Economia da África do Sul

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Economia da África do Sul
Johanesburgo, capital econômica da África subsaariana.
Moeda Rand (ZAR)
Ano fiscal 1 de abril – 31 de março (governo); 1 de março – 28/29 de fevereiro (público e privado)
Blocos comerciais OMC, G-20, SACU e outras
Estatísticas
PIB US$595.7 bilhões (2013 est.)[1]
Variação do PIB Aumento +2% (2013)
PIB per capita $11.500 (2013) [2]
PIB por setor agricultura 2.5%, indústria 31.6%, serviços 65.9% (2011 est.)
Inflação (IPC) 5,8% (2013 est.)[3]
População
abaixo da linha de pobreza
31.3% (2009 est.)[4]
Força de trabalho total 18.4 milhões (2013)[5]
Força de trabalho
por ocupação
agricultura: 9%, indústria: 26%, serviços: 65% (est. 2007)
Desemprego 24.9%[6]
Principais indústrias mineração (maior produtor mundial de platina; ouro, cromo), montagem de automóveis, metalurgia, máquinas, têxteis, ferro e aço, produtos químicos, fertilizante, alimentos, conserto de embarcações
Exterior
Exportações $91.05 bilhões (2013 est.) [7]
Produtos exportados ouro, diamante, platina, outros metais e minérios, máquinas e equipamentos
Principais parceiros de exportação China 11.8%, U.S. 8.3%, Japão 6%, Alemanha 5.7%, Índia 4.2% (2012)
Importações $99.55 bilhões (2013 est.) [8]
Produtos importados máquinas e equipamentos, produtos químicos, derivados de petróleo, instrumentos científicos, alimentos
Principais parceiros de importação China 14.4%, Alemanha 10.1%, Arábia Saudita 7.7% , U.S. 7.4%, Japão 4.6%, Índia 4.5% (2012) [9]
Dívida externa bruta 45.4% do PIB (2013 est.)
Finanças públicas
Receitas $88.53 bilhões (2013 est.)[10]
Despesas $105.5 bilhões (2013 est.)[11]
Fonte principal: The World Factbook[12]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A África do Sul é um dos maiores produtores de ouro e diamantes. Existem grandes diferenças entre a população de origem europeia, mais rica, e a população de origem africana, mais pobre.

O país é o 45º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.[13]

Fiscalidade[editar | editar código-fonte]

O ano fiscal na África do Sul dura de 1 de abril a 31 de março do ano seguinte.

No ano fiscal 2005-2006, o Serviço de Impostos Sul-africano superou as suas expectativas ao cobrar 418 bilhões de rands, vendo assim o déficit nacional baixar para 0,3%, o segundo mais baixo da sua história.[14]

Setores[editar | editar código-fonte]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A África do Sul tem uma forte base agrícola. O clima temperado e a grande superfície de terras férteis permitem grande superfície de culturas e abundantes colheitas. Com o final do regime do Apartheid a classe política emergente falhou em impôr um sistema de reforma agrária de forma a equalizar a posse de terras entre a minoria branca e a maioria negra, mas isso ainda não veio a se executar.

O elemento base da subsistência da população é o milho, ali chamado mealie.

A tabela seguinte apresenta as oito maiores colheitas em 2005, por produção.[15]

Produção 10³ ha 106 ton
Cana-de-açúcar 312 21,73
Milho 3.342 12,00
Trigo 801 2,03
Batata 53 1,91
Uva 123 1,70
Citrinos 84 1,56
Maçã 21 0,78
Girassol 460 0,69

Mineração[editar | editar código-fonte]

A África do Sul exibe uma das maiores concentrações de riquezas minerais do mundo, entre as quais se destacam:

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Produção Elétrica[editar | editar código-fonte]

Produção elétrica da África do Sul: 257.9 TW/hora [16]

Consumo de energia na África do Sul: 234.2 TW/hora [17]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

A África do Sul foi durante muito tempo associada ao regime do Apartheid, segregação entre brancos e negros. Com o fim do Apartheid em 1994 e através da eleição democrática do primeiro presidente negro do país, Sr. Nelson Mandela, o país libertou-se das sanções econômicas da ONU e alavancou o turismo como parte importante da economia. Um conjunto associado de beleza exótica e boa infraestrutura de estradas e acomodações, fizeram do país um dos principais destinos do continente africano.

A feira INDABA de turismo no continente africano, anualmente sediada na cidade de Durban, contou em 2007, com mais de 12.000 espectadores (1680 empresas, 7400 funcionários e empresários, 4500 visitantes por dia, 550 jornalistas e mídia especializada).

O turismo apresenta a imagem da África selvagem. O ponto alto do turismo de aventura é um safári pela savana africana. O Parque Nacional Kruger é uma das principais reservas de mamíferos do mundo, permitindo a observação da vida de animais selvagens no habitat natural. Além da diversidade de pássaros, répteis, anfíbios, é possível a observação de mamíferos primatas, ruminantes, carnívoros e tradicionalmente os big five: leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo.

Estratégia de crescimento da indústria da cultura: O Ministério de Arte e Cultura da África do Sul trabalha em parceria como o Ministério de Comércio e Indústria para desenvolvimento de uma estratégia de crescimento da indústria da cultura e do turismo. O governo identificou estas indústrias como a chave econômica para o crescimento de outras áreas no país. O propósito é aumentar a potencialidade da indústria cultural e do turismo sul-africano na contribuição para a geração de empregos e renda no país.

Referências

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