização da moeda nacional, a Coroa sueca, também surtiu efeito sobre a balança comercial. As principais fontes de divisas para a Suécia nesse período foram as indústrias florestal, de mineração, veículos automotores, borracha e aço.

Durante os anos 60 a Suécia enfrentou aumento de concorrência por mercados devido à reconstrução de outros países europeus e à emergência do Japão. A produção industrial de certos setores, como o têxtil, sofreu abalos, e demissões ocorreram.

Nos anos 70 a crise do petróleo afetou muito a economia sueca, que dependia excessivamente da estabilidade internacional. A intervenção governamental não foi capaz de sustentar o crescimento sueco, e certos setores do parque industrial, como o metalúrgico, sofreram mais que outros.

A década de 80 foi proveitosa para a Suécia, que manteve baixíssima taxa de desemprego no período. Porém, altas e crescentes taxas de inflação ocorreram, e o governo passou por dificuldades no âmbito fiscal. A Suécia não pôde impedir uma crise econômica na primeira metade da década de 1990, cujas características foram desaceleração econômica e desemprego em alta. A Suecia já tem uma certa "parceria" com o Brasil há mais de 100 anos,e ao pelo o que tudo indica,tem de a continuar e aumentar.

Empresas suecas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Empresas da Suécia
Prédio da Ericsson, grande empresa sueca.

Havia cerca de 1 000 000 de empresas na Suécia em 2015.
De acordo com o volume de negócios e o número de pessoas empregadas, as maiores empresas do país eram as seguintes: AB Electrolux, AB Tetra Pak, AB Volvo, Alecta pensionsförsäkring, AMF Pension, AstraZeneca AB, Attendo AB, Axel Johnson Holding AB, BillerudKorsnäs AB, Ericsson, Hennes & Mauritz AB, ICA AB, Investor AB, Landstingshuset i Stockholm AB, Livförsäkringsbolaget Skandia, LKAB, Nordea, Peab AB, PostNord AB, Preem AB, Saab, Sandvik AB, Scania AB, Skandinaviska Enskilda Banken AB, Skanska AB, SSAB AB, Swedbank AB, TeliaSonera AB, Vattenfall AB e Volvo Cars. [8]

Diversificação econômica[editar | editar código-fonte]

Os Avanços tecnológicos e uma força de trabalho educada resultaram em um aumento substancial de produtividade na Suécia. O eixo principal da economia sueca deslocou-se da agricultura e indústria para o setor de serviços, com destaque para Telecomunicações e a tecnologia da informação (TI). Isto permitiu ao país uma redução da vulnerabilidade econômica em face das flutuações dos preços de commodities.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Agricultura na Suécia
Cultura da batata na Suécia.

É praticada a agricultura em cerca de 8% do território da Suécia - 41 milhões de hectares.
Os condados com maior percentagem de atividade agrícola são a Escânia, a Gotland e a Södermanland. [9]
As principais regiões agrícolas estão localizadas no sul do país (Escânia, Halland, Blekinge, Öland e Gotland), nas planícies centrais (planície da Gotlândia Ocidental, planície de Östgötaslätten, planície de Närke e Vale do Mälaren) e na costa da Norrland. [10]




Silvicultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Silvicultura na Suécia
Floresta de abetos na Södermanland.

A indústria florestal (silvicultura) é uma das indústrias básicas da Suécia, correspondendo a cerca de 10% da capacidade industrial do país. A Suécia é o terceiro maior exportador mundial de pasta de papel, papel e produtos feitos de madeira serrada. [11]







Pesca[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Pesca da Suécia

A pesca na Suécia é uma atividade económica menor, embora tenha importância local e nacional.[12]

Mineração[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Mineração na Suécia

A mineração tem um pequeno mas importante papel na economia da Suécia. A tecnologia atual implica uma mão-de-obra reduzida aliada a uma produção maior do que nunca. [13]

Qualidade de vida[editar | editar código-fonte]

A Suécia dispõe hoje de um extensivo programa de bem-estar social. Além disso, serviços públicos como saúde e educação estão entre os mais elogiados do planeta. Os gastos do governo com serviços sociais foram, em 2001, de 24.180 dólares americanos per capita, ou 28,9% do PIB.

A sociedade sueca é a mais igualitária do mundo. Seu coeficiente de Gini foi de 0,23 em 2005 joice.

Política macroeconômica[editar | editar código-fonte]

Gotemburgo, segunda maior cidade da Suécia.

Desde a crise no período 1991-93 até hoje, o governo sueco superou um período de instabilidade, caracterizado por dívidas, inflação e deficits fiscais. Atualmente a Suécia tem superavit fiscal de cerca de 1% do PIB e inflação sob controle. Medidas como tetos de gastos para o Orçamento, independência do Banco Central e reforma previdenciária redundaram em alívio para as contas públicas.

A manutenção da excelência no setor público exige altas taxas. A Suécia tem um imposto de renda altíssimo, além de impostos indiretos.

