Economia da África do Sul

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Economia da África do Sul
Johanesburgo, capital econômica da África subsaariana.
Moeda Rand (ZAR)
Ano fiscal 1 de abril – 31 de março (governo); 1 de março – 28/29 de fevereiro (público e privado)
Blocos comerciais OMC, G-20, SACU e outras
Estatísticas
PIB $ 758,12 bilhões (2017)[1]
Variação do PIB Aumento 1,3% (2017)
PIB per capita $11.500 (2013) [2]
PIB por setor agricultura 2,8%, indústria 29,7%, serviços 67,5% (2017)
Inflação (IPC) BaixaPositiva 5,4% (2017)[3]
População
abaixo da linha de pobreza
AumentoNegativo 26,2% (2011)[4]
Força de trabalho total 22,2 milhões (2017)[5]
Força de trabalho
por ocupação
agricultura: 4,6%, indústria: 23,5%, serviços: 71,9% (2014)
Desemprego 29% (2019)[6]
Principais indústrias mineração (maior produtor mundial de platina; ouro, cromo), montagem de automóveis, metalurgia, máquinas, têxteis, ferro e aço, produtos químicos, fertilizante, alimentos, conserto de embarcações
Exterior
Exportações $ 69,1 bilhões (2016) [7]
Produtos exportados ouro, diamante, platina, outros metais e minérios, máquinas e equipamentos
Principais parceiros de exportação China 11.8%, U.S. 8.3%, Japão 6%, Alemanha 5.7%, Índia 4.2% (2012)
Importações $ 73,7 bilhões (2016) [8]
Produtos importados máquinas e equipamentos, produtos químicos, derivados de petróleo, instrumentos científicos, alimentos
Principais parceiros de importação China 14.4%, Alemanha 10.1%, Arábia Saudita 7.7% , U.S. 7.4%, Japão 4.6%, Índia 4.5% (2012) [9]
Dívida externa bruta AumentoNegativo $ 47,66 (2011)
Finanças públicas
Receitas Baixa $ 95,27 bilhões (2012)[10]
Despesas AumentoNegativo $116,55 bilhões (2012)[11]
Fonte principal: [[12] The World Factbook]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A África do Sul é um dos maiores produtores de ouro e diamantes. Há grandes diferenças entre a população de origem europeia, mais rica, e a população de origem africana, mais pobre.

O país é o 45º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.[13]

Fiscalidade[editar | editar código-fonte]

O ano fiscal na África do Sul dura de 1 de abril a 31 de março do ano seguinte.

No ano fiscal 2005-2006, o Serviço de Impostos Sul-africano superou as suas expectativas ao cobrar 418 bilhões de rands, vendo assim o déficit nacional baixar para 0,3%, o segundo mais baixo da sua história.[14]

Setores[editar | editar código-fonte]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A África do Sul tem uma forte base agrícola. O clima temperado e a grande superfície de terras férteis permitem grande superfície de culturas e abundantes colheitas. Com o final do regime do Apartheid a classe política emergente falhou em impôr um sistema de reforma agrária de forma a equalizar a posse de terras entre a minoria branca e a maioria negra, mas isso ainda não veio a se executar.

O elemento base da subsistência da população é o milho, ali chamado mealie.

A tabela seguinte apresenta as oito maiores colheitas em 2005, por produção.[15]

Produção 10³ ha 106 ton
Cana-de-açúcar 312 21,73
Milho 3.342 12,00
Trigo 801 2,03
Batata 53 1,91
Uva 123 1,70
Citrinos 84 1,56
Maçã 21 0,78
Girassol 460 0,69

A África do Sul produziu, em 2018, 19,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (14º maior produtor do mundo), 12,5 milhões de toneladas de milho (12º maior produtor do mundo), 1,9 milhão de toneladas de uva (11º maior produtor do mundo), 1,7 milhão de toneladas de laranja (11º maior produtor do mundo) e 397 mil toneladas de pera (7º maior produtor do mundo). Além disso, no mesmo ano, produziu 2,4 milhões de toneladas de batata, 1,8 milhão de toneladas de trigo, 1,5 milhão de toneladas de soja, 862 mil toneladas de girassol, 829 mil toneladas de maçã, 726 mil toneladas de cebola, 537 mil toneladas de tomate, 474 mil toneladas de limão, 445 mil toneladas de grapefruit, 444 mil toneladas de banana, 421 mil toneladas de cevada, além de produções menores de outros produtos agrícolas, como abacate, abacaxi, pêssego, tangerina, abóbora, repolho, cenoura, colza, sorgo etc.[16]

Mineração[editar | editar código-fonte]

A África do Sul exibe uma das maiores concentrações de riquezas minerais do mundo, entre as quais se destacam:

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Produção Elétrica[editar | editar código-fonte]

Produção elétrica da África do Sul: 257.9 TW/hora [17]

Consumo de energia na África do Sul: 234.2 TW/hora [18]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

A África do Sul foi durante muito tempo associada ao regime do Apartheid, segregação entre brancos e negros. Com o fim do Apartheid em 1994 e através da eleição democrática do primeiro presidente negro do país, Sr. Nelson Mandela, o país libertou-se das sanções econômicas da ONU e alavancou o turismo como parte importante da economia. Um conjunto associado de beleza exótica e boa infraestrutura de estradas e acomodações, fizeram do país um dos principais destinos do continente africano.

A feira INDABA de turismo no continente africano, anualmente sediada na cidade de Durban, contou em 2007, com mais de 12.000 espectadores (1680 empresas, 7400 funcionários e empresários, 4500 visitantes por dia, 550 jornalistas e mídia especializada).

O turismo apresenta a imagem da África selvagem. O ponto alto do turismo de aventura é um safári pela savana africana. O Parque Nacional Kruger é uma das principais reservas de mamíferos do mundo, permitindo a observação da vida de animais selvagens no habitat natural. Além da diversidade de pássaros, répteis, anfíbios, é possível a observação de mamíferos primatas, ruminantes, carnívoros e tradicionalmente os big five: leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo.

Estratégia de crescimento da indústria da cultura: O Ministério de Arte e Cultura da África do Sul trabalha em parceria como o Ministério de Comércio e Indústria para desenvolvimento de uma estratégia de crescimento da indústria da cultura e do turismo. O governo identificou estas indústrias como a chave econômica para o crescimento de outras áreas no país. O propósito é aumentar a potencialidade da indústria cultural e do turismo sul-africano na contribuição para a geração de empregos e renda no país.

Referências

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