O crescimento médio do PIB da Suécia está no topo da escala de crescimento médio na União Européia, onde a Suécia perde apenas para a Inglaterra. [14]

O crescimento real da economia sueca foi de 3% em 2004 e de 2,7% em 2005. O crescimento do seu PIB está estimado em 3,6% em 2006 e 3,1% em 2007. Os motores principais dessa expansão são uma alta capaciade de utilização da indústria e o crescimento das exportações, inclusive das exportações de servicos. [14]

A dívida pública era de 47,7% do PIB em 2004 e está em queda. O desemprego mantém-se relativamente baixo, a 5,9%.

A Suécia e a União Europeia[editar | editar código-fonte]

A Suécia é país-membro da União Europeia. No entanto, a maioria - 55,9% - da população votou pela rejeição ao Euro num referendo em setembro de 2003. Assim, a moeda do país continua sendo a Coroa sueca.

Principais desafios[editar | editar código-fonte]

Embora ocupe uma situação privilegiada no cenário internacional, a Suécia tem obstáculos a enfrentar para continuar em crescimento e manter o bem-estar da população.

Envelhecimento da população[editar | editar código-fonte]

A população da Suécia está em processo contínuo e profundo de envelhecimento. Os gastos do governo com saúde e previdência, que já são altos, tendem a aumentar. Uma elevação de taxas, opção teórica para solucionar o problema, é considerada inoportuna, pois a Suécia já possui uma das maiores cargas tributárias do mundo.

Política fiscal[editar | editar código-fonte]

Apesar das reformas na década de 1990, a política fiscal sueca ainda não é considerada ideal. O governo tem ampla participação na economia, e serviços públicos exigirão mais recursos para os idosos no futuro. Contenção de gastos, privatizações, aumento da produtividade e da eficiência governamental são algumas das possibilidades para a superação deste problema quando se pensa em superação via política ortodoxa, mas dado que a Suécia é um país que se empenha em manter o Welfare State e a proteção dos trabalhadores que foi historicamente conquistada, a melhor solução é a prática do diálogo frequente entre Estado e população para que todos os setores saiam ganhando e o conjunto social continue sendo prioridade e exemplo para os demais países que pensam em construir uma nação auto-suficiente.

Mercado de trabalho[editar | editar código-fonte]

O mercado de trabalho sueco enfrenta problemas por falta de oferta de mão-de-obra, dado o envelhecimento da sua população. Diante deste fato programas governamentais de apoio e incentivo aos estudantes imigrantes têm se tornado uma opção para manter a estabilidade social e a garantia do crescimento.

Referências

  1. "Export och import över tid" (em sueco). Ekonomifakta. Consult. 19 de novembro de 2015. 
  2. "Sveriges export- och importprodukter" (em sueco). Ekonomifakta. Consult. 19 de novembro de 2015. 
  3. "Offentliga sektorns utgifter" (em sueco). Ekonomifakta. Consult. 19 de novembro de 2015. 
  4. "Den offentliga sektorns storlek" (PDF) (em sueco). Instituto Nacional de Estatística. Consult. 19 de novembro de 2015. 
  5. Thomas Hagberg e Lars Jonung. "1990-talskrisen – hur svår var den?" (PDF) (em sueco). Ekonomisk debatt. Consult. 19 de novembro de 2015. 
  6. "Vad var finanskrisen 1990?" (em sueco). Forskning.se. Consult. 19 de novembro de 2015. 
  7. "Competitiveness Rankings" (em inglês). World Economic Forum. Consult. 19 de novembro de 2015. 
  8. "Sveriges största företag" (em sueco). EkonimiFakta 2015. Consult. 16 de novembro de 2015. 
  9. "8 % av Sveriges landareal är jordbruksmark" (em sueco). Jordbruket i siffror. Consult. 18 de novembro de 2015. 
  10. Rydstedt, Bjarne; Georg Andersson, Torsten Bladh, Per Olof Köhler, Karl-Gustaf Thorén, Mona Larsson. Land och liv 1 (em sueco). Estocolmo: Natur och kultur, 1987. Capítulo: I sydsvensk jordbruksbygd. , 216 p. p. 22-35. ISBN 91-27-62563-X
  11. Curt Lundberg. "Facts and Figures 2013" (PDF) (em inglês). The Swedish Forest Industries. Consult. 22 de novembro de 2015. 
  12. "Fiskar och fiske i Sverige (Os peixes e a pesca na Suécia)" (PDF) (em sueco). Kungl. Skogs- och Lantbruksakademien. Consult. 21 de novembro de 2015. 
  13. Fagerfjäll, Ronald. Sveriges näringsliv (em sueco). Lund: Studentlitteratur, 2013. Capítulo: Råvarusektorn. , 216 p. p. 58-68. ISBN 9789144096339
  14. a b Economic performance: Growth rate in EU’s upper range. Invest in Sweden Agency

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Fagerfjäll, Ronald. Sveriges näringsliv (em sueco). Lund: Studentlitteratur, 2013. 216 p. ISBN 9789144096339

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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